Da fábrica ao estrelato: a meteórica ascensão de Jamie Vardy

A temporada do Leicester City é espetacular em vários sentidos, mas isso não é novidade para mais ninguém. O time que outrora era visto como azarão ou até mesmo cavalo paraguaio, agora está a uma simples combinação de resultados para erguer a taça de um dos torneios mais equilibrados do futebol mundial. O sucesso do time deve-se a uma combinação de fatores que vão desde a aposta da diretoria do clube até o entrosamento de um time montado com orçamento limitadíssimo. 
 
No quesito elenco, um dos jogadores merece uma atenção especial. Trata-se do atacante inglês Jamie Vardy, de 29 anos, dono da camisa 9 do Leicester City, autor de 22 gols ao longo da competição.
 
Chega a ser coerente dizer que o sucesso de Vardy é proporcional aos percalços aos quais o atacante esteve submetido em um passado recente. 
 
Aos 16 anos, Vardy foi dispensado das categorias de base do Sheffield Wednesday e foi parar no Stocksbridge Park Steels, da oitava divisão do futebol inglês, em 2003. Durante três anos, Vardy atuou pelo Stocksbrigde ao mesmo tempo em que trabalhava em uma fábrica de fibras de carbono com fins medicinais, recebendo 30 euros por semana. Mesmo jogando em um futebol quase amador, o atacante despertou o interesse de outros clubes. Em 2010, acertou com o Halifax Town, time da sétima divisão do futebol inglês. Logo na primeira temporada vestindo a camisa do novo clube, Vardy anotou 27 gols, foi eleito o melhor jogador da temporada e passou a estar em evidência. 
 
O atacante chegou a disputar os primeiros jogos da temporada seguinte vestindo as cores do Halifax Town e marcou três gols nas quatro primeiras partidas do time. Como consequência, foi contratado pelo Fleetwood Town, da quinta divisão. 
 
Vardy mostrou um cartão de visitas impressionante: em 36 jogos, marcou 31 gols. 
 
O Leicester City correu atrás do atacante, desembolsou £ 1 milhão para assinar com o artilheiro e venceu a concorrência de times como o Cardiff City. A primeira temporada de Vardy jogando pelos Foxes não correspondia aos seus recentes números: foram cinco gols em 29 jogos. Mas na temporada seguinte o atacante deslanchou: balançou a rede 16 vezes e foi eleito o melhor jogador do Leicester na campanha que garantiu o acesso à primeira divisão. 
 
Na Barclays do ano seguinte, o Leicester foi modesto e lutou para não cair, terminando apenas quatro pontos acima do primeiro rebaixado. Vardy, como todo o time, foi tímido e não brilhou. 
 
Mas Vardy e Leicester passaram por uma metamorfose e estão encantando o mundo futebolístico. Como se não bastasse o fato de o Leicester estar a um passo da impressionante conquista do título inglês, o atacante, que outrora dividia sua rotina entre fábrica e futebol semi profissional, agora tem 22 gols na Barclays e disputa a artilharia com Kane, com 24 tentos anotados, e Aguero, que balançou as redes 23 vezes. 
 
varddy
Para além disso, quebrou o recorde de Ruud van Nistelrooy, que quando jogava pelo Manchester United, balançou as redes em dez jogos seguidos. Contra o Manchester United, pela 14ª rodada, o camisa 9 do Leicester marcou um gol pela décima primeira vez seguida e escreveu seu nome na história. 
 
Ademais, ganhou uma chance pela Seleção da Inglaterra. E em partida contra a Alemanha, Vardy provou que quando a fase é boa, tudo dá certo. O atacante recebeu cruzamento da direita e acertou uma finalização de letra indefensável contra nada mais, nada menos que Manuel Neuer. 
 
A história de Jamie Vardy é de se tirar o chapéu. O atacante não passou por categoria de base de nenhum time renomado. Ao contrário, profissionalizou-se por um clube da oitava divisão.
 
Quando Vardy saiu do Fleetwood Town, o representante do clube, Mick Mellon não titubeou e disse: ”Vardy pode se tornar aquilo que ele quiser”. 
 
Estaria Jamie Vardy no mais alto patamar ou estaria prestes a escrever uma nova página em sua carreira?
André Siqueira Cardoso

Sobre André Siqueira Cardoso

André Siqueira Cardoso já escreveu 313 posts nesse site..

Sou André Siqueira Cardoso, tenho 21 anos. Aluno de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atualmente trabalho em VEJA, com a cobertura do noticiário político. Apaixonado por esportes, jogador de futebol até hoje, tenho o sonho de cobrir uma Copa do Mundo.

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Sou André Siqueira Cardoso, tenho 21 anos. Aluno de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atualmente trabalho em VEJA, com a cobertura do noticiário político. Apaixonado por esportes, jogador de futebol até hoje, tenho o sonho de cobrir uma Copa do Mundo.

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