Cuidado com o Cuca, que o Palmeiras te pega: o esquema tático

Muitos não acreditavam, mas na tarde de ontem o Palmeiras venceu o líder e já classificado para a próxima fase, Corinthians. Os mais de 18 mil torcedores presentes no Pacaembu conseguiram ver um time alviverde melhor posicionado em campo, sem os famosos “chutões” da era Marcelo Oliveira e marcação definida e dura nas saídas de bola.

O Corinthians, não à toa, é um time bastante trabalhado no coletivo, com excelentes técnico e esquema tático, enquanto o Palmeiras ainda tem muitos problemas. No entanto, no primeiro derby do ano, o time alviverde conseguiu driblar o forte esquema de Tite e criar boas chances, além de ter mais posse de bola e qualidade em campo. O técnico palmeirense apostou no bloqueio da triangulação, pressão na área da defesa corintiana e rápida troca de passes. Parece que deu certo.

Com isso, Fagner era constantemente cercado pelos jogadores palmeirenses, fazendo com que ele não tivesse opções livres (estavam todas marcadas), o que forçava o time ao erro. Assim, o Palmeiras, e por vezes Gabriel Jesus, conseguia roubar a bola e ter chances de gol. Na mesma linha de marcação adiantada, Cássio não tinha grandes opções a não ser dar os chutões para frente, para tentar lançamento de bola.

Outro ponto bastante trabalhado (e, antes, muito criticado) foi a aproximação dos jogadores palmeirenses: quando um jogador recebia, logo se aproximavam um ou dois da equipe para fazer tabela ou, no mínimo, desestabilizar o adversário. O mesmo aconteceu com a defesa, que recuperava a maioria das bolas e não deixou muito trabalho para Fernando Prass (que, mais para frente, defenderia um pênalti e colocaria, minutos depois, o Palmeiras na frente do placar).

Com algumas mudanças, mais foco e começo da formação de esquema tático, o Palmeiras tenta reconquistar a confiança da torcida, que volta a enxergar o time com raça e coração, mas também com qualidade. Cuca ainda tem muito trabalho pela frente, ainda mais pelos destinos incertos do time tanto no Campeonato Paulista quando na Libertadores. Não há tempo, mas há força. Cuidado com o Cuca, ele também pode te pegar.

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Marina Bufon Nunes
Marina Bufon Nunes é formada em Linguística, mas a formação da vida a levou a amar e a viver de futebol. O gramado é seu tapete e a arquibancada, seu sofá. Achegue-se nas matérias e comentários, que são tirados de seu (sofrido) coração torcedor.

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