A . Assim, ao todo foram anotados 146 gols em 52 partidas no torneio.

Nesta edição da Copa, Cristiane fez um hat-trick na estreia do Brasil contra a Jamaica. Além de ser uma das principais jogadoras da seleção. Tanto que os tentos anotados neste Mundial a colocaram como vice-artilheira do Brasil em Copas do Mundo – com 11 no total – atrás apenas de Marta, que tem 17. Além disso, Cris também é a maior artilheira da história dos Jogos Olímpicos, com o total de 12 gols.

https://twitter.com/bibianabolson/status/1151859421162680320

Além da brasileira, outras nove jogadoras concorreram na votação. Entre elas: Lucy Bronze (Inglaterra), Aurora Galli (Itália), Jackie Groenen (Holanda), Yui Hasegawa (Japão), Amandine Henry (França), Sofia Jakobsson (Suécia), Alex Morgan (Estados Unidos), AjaraNchout (Camarões) e Asisat Oshoala (Nigéria).

REALIDADE BRASILEIRA

Em contraste a premiação que ganhou e o apoio do público durante o Mundial feminino, a atacante do . Dessa maneira, reacendeu o questionamento de como as duas modalidades – masculino e feminino – são tratados de formas diferentes.

Com tudo isso, a própria Cristiane desabafou no Instagram a sua insatisfação de como trabalham com a modalidade no Brasil.

“Copa do mundo foi linda, todo mundo amou, as pessoas ficaram felizes em conhecer nosso trabalho, porém aquele oba oba todo acabou. O que tem rolado depois de toda essa passagem? Bagunça, falta de apoio de alguns clubes com as atletas, falta de logística e brasileiro sub 18 jogando de dois em dois dias. E aiiii ??? Será que não tá na hora de realizar uma reciclagem nas pessoas que colocamos para trabalhar com a modalidade no país? Colocar pessoas que queiram realmente mudar esse cenário, pessoas que sejam PROFISSIONAIS. Vai ser sempre na bunda das atletas em ano de competição? Eu acho que tá na hr de darmos as mãos de verdade e brigar por algo melhor. Meu puxão de orelha é pra geral: Confederação, Federações, Clubes e nós atletas em certas situações tmb. Quer ver isso aqui evoluir de verdade? Ganhar uma Copa e uma Olimpíada? Faça por onde desde cedo, planeje nem que seja a longo prazo, mas tentem fazer algo efetivo para mudar o cenário nacional que envolve o futebol feminino!”, afirmou a camisa 11.

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Copa do mundo foi linda, todo mundo amou, as pessoas ficaram felizes em conhecer nosso trabalho, porém aquele oba oba todo acabou. O que tem rolado depois de toda essa passagem? Bagunça, falta de apoio de alguns clubes com as atletas, falta de logística e brasileiro sub 18 jogando de dois em dois dias. E aiiii ??? Será que não tá na hora de realizar uma reciclagem nas pessoas que colocamos para trabalhar com a modalidade no país? Colocar pessoas que queiram realmente mudar esse cenário, pessoas que sejam PROFISSIONAIS. Vai ser sempre na bunda das atletas em ano de competição? Eu acho que tá na hr de darmos as mãos de verdade e brigar por algo melhor. Meu puxão de orelha é pra geral: Confederação, Federações, Clubes e nós atletas em certas situações tmb. Quer ver isso aqui evoluir de verdade? Ganhar uma Copa e uma Olimpíada? Faça por onde desde cedo, planeje nem que seja a longo prazo, mas tentem fazer algo efetivo para mudar o cenário nacional que envolve o futebol feminino!

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Juliana Gandard
Juliana Gandard é estudante de jornalismo e escritora. Descobriu no futebol uma nova paixão. Ama um desafio e quer conhecer o mundo. Através das palavras tenta ajudar as pessoas e mostrar que mesmo quando as coisas não estão fáceis, sempre há esperança.

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