Operação Cartola: corrupção e manipulação de resultados no futebol paraibano

- Policia Civil e Ministério Público da Paraíba tiveram acesso a documentos e a escutas telefônicas

O futebol paraibano foi alvo das investigações da Policia Civil do Estado, durante um período de seis meses. O Ministério Público autorizou os policiais a grampear as linhas telefônicas dos principais personagens do futebol de Paraíba, tudo para ter provas suficientes de como os resultados eram manipulados e quem realmente estava por detrás desse esquema que por sinal envolvia muito dinheiro.

Através das escutas telefônicas, foi possível entender como funcionava a corrupção e a manipulação de resultados no futebol paraibano. A Policia Civil e o Ministério Publico monitoraram um total de 100 mil conversas de 115 telefones, o resultado desta instigação fez com que os policiais entendessem que o Botafogo – PB é o que mais se beneficiou desde o início até o final.

Das gravações apreendidas pela Polícia, foi possível ouvir um trecho da conversa entre o vice-presidente de futebol do Botafogo – PB, Breno Morais e o ex-presidente da comissão de arbitragem da Federação Paraibana de Futebol (FPF), José Renato Soares – que foi afastado do cargo desde o dia 20 de abril.

“Eu quero um cara (árbitro) domingo. É o seguinte: se o jogo estiver apertado, ele dá um jeito de criar oportunidade, né? Uma bola que o cara raspou a perna no meu jogador dentro da área, é pênalti. É isso que precisa. Mas para fazer só o que o time faz e depois buscar o dinheiro não dá, né, filho?”disse Breno.

Uma parte dos árbitros que foram investigados colaboraram e informaram que esse dinheiro era realmente propina, afirmaram ainda que o valor dependia muito do nível do jogo. Se fosse uma partida pequena sem muita relevância o valor chegava a 15 mil reais, semifinal ou ate mesmo uma final, o dinheiro poderia ir até 50 mil reais.

Botafogo – PB o maior beneficiário pelo esquema

(Reprodução/Pedro Alves/Globo Esporte)

Na partida que ocorreu entre Treze X Botafogo no dia 13 de fevereiro em Campina Grande, o vice-presidente do futebol botafoguense, Breno Morais precisava garantir o resultado pois, seu clube corria o grande risco de sair da zona de classificação caso perdesse o clássico, por isso, teve que agir nos bastidores. Mesmo depois da vitória por 2 a 4, Breno Morais demonstrando insatisfação por causa de um dos Gol que o Botafogo sofreu ao longo da partida, teve a ousadia de questionar ao assistente Tarcisio José – que também fazia parte do esquema – porque não houve anulação do primeiro gol.

“Ele combinou um negócio com você e você dá um gol daquele… Aí é f… pra gente, né? É para ajudar, meu filho. Você quer entrar no time que ajuda ou quer ficar fora do time”, afirmou o vice-presidente de futebol do Botafogo-PB Breno Morais.

Em seguida o assistente afirma: “Mas eu tinha que dar o gol. Porque a bola entrou. Um negócio que a televisão mostrou” – justificou o assistente, lembrando que a partida tinha transmissão para todo o Brasil.

As escalações da arbitragem era uma falsa, havia sorteio, mas no final prevalecia os árbitros que faziam parte do esquema. Ao total estão sendo investigados pela Policia Civil e pelo Ministério Público 85 pessoas, entre eles Dirigentes, Ex-Dirigentes e árbitros. Segundo um dos delegados que está na frente do caso, Lucas Sá, até o momento nenhum jogador se manifestou alegando ter conhecimento deste caso e que as informações são suficientes para prender todos que forem declarados culpados.

Paulino Henjengo

Sobre Paulino Henjengo

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Paulino Henjengo Nachipipa Martins, angolano e jornalista pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-Go). Em Anápolis trabalhou no Jornal Contexto como repórter colaborador, e no Jornal O Bairrista como Repórter e cinegrafista, além de estagiar no Canal 5 como cinegrafista. Atualmente exerce a função de inspetor de ensino na Faculdade Anhanguera de Anápolis desde março de 2015, e é mestrando em Sociologia pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e pôs graduando em Docência Universitária pela Faculdade Anhanguera de Anápolis.

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Paulino Henjengo Nachipipa Martins, angolano e jornalista pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-Go). Em Anápolis trabalhou no Jornal Contexto como repórter colaborador, e no Jornal O Bairrista como Repórter e cinegrafista, além de estagiar no Canal 5 como cinegrafista. Atualmente exerce a função de inspetor de ensino na Faculdade Anhanguera de Anápolis desde março de 2015, e é mestrando em Sociologia pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e pôs graduando em Docência Universitária pela Faculdade Anhanguera de Anápolis.

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