Copa dos sonhos

Acredito que já passou na cabeça de 99% dos garotos a vontade de ser jogador de futebol um dia. Assim que descobre que “é menino” lá vem o pai dizendo “vai ser palmeirense, corintiano, flamenguista, gremista…” é como se o futebol fosse passado para o filho ainda na barriga da mãe, através da voz do pai.

O Brasil sempre foi considerado uma fábrica de craques nesse esporte. Em qualquer lugar do mundo que se vai, as pessoas já ouviram falar de Pelé, Neymar, Ronaldo, Ronaldinho, Kaká, Garrincha, Robinho… entre muitos outros. Acredito que é por isso, que a copinha é considerada a copa dos sonhos.

Esse ano a Copa São Paulo de Futebol Junior está na sua 48º edição e é um campeonato em que, além de ativar os estádios menos utilizados durante o ano, nos apresenta novos rostos, novas promessas e junto, um monte de sonho.

Muitos vem de muito longe para participar dos jogos, alguns nunca pegaram um avião, outros nem ao menos tem verba para isso, e passaram por cima de pau e pedra para conseguirem participar. É tudo por um sonho, o sonho. Falta patrocínio, falta uniforme, chuteira, entre outras coisas, mas jamais falta a fé de chegar lá onde se quer. É o São Paulo Fashion Week da bola.

Cada entrevista que dão após cada jogo, cada fase que conseguem passar, é um passo a mais. É uma etapa a mais de um sonho que se mantém vivo. É vestir uma camisa e ver uma torcida vibrando por seu sonho… Imagina que louco? Você sonha e ainda tem que torce! É emocionante ver a comemoração de cada gol, de cada tirada de bola, porque a distância de um sonho para eles, dura em torno de 90 minutos.

Então sou mesmo fanática pela Copa São Paulo. Sem distinção de oportunidade para cada time, vejo que é na base dos clubes que começa os sonhos. É a faculdade do futebol e eu admiro quem chega lá. São meninos que conquistam, cativam e fazem com que o futebol ainda almeje um futuro tão brilhante quanto o sonho de quem veste a camisa e se disponibiliza a praticar a arte de jogar bola.

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Poliesportiva


Joyce Marcolino
Joyce Marcolino
Da pelada na rua aos clássicos dos clássicos, dos melhores jogadores aos nunca revelados, o futebol me cativou desde cedo. Hoje, a mulher de 20 anos que estuda jornalismo continua se apaixonando pelo esporte e tirando dele uma sensibilidade que poucos sabem que existe. Falar de futebol para mim, é falar da minha essência e da minha paixão e apesar de ser aquela são paulina super protetora, o estádio e um bom jogo sempre será um programa que me cativa. É como diz Bill Shankly "O futebol não é uma questão de vida ou de morte. É muito mais importante que isso..."

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