Contra a violência nos estádios, MJ lança Marco de Segurança no Futebol

No dia 10 de maio de 2016, os Ministérios da Justiça e do Esporte lançaram o Marco de Segurança no Futebol. A ideia é de ampliar a comunicação entre as organizações públicas e privadas e a sociedade para evitar atos de violência em espetáculos esportivos.

O guia foi desenvolvido depois de vários estudos, debates e diagnósticos feitos pela Comissão Nacional de Prevenção da Violência e Segurança no Espetáculos Esportivos (Consegue) e especialistas de vários estados do país.

Dentro das recomendações de segurança no futebol estão os procedimentos que antecedem os eventos e, para isso, será exigido um plano de ação com solicitação prévia do laudo de policiamento, uma vistoria de segurança, uma avaliação sobre os riscos que podem surgir durante o evento, uma reunião com representantes das organizações e das torcidas organizadas envolvidas, no caso de não comparecimento do representante da torcida na reunião os membros não poderão ir ao jogo.

Outra medida é a participação da Secretaria de Segurança Pública e das polícias militar, civil, federal, rodoviária federal, municipal e do corpo de bombeiros militar, que atuarão dentro e fora dos estádios.

O objetivo é evitar os confrontos entre as torcidas no estádio e no percurso até a partida, além de evitar que torcedores entrem sem ingresso ou com objetos que venham a ser utilizados como armas.

 Em caso de partidas internacionais a Polícia Federal atuará com a polícia do país do time visitante para conhecer os antecedentes da torcida.

Para todos os eventos será obrigatório a elaboração de uma ata que registrará a participação dos membros das partes envolvidas e será permitido os registros por escrito, em fotos e vídeos.

Também ocorrerá a escoltado transporte dos torcedores até a entrada dos estádios, a revista para certificar que todos têm o ingresso ou esteja portando drogas, caso o torcedor esteja sem o ingresso, ele terá um tempo determinado para regularizar a situação ou será levado para não entrar no estádio.

Marcas da violência

A preocupação com a violência nos estádios não é de hoje, em 1964, um jogo pré-olímpico entre Peru e Argentina causou a morte de 318 pessoas e 500 ficaram feridas, após a anulação de um gol da seleção peruana que perdia de 1 a 0.

Em 1995, no Brasil, uma partida pela Supercopa São Paulo de Futebol Junior ficou conhecida como a Guerra do Pacaembu, nesse evento havia apenas 30 policiais, no conflito entre os torcedores 102 pessoas ficaram feridas e um adolescente de 16 anos morreu.

Na Inglaterra em 1989, o desastre de Hillsborough foi alvo de estudos para o Relatório Taylor, elaborado por Lorde Taylor Gosforth; nesse caso morreram 96 pessoas com idades de 10 a 67 anos, a principal causa das mortes foi por pisoteamento, 27 anos depois (2016) foi concluído que ocorreram vários erros não pelos torcedores, mas por parte das autoridades e policiais.

Na busca de uma solução para acabar com a violência nos estádios será necessário muito diálogo e acima de tudo transparência entre os órgãos públicos e privados e as torcidas organizadas, pois se uma das partes não respeitar as recomendações – que visa o bem de todos – isso não vai passa de uma teoria.

Link – Guia de Recomendações para atuação das Forças de Segurança Pública em Praças Desportivas

http://pt.slideshare.net/justicagovbr/marco-de-segurana-no-futebol-61878451

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Maria Angélica Andrade
Maria Angélica Andrade
Sou Maria Angélica Andrade, moro em São Paulo, tenho 27 anos. Faço Jornalismo e amo esportes em especial futebol. Escrever sobre um esporte tão querido pelos brasileiros é motivo de orgulho e muita responsabilidade.

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