O futebol feminino tem ganhado cada vez um maior espaço. Grandes clubes, como o Paris Saint-Germain e Utah Royals, investem ainda mais na modalidade do esporte. Dessa forma, um dos destaques do clube parisiense é Vero Boquete Giadans. Assim, a espanhola, que conta com passagens em equipes conhecidas, contou sobre a sua carreira, clubes, futebol feminino e futuro.

CARREIRA

Nascida na região da Galiza, na Espanha, Verónica começou a sua carreira no Xuventú Aguiño. Dessa maneira, teve passagens pelo Prainsa Zaragoza e Espanyol, ambos da Espanha, e Buffalo Flash e no Chicago Red Stars, dos Estados Unidos. Contudo, começou a chamar a atenção desde a sua passagem pelo Espanyol. Assim, no clube, Vero ganhou duas competições e foi a artilheira da Superliga Feminina Espanhola 2010/11, com 39 gols anotados.

Assim, a jogadora começou a sua carreira internacional no Philadelphia Independence, em 2011. Portanto, lá ganhou espaço e começou a chamar atenção pela sua grande qualidade dentro de campo. Além de ser premiada como Jogadora da Semana por três semanas consecutivas, anotou quatro gols decisivos. Além disso, foi considerada a Jogadora do Ano. Dessa forma, em 2014, acabou assinando com o Portland Thorns, mas não ficou por um longo tempo na equipe, indo para o Frankfurt, da Alemanha. No time, conquistou uma Champions League.

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Enquanto isso, em maio de 2015, Vero Boquete fechou com o Bayern de Munique. Dessa forma, em 2016, ela se consolidou na equipe. Assim, diversas equipes europeias começaram a disputar a atleta. Manchester City, Chelsea, PSG, Barcelona e Lyon queriam a atleta vestindo sua camisa. Contudo, ela acabou optando ir para a equipe parisiense. Atualmente, Verónica representa o Utah Royals.

Além da grande carreira dentro de clubes, Vero conta com uma importante atuação na Copa do Mundo Feminina de 2015. Dessa forma, em sua primeira convocação para a Seleção da Espanha, ganhou a braçadeira de capitã. Ainda, a jogadora já chegou na final da Eurocopa Feminina e foi campeã do torneio europeu sub-19.

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PING-PONG COM VERO BOQUETE

Como começou a sua carreira? Teve apoio familiar?

“Desde pequena, me apaixonei por esse esporte. Meu pai é treinador e meu irmão também jogou. Eu queria ser como eles e estávamos sempre com a bola. O início não foi fácil, quase não havia meninas que jogavam futebol e, dos 5 aos 15 anos, eu sempre brincava com meninos. Isso causou muitos comentários e situações desagradáveis, mas eu sempre tive o apoio da minha família e amigos.”

Qual jogo que mais marcou a sua carreira?

“A final da Liga dos Campeões em que vencemos… Também teve um jogo entre Espanha x Escócia com uma classificação agonizante para a Eurocopa, com um gol no último segundo.”

Qual a sua principal característica no futebol?

“Sou uma jogadora de futebol associativo, com uma boa compreensão e visão do jogo.”

E quais seus objetivos e sonhos?

“Minha ambição esportiva me levou pelas melhores ligas do mundo, sempre busco ser melhor, luto por títulos e competi ao mais alto nível. Agora estou nos EUA, e o objetivo é lutar por este campeonato.”

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Você já esteve em diversos países, como França, Estados Unidos, China e Espanha. Então, onde você mais se adaptou?

“Cada país é diferente. A cultura, a linguagem, o estilo de jogo… Eu realmente gosto de aprender e me adaptar a tudo isso, isso me faz crescer dentro e fora do campo.”

Como é conquistar uma Champions League?

“É uma satisfação máxima. Além disso, é a recompensa por um longo período de esforço.”

Conhece algo do futebol brasileiro? Já pensou em atuar no Brasil?

“Sim, claro! Joguei com alguns dos melhores jogadoras brasileiras, como Marta, Cristiane, Formiga, Andreia Suntaque. O Brasil é uma potência do futebol, que possui uma cultura de futebol. No entanto, infelizmente, o futebol feminino, principalmente a competição nacional, não é tão apoiado, isso faz com que jogar no Brasil, geralmente, não seja uma opção para jogadoras estrangeiras.”

Acredita que ainda haja muita desigualdade no futebol feminino?

“É claro que existe, mas não apenas no futebol, a desigualdade é um problema global, em todos os setores e países. Temos que começar na base, com educação. Devemos mudar a mentalidade de várias gerações e isso leva tempo.”

Foto destaque: Reprodução/Arquivo Pessoal

Lauren Berger
Lauren Berger
Lauren Berger, gaúcha e apaixonada por futebol. Cresci vendo grandes nomes do Brasil em campo e um sentimento especial cresceu em mim. Vi Ronaldinho Gaúcho, Fernandão, Cristiano Ronaldo, Iniesta e foi amor à primeira partida. Estudo na Universidade Luterana do Brasil-RS.

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