Paulinho Guerreiro

“Hora certa no lugar certo”. Esse é o lema de Paulinho Guerreiro. Depois de passar por alguns clubes brasileiros, como Paraná e Bragantino, o jogador agora encanta todos na Suécia. Com 34 anos de idade, o atacante veste as cores do Hammarby. Nesta terça-feira (19), a entrevista da Coluna Lado B do Futebol é o atleta.

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PAULINHO GUERREIRO

Nascido em 9 de abril de 1986, Paulo José de Oliveira é natural de São José dos Campos. Ele começou a sua carreiro no Democrata, de Minas Gerais. Contudo, já em 2007, teve sua primeira passagem internacional e foi para Hacken, da Suécia. Após um tempo na Europa, acabou voltando ao Brasil. Assim, passou por clubes como o São José-SP, Bragantino, Paraná e Piracicaba.

No entanto, o seu destino era mesmo a Suécia. Em janeiro de 2020, ele voltou ao Hacken. Porém, não ficou por muito tempo lá. Ainda no mesmo mês, ele foi vendido para o Hammarby, que disputa a 1ª divisão do futebol sueco. Além disso, ele também conta com passagens pelo Orebro, também da Suécia, Al Dhafra, dos Emirados Árabes, e Beer Sheva, de Israel.

PING-PONG COM PAULINHO GUERREIRO

Como foi a sua ida para a Suécia?

“Minha ida para a Suécia foi como diz o ditado. Eu estava no lugar certo, na hora certa  e no momento certo. Isso porque os suecos estavam acertados com um jogador que iria jogar contra meu time. Aí eles gostaram de mim e acabaram me fazendo proposta, onde aceitei.”

Em questão de adaptação, como foi? Teve dificuldade?

“A adaptação foi até que rápida. Com 12 dias eu já estava jogando. Assim, a única dificuldade foi a língua e o frio. No entanto, com alguns meses fui adaptando. A comida foi fácil pois eu gosto de provar coisas novas [risos]. Amizades foi bem rápido também. Com duas semanas já tinha muitos amigos, tanto suecos como alguns brasileiros.”

Como é o futebol sueco? Tem diferença para o brasileiro?

“Então, o futebol na Suécia é muito competitivo. Assim, envolve muita força, tática e físico. Acho que a diferença para o futebol brasileiro é em questão aos dribles. Acho que os gingados é um dom que temos, e os suecos admiram muito.”

Tem títulos na Suécia? Se sim, quais?

“Sim, tenho alguns títulos aqui. O mais importante foi na Suécia mesmo. Ganhei como Melhor Jogador da Suécia e de artilheiro. Também levantei duas taças da Copa Sueca. Esses são os únicos títulos do meu clube. Eu entrei na história do clube BK Hacken. Sou o maior jogador de todos os tempos, com mais de 150 gols.”

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Quem é a sua maior inspiração? E ídolo?

“Minha maior inspiração é o meu pai. Ele também foi jogador. Enquanto isso, meu ídolo é Ayrton Senna.”

Qual a sua maior realização?

“Minha maior realização é ter virado jogador profissional, pois sei que é o sonho de muitas crianças. Além disso, entendo que é muito difícil, por que que preservo demais.”

Como é a sua relação com a sua família?

“A minha relação com a família é muito tranquila, porque eles sabem que esse é meu muito e que vivemos muito bem. É mais questão de saudades. Mas isso matamos todos os anos, quando nos vemos nas férias.”

Se voltasse ao Brasil, em qual time gostaria de atuar?

“Se eu retornar ao Brasil, gostaria de jogar nos clubes que marcaram a minha carreira no país. Gostaria de ir para o XV de Piracicaba e o Paraná, time que fui muito bem recebido por todos.”

Quais são os seus planos para o futuro?

“Meus planos para o futuro é um: trabalhar futebol. No entanto, só ainda não sei o que eu vou trabalhar. Tenho algumas propostas na Suécia para trabalhar no clube. Então, vamos ver isso.”

Qual foi o momento mais marcante da sua carreira?

“O momento mais marcante da minha carreira foi a minha cirurgia no joelho. Logo que eu voltei, todos ficaram com dúvidas. Mas foi o ano em que eu ganhei 12 títulos aqui na Suécia, um deles como artilheiro e melhor jogador. Além disso, fui convocado para a Seleção da Suécia, mas como não tenho cidadania, não posso apresentar.”

Foto destaque: Divulgação/Arquivo Pessoal

Lauren Berger
Lauren Berger, gaúcha e apaixonada por futebol. Cresci vendo grandes nomes do Brasil em campo e um sentimento especial cresceu em mim. Vi Ronaldinho Gaúcho, Fernandão, Cristiano Ronaldo, Iniesta e foi amor à primeira partida. Estudo na Universidade Luterana do Brasil-RS.

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