Pablo Ruiz

Das categorias de base do San Lorenzo, até Saalfelden, na Áustria, Pablo Ruiz sempre foi dedicado. Sempre apaixonado pelo esporte, com um amor e uma dedicação “100%”, o meio-campista é sinônimo de trabalho. No último sábado (9), o atleta concedeu uma entrevista muito interessante para o Futebol na Veia, falando sobre sua atual situação no futebol estadunidense, assim como sobre o seu passado.

A trajetória de Pablo até o Real Salt Lake, no entanto, não foi fácil. Logo cedo, com cerca de 17 anos, o atleta esteve perto de subir ao profissional do San Lorenzo, time que o revelou. Na entrevista, o jogador revela inclusive que recusou uma proposta do Boca Juniors, por amor ao clube.

Início da carreira de Pablo Ruiz

Pablo Ruiz começou sua carreira nas categorias de base do San Lorenzo. Se destacou, sendo convocado para a Copa do Mundo Sub-17, no Chile, em 2015, além de disputar outros campeonatos, como a Copa América, também em 2015, onde ele foi convocado para jogar com a seleção principal.

Assim, era questão e tempo até que ele despertasse o interesse de outros clubes. Logo ao término da Copa do Mundo, um dirigente do Boca Juniors se aproximou de Pablo, oferecendo um bom contrato. No entanto, o atleta já havia acordado verbalmente uma renovação com o San Lorenzo.

“Sim, em 2015 rejeitei uma oferta do Boca. Eles me acompanharam na Sulamericana, na Copa do Mundo e também me viram na Copa da América de 2015 no Chile, que estava disputando com a seleção principal da Argentina. Naquele momento se aproximou de mim um dirigente muito importante do Boca, me oferecendo ir ao Boca para ser jogador deles. Mas como sou uma pessoa boa e correta, respeitei muito o San Lorenzo e digo isso porque o San Lorenzo havia me dado sua palavra de que eles me comprariam”.

Ida ao Chile

No entanto, a proposta do seu atual clube nunca chegou. Foi aí então que a solução apareceu. Ela estava no Chile, na cidade de San Luis de Quillota. O clube alavancou a carreira do jogador, que se viu salvo pelo clube chileno.

“Eu fiz as divisões de base no San Lorenzo da 7ª à 5ª categoria. Depois disto não chegamos a acordo com o clube devido a decisões do clube, então tive que encontrar outras direções, que acabou sendo o Chile e desembarcando em San Luis de Quillota. Obviamente, minha partida foi dolorosa, porque a torcida do San Lorenzo me criticou muito por como saí, mas eu sabia que não queria fazer mal ao San Lorenzo. Hoje as coisas estão mais do que claras. Devo agradecer muito ao San Luis (de Quillota) pelo que me proporcionou. Todos estes anos que eu tive e que me fizeram cumprir meu sonho de ser jogador profissional. Meu relacionamento com os dois clubes é muito bom, tenho ambos muito presentes e os amo muito”.

Após sua saída do San Luis de Quillota, o jogador tomou rumo à Salt Lake City, em Utah. Lá assinou um contrato com o Real Salt Lake, na esperança de jogar uma grande liga e ganhar um bom destaque. Entretanto, vem sendo difícil para o jogador se firmar entre os titulares.

“Vem sendo muito difícil ter um equilíbrio fixo aqui no Real Salt Lake, mas nunca perdi o foco de querer ser uma grande contribuição para a equipe. Obviamente, quando você assume um novo desafio em sua carreira, encontra essas coisas, mas é preciso saber superá-las”.

https://twitter.com/FutbolistasAXEM/status/1150574521449144322

Saída ao Saalfelden

Após idas e vindas entre o RSL e seu time B, o Real Monarchs, Pablo Ruiz deixou os EUA e foi à Áustria. Lá, teve a oportunidade de jogar em um dos maiores projetos de clube da atualidade, o Fc Pinzgau Saalfelden.

“No meio do ano passado, fui transferido para a Fc Pinzgau Saalfaden, da Áustria. Um clube com grandes projetos de longo período que está se formando muito bem. Eles continuam a crescer dia após dia. Foi muito importante para mim atuar no time austríaco, alcançamos os objetivos que tínhamos em mente e a verdade é que me adaptei muito rápido, e me tornei realmente amado pelos fãs e pela cidade de Saalfelden”.

Após seis meses, o atleta retornou aos Estados Unidos, e pretende alcançar coisas grandes nesta temporada.

“A única coisa que espero para esta temporada é que a equipe cumprirá os objetivos que temos. Para mim, espero principalmente que eu jogue o suficiente para me sentir feliz e saber que sou uma peça importante para o clube e para a equipe”.

Foto destaque: Reprodução/Real Salt Lake

Cadu Maciel
Carlos Eduardo Fernandes Maciel, 18 anos. Cursando o 1º semestre de jornalismo na UAM. Fez o Curso de Jornalismo Esportivo com Alexandre Praetzel e Jorge Nicola. Quando novo, se apaixonou pelo esporte, e pela mobilização social em torno dele. Hoje, busca seu espaço, trabalhando com o melhor assunto do mundo (para ele, pelo menos).

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