Jogos Pan-Árabes

Os Jogos Pan-Árabes foram uma competição criada em 1953, com o intuito de valorizar os esportes no mundo árabe. Sua primeira edição ocorreu no Egito, e a última no Catar, em 2011. Desse modo, jovens da comunidade árabe se uniam, superando as diferenças. Conheça um pouco mais dessa competição no Lado B do Futebol.

DE ONDE VEIO ESSA IDEIA?

Em 1947, o primeiro Secretário Geral da Liga Árabe, Abdul Rahman Hassan Azzam, teve a ideia de criar um evento com todos os países árabes. Para isso, argumentou que o esporte possui o poder de integrar pessoas e assim, construir um futuro melhor. No entanto, o torneio só foi aprovado em 1953. Nesse ano, a cidade de Alexandria, no Egito, recebeu esportistas de oito nações árabes e da Indonésia, que participou como convidada. Contudo, as mulheres só puderam participar a partir de 1985.

POR QUE ACABOU?

O Oriente Médio é conhecido por seus conflitos regionais e devido a isso, o Líbano, até então futuro país sede (2015), deu para trás. Para não cancelar o evento, Marrocos foi escolhido para obter a edição. Mas, por questões financeiras, recusou os jogos em seu território.

Ainda assim, o Egito se propôs a receber a competição. Porém, a União dos Comitês Olímpicos Nacionais Árabes decidiu recuar e os jogos Pan-Árabes foram suspensos. Sendo assim, a edição de 2011, no Catar, segue sendo a última e não se sabe se haverá outra.

PAÍSES SEDES

Os Jogos Pan-Árabes, como foi dito anteriormente, estrearam no Egito em 1953. Assim, como a maioria dos torneios entre nações do mundo, essa competição foi idealizada para disputa de quatro em quatro anos. Entretanto, por ser uma região instável, tanto economicamente quanto politicamente, das 18 edições a serem realizadas, aconteceram apenas 12. Os países sedes de cada umas das edições foram:

  • 1953 – Alexandria, Egito
  • 1957 – Beirute, Líbano
  • 1961 – Casablanca, Marrocos
  • 1965 – Cairo, República Árabe Unida
  • 1976- Damasco, Síria
  • 1985 – Rabat, Marrocos
  • 1992 – Damasco, Síria
  • 1997 – Beirute, Líbano
  • 1999 – Amã, Jordânia
  • 2004 – Argel, Argélia
  • 2007 – Cairo, Egito
  • 2011 – Doha, Catar

MODALIDADES

Considerando todas as edições, foram realizadas competições em 36 modalidades. Desse modo, fizeram parte: Atletismo, Badminton, Basquete, Boliche, Boxe, Bridge, Caratê, Ciclismo, Corrida de camelos, Esgrima, Fisiculturismo, Futebol, Ginástica, Golfe, Halterofilismo, Handebol, Hipismo, Judô, Kickboxing, Luta olímpica, Natação, Natação com nadadeiras, Pentatlo moderno, Polo aquático, Remo, Saltos ornamentais, Squash, Taekwondo, Tênis, Tênis de mesa, Tiro com arco, Tiro esportivo, Vela, Vôlei, Vôlei de praia e Xadrez.

E O FUTEBOL?

Em todas as edições, apenas o futebol masculino esteve presente. Dessa maneira, o ouro na modalidade foi conquistado por seis nações distintas. Sendo assim, os maiores campeões foram os Faraós, com quatro títulos. Na sequência, temos os Leões do Atlas e os Bravos Cavaleiros com dois ouros,  seguidos por Iraque, Bahrein e Síria com uma medalha cada.

Jogos Pan-Árábes
O sudanês Saif El-Dan Ali luta pela bola com Amer Bin Abdulah, da Arábia Saudita, nos Jogos Pan-Árabes em Ismilla, 2007. Foto Reprodução: Nasser Nouri/Reuters

Na última edição, o futebol contou com 10 equipes, devido a desistência de Síria e Somália. Sendo assim, os países foram divididos em dois grupos de três e um de quatro. Avançaram para a semifinal, os primeiros colocados e o segundo do grupo C, e os ganhadores se confrontaram pelo ouro e os perdedores pelo bronze.

A seleção do Bahrein foi campeã e o artilheiro foi Abdallah Deeb, representante da vice-campeã Jordânia, com quatro gols. Seguido pelo bareinita Ismail Abdul-Latif, com três gols.

Ainda na fase de grupo, as maiores goleadas foram no Grupo A, quando os Vermelhos venceram os Faraós por 3 x 0 e no grupo C, quando os Bravos Cavaleiros fizeram o placar de 4 x 1 nos Guerreiros. Na disputa pelo bronze, novamente tivemos o placar de 3 x 0, do Azul em cima dos mesmos Guerreiros.

Foto destaque: Destaque/FreeImages

Fernanda Gontijo
Sou estudante de jornalismo, na Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Sempre fui muito comunicativa, amo escrever e por também ser desinibida para falar em público, considero o curso a minha cara. Além disso, amo futebol e vou ao estádio sempre que possível. À vista disso, produzo textos para o FNV e também participo do podcast Rainhas da Bola, apresentando boletins semanais sobre o futebol feminino na Itália. Ademais, sou social media da maior torcida organizada do Brasil, os Gaviões da Fiel.

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