Jordan Esteves da Costa Daniel, é uma promessa do RB Brasil. O goleiro, nascido em Cachoeira de Minas (MG), tem apenas 19 anose defende o time sub-20 do Red Bull. Este ano, Jordan tem sido convocado para alguns treinamentos com o elenco profissional. E apesar da pouca idade, já coleciona alguns títulos e conquistas individuais, com o time da base.

Inicialmente passou pelo futsal, mas em seguida foi para o campo. Com 13 anos saiu de casa, e cinco anos depois já estava sendo premiado como melhor goleiro das competições internacionais. Ano passado, 2016, recebeu o prêmio na Copa Del Agatha e Copa Otten Cup, ambas na Holanda.

Com “muita humildade e dedicação”, Jordan sonha em conquistar seu espaço no time principal do RB Brasil, além de ser convocadopara defender a Seleção Sub-20, e jogar na Europa. Confira abaixo a entrevista que o Futebol Na Veia fez com o atleta:

Foto: Divulgação RB Brasil

Mayara Akie: Você começou com o futsal, foi até formado na escolinha da sua cidade. Quando e por que decidiu ir para campo?

Jordan Esteves: Realmente, eu comecei no futsal aos 9 anos na escolinha da minha cidade, chamada R.A Soccer. Mas fiquei pouco tempo, logo fui para o futebol de campo, pois sempre gostei mais.

Mayara: Aos 13 anos, você saiu de casa, para ir em busca do sonho de ser jogador de futebol. Como foi a experiência? Seus pais sempre te apoiaram?

Jordan: O início foi muito complicado. Eu jamais havia ficado mais que 15 dias longe de casa. Abracei essa oportunidade de jogar em Limeira, e minhas idas para casa eram raridades. Essa adaptação não foi nada fácil. Tudo muito novo na cabeça de um menino tão jovem, que até outro dia disputava campeonato de várzea. Porém, o apoio da família foi fundamental para superarmos esse obstáculo.

Foto: Divulgação RB Brasil

Mayara: Você já passou pelo Independente de Limeira-SP, Mogi Mirim, e agora está no RB Brasil. Sempre jogou como goleiro? A sua altura, 1,90m, acabou influenciando de alguma forma?

Jordan: Sim sempre joguei no gol. Para muitos, a altura pode até ser um fator imprescindível, mas eu acredito muito na dedicação e no empenho pelo trabalho.

Mayara: Em 2015, você foi para Áustria para um período de treinamento no RB Salzburg, um dos principais clubes do país. Ficou quanto tempo por lá? Como foi a experiência? Foi fácil a adaptação, com a língua, treinamentos?

Jordan: Fiquei durante 20 dias na Áustria. Foi uma experiência incrível! Tive a oportunidade de conhecer uma outra cultura e também aprender as maneiras de trabalho usadas por lá. Em relação a adaptação, nem foi necessário adaptar-se, pois o clube enviou um intérprete comigo, então foi tranquilo.

Foto: Divulgação RB Brasil

Mayara: O seu primeiro e principal título, podemos dizer assim, foi em 2015, a Copa Del Agatha, na Holanda, com o RBBrasil.Qual foi a sensação? Afinal, você tinha apenas 17 anos.

Jordan: Sim. Foi uma sensação maravilhosa. Fiquei muito feliz com a conquista. Com certeza, foi uma recompensa por todo o trabalho duro.

Mayara: Após esse título, foi bicampeão do Torneio Volks Brasil, na Alemanha, em 2016 e este ano, 2017. Como foi jogar uma final, com a possibilidade de ser bicampeão? O nervosismo e a an 8thsiedade, conseguiu controlar?

Jordan: A responsabilidade ficou maior mesmo. Saímos daqui para defender um título, mas não foi algo que chegasse a atrapalhar. A ansiedade e o nervosismo existirão em qualquer situação, mas depois que a bola rola isso fica de lado.

Foto: Divulgação RB Brasil

Mayara: Além dos títulos conquistados com o RB Brasil, você chegou a conquistar mais duas premiações individuais só no ano passado, como melhor goleiro. Era algo esperado, ou foi uma surpresa? A sensação é diferente entre ganhar uma competição junto com o time, e ser premiado individualmente?

Jordan: Confesso que no primeiro campeonato, eu fiquei bem surpreso. Mas no segundo, eu sabia que tinha chances de ser eleito o melhor goleiro. Sempre priorizo as conquistas coletivas, que são os títulos com a equipe, mas a sensação de ser eleito melhor de sua posição, é algo que trabalho para conquistar também. Considero como o reconhecimento do esforço praticado no dia a dia.

Mayara: Vocês disputam muitos campeonatos fora do Brasil. Como na Alemanha, e na Holanda, por exemplo. Quanto que essas experiências agregam no dia a dia? Tanto no futebol, quanto na cultura, costumes.

Jordan: Agregam demais! Tanto na questão técnica, por jogarmos com outras escolas do mundo, quanto na questão cultural. Aprender novos costumes, hábitos e outras línguas, é muito importante.

Mayara: Você está cursando fisioterapia. Como consegue conciliar a faculdade com os treinos e jogos?

Jordan: Se eu lhe disser que é tranquilo, pode ter certeza que estarei mentindo. (Risos) Não tem sido nada fácil, porém, estou me esforçando para que uma “coisa” não atrapalhe a outra. Tem dado certo!

Mayara: Quais metas você tem para os próximos meses, anos? Seleção Brasileira? Jogar na Europa?

Jordan: Prioritariamente, penso em evoluir nos treinos e nos jogos para buscar meu espaço no time principal do Red Bull. Tenho como meta também, ser convocado para a Seleção sub-20, além de atuar na Europa. Tenho ciência que são etapas e vou continuar trabalhando com muita humildade e dedicação. Como sempre fiz, desde quando sai de casa aos 13 anos.

Foto: Divulgação RB Brasil
Mayara Akie
Mayara Akie, tenho 18 anos e sou estudante de jornalismo na PUC-SP. Escrevo também para o blog Futebol Por Elas. Vou ao estádio, praticamente, em todos os jogos do meu time, e deixo de sair para assistir um partida. O futebol é o grande responsável pelos melhores momentos da minha vida.

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