Conheça a história de Léo Solano, goleiro sub-17 do Guarani, e a importância do paizão Edimilson, em entrevista para o FNV

Leonardo Solano Penteado, mais conhecido como Léo Solano, é o atual goleiro do Guarani, no sub-17. Mesmo com pouca idade, o arqueiro já conquistou dois títulos, a Copa Ouro e o Torneio Internacional da Cidade de Tomar em Portugal. Ambas em 2015, com seu clube anterior, Paulista de Jundiaí. Hoje, ele disputa o Campeonato Paulista sub-17.

Além do Paulista, já jogou pelo Palmeiras, time de coração de seu pai, Edimilson Penteado. E se não fosse o paizão, a história de Léo poderia ter sido diferente. Nascido em Ribeirão Preto, Léo jogava bola em uma escolinha em Sertãozinho, uma cidade próxima, porém, não era no gol. Solano jogava como zagueiro, até o dia em que o goleiro da equipe faltou e ele foi substituí-lo. Gostou e lá permaneceu.

Como goleiro, decidiu que iria seguir a profissão. Desde então, Edimilson procurou treinamentos específicos para o filho. Foramvários treinadores, mas um ficou mais marcado, Agnaldo, ex-jogador do Sertãozinho. Na época, o paizão foi treinar junto com Léo, para não o deixar desistir.

Abaixo, em entrevista exclusiva para o Futebol na Veia, Léo Solano fala sobre sua carreira e a importância de seu pai.

Léo Solano e seu pai Edimilson, durante a infância de Léo

Mayara Akie: Você começou a jogar futebol como zagueiro, depois foi para o gol, e a partir daí decidiu seguir a profissão. O que mudou? A maturidade? A nova posição?

Léo Solano: A principal mudança foi, principalmente, a capacidade física. Como zagueiro, não fazia muitos trabalhos específicos relacionados ao porte físico, mas quando decidi me tornar goleiro, os trabalhos foram realizados, e aí me tornei mais ágil para a posição. Além disso, sem dúvidas a responsabilidade aumentou, já que um erro do goleiro leva ao gol.

Mayara: Ao decidir que seria goleiro, você fez aulas específicas para a posição. E chegou um momento que seu pai começou a treinar com você. Como foi esse período?

Léo: Foi um período divertido, porém muitas pessoas viam um potencial em meu trabalho, e foi a partir daí que levei os treinos a sério. Meu pai me ajudou muito nisso, ele já foi goleiro e com ele treinando ao meu lado a motivação foi muito maior. Devo muito a ele por tudo que fez, sem ele não estaria onde estou.

Mayara: Se isso (seu pai treinar com você) não tivesse acontecido, você teria desistido dos treinos? Afinal, seus companheiros foram saindo aos poucos.

Léo: Não posso responder isso com clareza, mas posso dizer que seria menos motivador, ter ele comigo nos meus treinamentos, me incentivando, me dava forças para querer treinar mais e mais.

Edimilson, pai de Léo Solano – O goleiro cobra (Foto: Arquivo pessoal)

Mayara: Durante o período de treinamento, você deu um apelido para ele “goleiro cobra”. Por que? E o que ele achou do apelido?

Léo: Dei esse apelido a ele porque quando a bola ia no alto, ao invés dele pular para pegá-la, ele se arrastava, rastejava, por isso o apelido. Ele e o treinador, Agnaldo, acharam muito engraçado.

Mayara: Além de treinar com você, quanto seu pai te influenciou para seguir a carreira de jogador?

Léo: Influenciou-me tanto fisicamente, quanto emocionalmente. Viajou quase todo o estado de São Paulo para que pudesse me ver jogar, sem contar as inúmeras vezes que estava desanimado e ele me amparou. Com certeza, sem minha família me apoiando, seria muito mais difícil realizar meu trabalho.

Edimilson e Léo Solano, em treinos durante a infância de Léo (Foto: Arquivo pessoal)

Mayara: Você nasceu em Ribeirão Preto, e atualmente joga no Guarani, que tem a sede em Campinas. Como funciona a relaçãot reino-casa? Você mora em Campinas, nos alojamentos, ou seus pais mudaram de cidade?

Léo: Na verdade, nasci em Ribeirão Preto, mas morei em Sertãozinho minha vida toda. Para jogar no Guarani, fico alojado no estádio Brinco de Ouro da Princesa, onde recebo alimentação, moradia e local de trabalho. Aos finais de semana, volto para Sertãozinho para ver minha família.

Mayara: Em dias de jogos, eles conseguem te acompanhar, em estádios?

Léo: Nos jogos mais importantes e mais próximos eles conseguem ir, mas às vezes seus trabalhos atrapalham a ida. Mas incentivo é o que não falta… Antes dos jogos, sempre me mandam mensagens desejando boa sorte e me motivando.

Foto: Arquivo pessoal

Mayara: Mesmo novo, 17 anos, você já passou por alguns clubes. Quanto os outros times te acrescentaram na carreira?

Léo: Os primeiros clubes foram importantes para adquirir experiência, entender como era o meio do futebol, além de aprender a morar fora de casa.

Mayara: Na época do Palmeiras, em 2013/2014, você passou por uma série de lesões. Em algum momento pensou em desistir? O que te fez continuar?

Léo: Sim, em vários momentos pensei em pedir dispensa do clube. Porém, com a ajuda de amigos e familiares, fui motivado a continuar, não importava o que acontecesse. Até mesmo os próprios treinadores me motivaram a continuar.

Mayara: Os dois títulos que você tem foram conquistados em categorias maiores. Como você se sente em relação a isso?

Léo: Fico grato, porque pude ajudar o grupo a chegar até a final, e ser campeão. E com certeza, sendo numa categoria maior, tem um gosto mais especial.

Foto: Arquivo pessoal

Mayara: Você foi para Portugal, com o Paulista, jogar um torneio. Na época você tinha 14/15 anos, e foi com o sub-17. Como foi a experiência? Tanto em estar com os garotos mais velhos, quanto estar em um país diferente.

Léo: Na verdade, fomos com o sub-15, e disputamos um torneio de sub-17, em que fomos campeões. Foi uma experiência diferente, tivemos que nos acostumar com o clima frio, fuso horário, entre outras coisas. Conhecemos alguns dos lugares mais marcantes do país, como a praia de Nazaré.

Mayara: No começo do ano, você foi o segundo goleiro menos vazado na Copa Ouro Sub-17. Foi destaque no Paulista, quandovocês passaram para a segunda fase. E também faz alguns treinos com categorias mais velhas. Qual é a sensação?

Léo: Isso tudo é resultado de muito trabalho. Agradeço a Deus e a todos os treinadores por me dar essa oportunidade e seguir a carreira, sempre almejando mais e mais.

Mayara: Quais seus planos para os próximos anos? Já sonha com Seleção Brasileira e Europa?

Léo: Prioritariamente, me tornar efetivamente um jogador profissional e honrar a camisa do Bugre.

Mayara: Qual foi e é a importância do apoio familiar na busca do seu sonho?

Léo: Eles sempre me motivam, e trabalham muito para conseguir os melhores equipamentos para mim, sou muito grato a eles, sem a sua ajuda seria muito difícil chegar onde estou.

Mayara: Seu pai é palmeirense, e acredito que um dos sonhos dele é te ver com a camisa do Verdão, no profissional. É um sonho que vocês vivem juntos?

Léo: Sem dúvidas o Palmeiras é um grande clube. Mas o Guarani também é, me sinto honrado e espero dar alegrias a torcida. Esse é o meu maior objetivo no momento e meu pai me apoia 100%.

Mayara: Por fim, qual é a melhor história que vocês têm juntos no meio do futebol?

Léo: Temos diversas histórias… Uma engraçada, foi quando atolamos o carro na estrada a caminho do CT da base do Palmeiras… Mas tudo valeu a pena, experiência adquirida, ainda mais ao lado de uma pessoa tão especial!

E em homenagem ao dia dos pais, Léo deixou uma mensagem para Edimilson e para todos os pais.

“Queria desejar um feliz dia dos pais para meu pai, e pedir para que ele continue sendo a pessoa que é, batalhadora, vencedora, e que faz de tudo para seus filhos. Pode ter certeza, que irei recompensá-lo no futuro, por tudo que fez por mim, e dizer que te amo.

A todos os pais, um feliz dia dos pais!”

Mayara Akie

Sobre Mayara Akie

Mayara Akie já escreveu 40 posts nesse site..

Mayara Akie, tenho 18 anos e sou estudante de jornalismo na PUC-SP. Escrevo também para o blog Futebol Por Elas. Vou ao estádio, praticamente, em todos os jogos do meu time, e deixo de sair para assistir um partida. O futebol é o grande responsável pelos melhores momentos da minha vida.

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Mayara Akie, tenho 18 anos e sou estudante de jornalismo na PUC-SP. Escrevo também para o blog Futebol Por Elas. Vou ao estádio, praticamente, em todos os jogos do meu time, e deixo de sair para assistir um partida. O futebol é o grande responsável pelos melhores momentos da minha vida.

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