Real Madrid domina seleção do Campeonato

Um Real Madrid que se reinventou durante a campanha se sagrou o grande campeão da temporada 2019/20 do Campeonato Espanhol. O Futebol na Veia elaborou sua seleção do torneio. Sendo assim, a lista vai um pouco além dos melhores em cada posição do campo. Aqui apresentamos também a menção honrosa, o melhor treinador, o atleta que foi revelação, além de alguma equipe que se esperava muito e acabou decepcionando. Vejamos a partir de agora os grandes craques que pisaram nos gramados espanhóis nesta temporada.

Goleiro: Ter Stegen (Barcelona)

Mais um dos grandes arqueiros da escola alemã, o jogador do Barça certamente está em todas as listas de melhores goleiros da atualidade. Durante o campeonato, Ter Stegen foi um dos destaques da equipe catalã, que fez uma campanha com muitos altos e baixos, principalmente depois do retorno. O alemão atuou 36 vezes na liga nacional, e em 14 desses jogos ele saiu sem tomar gols, ou seja, mais de um terço das partidas terminar em clean sheets.

 

Lateral-direita: Carvajal (Real Madrid)

A lateral-direita do time blanco estava bem preenchida com esse espanhol. Um jogador polivalente, que se demonstrava efetivo tanto na fase defensiva quanto na ofensiva, foi um dos pilares do esquema defensivo madrilenho. O lateral ficou notável pelo alto número de desarmes e poucos cartões recebidos na temporada. Nos 31 jogos em que entrou em campo, Carvajal foi amarelado apenas 11 vezes, e não recebeu nenhum vermelho.

Zagueiro: Sergio Ramos (Real Madrid)

Um zagueiro que dispensa cerimônias, talvez seja a cara do que foi a campanha do título do Real. Muita raça, mas sem deixar de lado primor técnico. Ramos teve vários momentos importantes na campanha, já que mesmo sendo defensor, ele marcou 11 vezes durante o campeonato. Todavia, talvez seu momento mais icônico tenha sido a bola salva em cima da linha, garantindo uma vitória contra o Granada fora de casa.

Zagueiro: Diego Carlos (Sevilla)

Discutivelmente a grande revelação defensiva do futebol europeu na temporada, o brasileiro mostrou que pode ser o pilar defensivo de uma equipe. Diego Carlos era sempre o que atuava muito seguro e preciso ao defender, além de ser uma ameaça na bola aérea que não podia ser desconsiderada. Sendo assim, a boa temporada no Espanhol pode colocar ele no radar tanto dos gigantes europeus, como também dos brasileiros selecionáveis pelo técnico Tite.

Lateral-esquerdo: Marcelo (Real Madrid)

Nome constante nesse tipo de seleção, o ex-Fluminense manteve seu bom nível na lateral-esquerda merengue. Apesar de algumas lesões, quando esteve presente, Marcelo sempre serviu como apoio ao ataque. E os números mostram esse papel ofensivo. Já que das 15 partidas que jogou, o brasileiro marcou dois gols e deu quatro assistências.

Meia: Casemiro (Real Madrid)

Toda boa defesa é composta por um bom meia que faça o trabalho de cão de guarda. E é isso que o volante do Real e da Seleção brasileira vem fazendo há algumas temporadas. Um talento que todo time gostaria de ter, o ex-jogador do São Paulo conseguiu tanto proteger sua zaga, quanto ter qualidade com a bola nos pés para preparar o jogo para os armadores.

Meia: Kroos (Real Madrid)

O motor da meia do campeão espanhol, o alemão Toni Kross foi mais uma vez o jogador com a qualidade que já lhe é habitual. O dono da camisa 8 tem uma média de 94% dos passes completados, além de ter balançado as redes quatro vezes e ter dado seis assistências para os seus companheiros.

Meia: Odegaard (Real Sociedad)

O norueguês foi o grande destaque de uma Real Sociedad que fez uma das campanhas mais surpreendentes da La Liga. Os Bascos chegaram a ficar na zona de classificação para Champions em certo período do campeonato, mas com a queda de rendimento no retorno, ficaram na zona de Liga Europa. Muito dessa atuação convincente passa pelo meia Odeegard, que participou diretamente de 10 gols nessa edição do Espanhol, tendo atuado 31 vezes.

Atacante: Luís Suárez (Barcelona)

O atacante uruguaio que abre essa seleção manteve o bom desempenho, mesmo com a campanha blaugrana. Isto pois Luisito marcou 16 vezes e deu oito assistências durante o campeonato – mesmo com uma lesão que o afastou dos gramados por um longo período -. Sendo assim, o jogador acabou se fixando como o vice artilheiro da equipe da Catalunha no campeonato.

Benzema (Real Madrid)

O crescimento de produção do francês foi algo de se impressionar na temporada. Karim Benzema teve a melhor temporada de um atacante blanco desde a saída de Cristiano Ronaldo. O jogador foi o artilheiro do Real, além de ser o vice da liga, chegando  a ameaçar o reinado de Messi, já que fez 21 gols em 37 jogos.

Messi (Barcelona)

Durante o campeonato, o argentino manteve sua efetividade e seu nível absurdos. Mesmo com toda crise no Barça, o meia-atacante marcou 25 vezes e deu outras 22 assistências. Tendo entrado em campo 33 vezes pelo campeonato. Todavia, para a infelicidade da torcida catalã, a equipe não seguiu nível parecido com o de Leo Messi.

Técnico: Zinédine Zidane

O técnico dessa seleção só poderia ser a cabeça pensante de um dos times mais fortes da Europa no momento. Zidane conseguiu pegar um elenco que decepcionou na temporada passada e transformá-lo. O francês foi bem sucedido pois conseguiu montar uma defesa sólida, que privilegia os pontos fortes de cada atleta. Além disso, jogadores como Benzema e Vinícius  Jr. cresceram de produção em sua mão e se tornaram peça chave para o título.

 

Revelação: Ansu Fati

O garoto guinense naturalizado espanhol de 17 anos fez boa campanha no Barcelona. O jovem marcou sete gols e deu uma assistência no torneio. Se mostrando, assim, como o meia Puig, sendo uma das esperanças do futuro catalão.

Menção Honrosa: Emerson Royal

O lateral brasileiro se destacou pelas boas atuações com a camisa do Real Betis. Apesar da campanha abaixo das expectativas do time de Sevilha, o ex-Atlético-MG fez uma boa campanha tanto na marcação, quanto dando assistências, geralmente nas bolas cruzadas.

Não desencantou: Griezmann

A diretoria do Barça buscava um jogador para suprir o espaço que Neymar deixou ao ir para o PSG. Com a chegada do francês Antoine Griezmann esperava-se que ele cumprisse esse papel, mas o meia muitas vezes parecia não se adaptar ao estilo de jogo do novo time e nem fazer as jogadas que se desejava que ele fizesse com Messi. É uma La Liga para se esquecer do jogador da seleção francesa.

 

Decepção: Barcelona

O treinador Quique Setién teve muita dificuldade em trabalhar com esse time. A defesa tinha suas fraquezas. Assim, quando Messi não estava em jogo inspirado, o ataque parecia inerte. A crise pareceu evidente principalmente vindo do retorno da paralisação, onde o elenco teve desempenhos criticados em vátios jogos. Com isso, o Real, que estava avassalador no pós parada, abriu vantagem  e não foi mais alcançado.

 

Foto Destaque: Divulgação/ Twitter La Liga

Lucas Stank
Nascido em Florianópolis, Estudo Jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina. Sempre gostei de futebol, inclusive dizem que minha palavra dita foi gol

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