Complexo de Fudêncio - O jogador com mania de reclamar

A coluna Dicionário do Futebol desta semana traz mais uma explicação: o que é Complexo de Fudêncio? Não diagnosticado pela ciência, este complexo tem sua origem no desenho da antiga MTV Brasil, Fudêncio e Seus Amigos. Estreou em 23 de agosto de 2005 e se estendeu por seis temporadas até o dia 25 de agosto de 2011. O Futebol na Veia vai te explicar tudo o que precisa saber sobre o tema e qual sua relação com o futebol.

O que é Complexo de Fudêncio?

O destaque da série era o dia a dia e as aventuras bizarras de um grupo de crianças estudantes amigas de um garoto punk, maldoso e monossilábico chamado Fudêncio. Este que as únicas sílabas que pronunciava eram: Mi-mi-mi mi-mi. No mundo “normal”, ou do futebol, mi-mi-mi é alguém que reclama muito, de tudo, ou é chorão, no caso futebolístico. Daí nasceu o Complexo de Fudêncio. Aqueles jogadores que não conseguem se conter e necessitam reclamar, seja do companheiro de clube, rival, treinador, repórter ou até mesmo árbitro.

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Exemplos reais do Complexo

É comum ver Complexo de Fudêncio em tudo na vida, não somente dentro do futebol. Se parar para analisar no seu futebol de domingo, amador ou várzea, trabalho, círculo de amizade ou até mesmo na família, há uma pessoa com tal diagnóstico. É natural do ser humano reclamar, pois é um desabafo e sente-se mais leve com isso. Entretanto, pessoas que estão ao lado no começo sentem que tem um aliado, mas, aos poucos, vão notando que a pessoa é chata.

No caso específico do futebol, jogadores que reclamam muito são “odiados” pelos rivais, mas, normalmente, amados pela torcida, que os vê lutando pelos direitos do clube. Tanto no rachão do fim de semana quanto no profissional, tem aquele jogador com Complexo de Fudêncio.

Gringos chorões

Jogadores como os argentinos Andrés D'Alessandro e  são exemplos clássicos. O uruguaio Diego Lugano é mais um que adora reclamar, mesmo tendo parado de jogar. O chileno Valdívia e o espanhol Sérgio Ramos são outros que têm tal complexo. Ex-jogador, o italiano Gennaro Gattuso era outro mimizento. Henderson, do Liverpool, tem mania de se achar árbitro. O espanhol do Barcelona, Busquets, o peruano do Internacional, Paolo Guerrero, o hispano-brasileiro Diego Costa e o luso-brasileiro Pepe fecham a lista dos gringos.

Brasileiros reclamões

Já do lado brasileiro da coisa, podemos colocar Felipe Melo como um dos top reclamões do futebol verde-amarelo, tanto por reclamar quanto por “cavalar” também, tendo cerca de 20 cartões vermelhos na carreira. Kléber “Gladiador”, ex-Palmeiras, Cruzeiro e Grêmio, era rei de reclamações, chegando a ser recordista de cartões vermelhos na época que jogava no Brasil. Dudu, do Palmeiras, também foi apontado como reclamador e tomava muitos cartões. Mas após frequentes punições mudou seu estilo dentro dos gramados. Reinaldo, atualmente no São Paulo, também gosta de reclamar e não evita um debate com o juizão.

Rogério Ceni, atualmente técnico do Fortaleza, em tempos de M1to defendendo as cores do São Paulo, era um reclamador dos bons, aliando os questionamentos com sua sólida carreira, evitando de levar muitos cartões. Rafinha, atualmente no Flamengo, sofre com a forma como os árbitros apitam no Brasil. Vindo do futebol alemão, onde conversar com o árbitro é normal, viu que os juízes brasileiros não são tão amistosos. Por outro lado, Gabigol e Neymar, atacantes sofredores de faltas, também capricham no Complexo de Fudêncio, seja por reclamarem por uma falta não sofrida ou a falta de um cartão ao rival.

Por fim, Zinho foi apontado pelo ex-árbitro, Rodrigo Braghetto, em live ao FNV, como um dos jogadores mais “chatos” dentro de campo pelo tanto que reclamava. Assim como Marcelinho Carioca, ídolo do Corinthians, juntava as mãos quase como uma súplica na hora das reclamações, Luis Fabiano, ex-São Paulo, Sevilla e Seleção Brasileira, também era adepto de uma reclamação (e porrada em outras ocasiões) às mãos juntas.

Foto destaque: Reprodução/Notícias da TV

Eric Filardi
Quando pequeno quis ser jogador. O sonho de criança passou. Uma vida nova se anseia. Bem-vindo ao melhor site de futebol. Bem-vindo ao Futebol na Veia. Sou Eric Filardi, paulistano de 27 anos, criado em Taboão da Serra, jornalista pós-graduado em Jornalismo Esportivo e apaixonado por futebol. Como todo jornalista amo escrever. Como todo brasileiro amo futebol. Tenho meu clube e minhas preferências, mas viso o profissionalismo e a imparcialidade, sem deixar de lado a criatividade. Sou Tricolor, Peixe, Palestra e Timão. Sou da Colina, Glorioso, Flu e Mengão. Sou brasileiro, hermano, francês e italiano. Sou Ghiggia, Paolo Rossi, Caniggia e Zidane. Sou Alemanha dos 7 x 1, mas que o povo não se engane. Também sou Ronaldo, Romário, Zico, Garrincha e Pelé. Sou Bundesliga, MLS, Eredivisie e Premier. Sou das várzeas e dos terrões. Sou Clássico das Multidões. Sou Sul, Nordeste, Amazônia e Pantanal. Sou Galo, Raposa, Bavi e Grenal. Sou Ásia e África. Sou Barça e Real. Sou as Américas, a Europa, sou o mundo em geral. Sou a festa nas arquibancadas que o estádio incendeia: sou Futebol na Veia.
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