Como deve ser o Palmeiras em 2017

Há um velho ditado que diz que “em time que está ganhando não se mexe”, pois essa máxima da prudência não valeu para o Palmeiras. Além da saída do craque Gabriel Jesus e do comandante Cuca, prevaleceu o fato do clube ser um dos poucos no Brasil com recursos para contratações e ainda ter como dirigente de futebol Alexandre Matos, muito conhecido pela voracidade nos negócios. Conservadorismo as favas, o torcedor deve esperar um Verdão diferente para esta temporada.

As principais contratações até o momento são o volante Felipe Melo, vindo da Internazionale de Milão (foto ao lado), o polivalente Michel Bastos, ex-São Paulo e o meia Alejandro Guerra – eleito o melhor jogador da última Libertadores pelo time campeão Atlético Nacional-COL. Para completar o elenco vieram também algumas das revelações do último Brasileirão. São eles o meia Hyoran, ex-Chapecoense, o atacante Keno, ex-Santa Cruz e Raphael Veiga, meia que jogou no Coritiba no ano passado.

Há ainda a possibilidade de vir um centroavante de alto nível para suprir a ausência de Gabriel Jesus. Os nomes mais prováveis são Miguel Borja, do Atlético Nacional e Lucas Pratto, do Atlético Mineiro.

Por ficarem sem espaço no elenco, saíram o zagueiro Roger Carvalho e os volantes Gabriel Girotto, não teve seu contrato renovado e assinou com o arquirrival Corinthians e Matheus Sales, emprestado ao Bahia. Pelo mesmo motivo ainda devem sair Arouca, interessa ao Atlético-MG e Allione que interessa ao Sport.

A chegada do técnico Eduardo Batista sugere que, além da troca de nomes, os jogadores devem seguir também uma nova organização tática. O antigo sistema 4-2-3-1 utilizado por Cuca deverá sair para prevalecer o 4-1-4-1, adotado por Tite na Seleção Brasileira. Neste novo esquema (imagem abaixo) Felipe Melo deverá assumir o papel do volante de contenção a frente dos quatro defensores avançando Tchê Tchê e Moisés que atuarão como meias fazendo o primeiro combate e iniciando junto com os laterais a transição na saída de bola. Guerra deve assumir papel de criador das jogadas ofensivas que serão trabalhadas por Dudu (que jogará como atacante móvel pelas laterais) e finalizadas por um atacante fixo e com presença de área (ainda à fechar com um) que será, até o momento, Alecsandro, caso não venha mais nenhum centroavante. Este esquema pode se transformar em 4-3-3 com a entrada de Roger Guedes ou Rafael Marques para atacar pela lateral. Lucas Barrios já é dado como certo no Olímpia do Paraguai pela imprensa local.

Assim, o Palmeiras que terá neste ano a nova Libertadores como principal desafio, terá em relação ao time do ano passado um meio-campo ainda mais criativo na ação ofensiva e compacto na defesa.

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Renato Melhem
Renato Melhem
Renato Melhem é comentarista esportivo da TV Cidade e da rádio Nova Difusora AM de Osasco. Escreve também no Blog O NOSSO FUTEBOL - www.onossofutebol.com Formado em Arquitetura e Urbanismo é Conselheiro do CAU/SP.
http://www.onossofutebol.com

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