Cruzeiro

Paulo Pezzolano, de 38 anos, foi o nome escolhido pela nova gestão do Cruzeiro para o cargo de técnico em 2022. Uruguaio, ele será apenas o 4º técnico estrangeiro a comandar o time mineiro sua história. Ao longo dos 101 anos, a Raposa teve à frente técnicos de três países diferentes. Assim, veja os números e o trabalho dos antecessores no clube:

Ricardo Díez

A primeira experiência “gringa” do Cruzeiro começou com Ricardo Díez. Natural de Rivera no Uruguai, o profissional trabalhou com o clube celeste em 1953. O treinador, entretanto, teve curta passagem e em 13 jogos conquistou cinco vitórias, três empates e cinco derrotas.

O ex-futebolista que construiu uma carreira como treinador, atuou por quase 30 anos no Brasil. Em Minas Gerais, Díez também teve passagem pelo AtléticoMG, arquirrival da Raposa.

Por lá, o trabalho rendeu o bicampeonato mineiro (1949 e 1954) e o título de Campeão do Gelo (1950). Além disso, também dirigiu o AméricaMG em 1946. Ricardo Diéz faleceu em 27 de abril de 1971, em Belo Horizonte, aos 71 anos.

Filpo Nuñez – treinador estrangeiro com mais jogos pelo Cruzeiro

Natural de Buenos Aires, na Argentina, Filpo Nuñez é o treinador estrangeiro com mais jogos pelo Cruzeiro. O argentino, teve duas passagens por Belo Horizonte. A primeira em 1955 durou 18 jogos. Naquele ano, sob seu comando o clube terminou o primeiro turno do Campeonato Mineiro na penúltima colocação.

Nuñez retornou em 1970, mas desta vez, já reconhecido no futebol brasileiro. A saber, ele comando o Palmeiras nos anos de 1960, um time que ficou conhecido como Academia.

Ao todo sua segunda passagem durou 12 partidas. Nesse meio tempo, chegou a trabalhar com ídolos da história do Cruzeiro, como Natal, Dirceu Lopes e Tostão.

Nesse trabalho ele avisou que iria utilizar uma tática diferente: o Carrossel. A tática fazia com os jogadores do meio e do ataque se movimentassem sem guardar posição. O esquema tático, contudo, não vingou. Desse modo, o argentino deixou o comando apenas 40 dias depois de sua chegada. Em suma, o técnico conquistou 12 vitórias, sete empates e 11 derrotas à frente da Celeste. Filpo Nuñez faleceu em São Paulo, em 7 de março de 1999, aos 78 anos.

Paulo Bento

Paulo Bento, o único europeu a comandar o Cruzeiro, chegou como aposta interessante. Antes de assumir o clube, em maio de 2016, teve passagens por Sporting e Seleção Portuguesa, onde participou da Eurocopa, em 2012, e da Copa do Mundo, em 2014.

Entretanto, a estadia do português no Brasil durou pouco. A equipe mineira não vivia boa fase no Campeonato Brasileiro, tanto que o técnico deixou o clube na a 19ª posição, na zona de rebaixamento, com apenas 15 pontos em 16 rodadas.

Bento deixou o clube após a derrota em casa por 2 x 1 para a equipe do Sport, em julho. Em resumo, comandou a Raposa em 17 jogos, sem obter números satisfatórios. No total, foram seis vitórias, três empates e oito derrotas em três meses.

Por fim, na temporada 2022 o Cruzeiro terá como técnico o uruguaio Paulo Pezzolano. Nascido em Montevidéu, ele chega ao futebol mineiro após passagens por Montevideo Torque e Liverpool, ambos do Uruguai. Aos 38 anos, teve seu último trabalho no PachucaMEX.

FOTO DESTAQUE: Divulgação/Cruzeiro

Izabela Avelar
Jovem jornalista mineira, apaixonada por esportes e o turbilhão de sensações que as competições esportivas proporcionam.