A primeira rodada da Série B do Brasileirão se encerrou com festa no Paraná. Coritiba e Ponte Preta estrearam na competição nesta segunda-feira (29) sob festa e homenagens no Estádio Couto Pereira. Melhor para o Coxa que derrotou a Macaca por 2×0 com dois gols de Rodrigão e largou no G4 do torneio.

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Fora de campo, o maior ídolo do Coritiba, Dirceu Krüger, o Flecha Loira, que morreu na última quinta-feira, aos 74 anos, foi lembrado em imagens e belas ações, com o estádio todo iluminado pelos mais de 31 mil torcedores. Dentro das quatro linhas, o Coritiba foi no ritmo, com Rodrigão brilhando e marcando os dois gols no primeiro tempo, além de ter várias grandes chances durante a partida. A Ponte tentou algumas jogadas de contra-ataque, conseguiu um pênalti, mas Thalles chutou na trave, a bola ainda bateu nas costas de Wilson e saiu. Definitivamente, a noite era do Coritiba e, do céu, Dirceu Krüger vibrou.

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O jogo

Diante de mais de 30 mil torcedores no Couto Pereira, as equipes iniciaram com todo vapor a partida. Enquanto os donos da casa procuravam o gol, os visitantes levavam perigo nos contra-ataques. Ai brilhou a estrela de Rodrigão. O atacante converteu pênalti cometido por Diego Renan, que colocou a mão na bola após chute de Welinton Junior. A partir do gol, o time da casa animou e perdeu outras boas chances ainda no primeiro tempo. Aos 36, Rodrigão recebeu, deu belo toque na bola no meio dos marcadores e ficou cara a cara com o goleiro da macaca e não desperdiçou. Iluminado para homenagear o Flecha Loira, o atacante fez 2×0 para delírio dos presentes no estádio e comemorou simulando uma flecha para lembrar Dirceu Krüger. O primeiro tempo ainda terminou com Patrick Brey fazendo uma linda jogada, tirando o marcador e chutando na saída de Ivan. A bola passou muito perto da trave.

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Com o placar favorável, o Coxa chegou para a segunda etapa com um ritmo parecido ao do primeiro tempo, enquanto a Macaca não conseguia jogar fora dos contra-ataques que desde o início não estavam surtindo efeito. O fator desequilíbrio seguiu sendo Rodrigão, que quase marcou aos dois minutos de jogo, quando um tapinha de Ivan evitou que a bola entrasse. O atacante do Coritiba também cabeceou para a bola bater na trave aos 13 minutos. Para não dizer que a Ponte não tentou, um pênalti para a Macaca em Diego Renan foi batido por Thalles, mas ele chutou na trave, a bola bateu nas costas de Wilson e saiu. A Ponte passou a pressionar cada vez mais com os minutos finais de jogo, e Wilson apareceu algumas vezes até o apito final.

Adeus ao Flecha Loira

A noite foi de festa no estádio do estado do Paraná. Dirceu Krüger, o maior ídolo da história do Coritiba encerrou seu ciclo na Terra na última quarta-feira (24) e recebeu homenagens de jogadores e torcedores durante a partida de estreia da Série B. Antes do início do jogo, um vídeo mostrou momentos do Flecha Loira, enquanto o estádio às escuras era iluminado pelos mais de 31 mil torcedores que foram ao estádio com ingressos gratuitos, em uma ação do clube. Crianças entraram com os jogadores e soltaram 53 balões – um para cada ano dele passado dentro do Coritiba – e o minuto de silêncio foi respeitado pelo estádio cheio.

No segundo tempo, aos 8 minutos (53 no total, em nova referência aos 53 anos de Dirceu no clube), toda a torcida se levantou, ligou as luzes dos celulares e gritou “olê, olê, olê, Krüger, Krüger”. E os torcedores voltaram a gritar o nome do ídolo após o apito final, com 2 a 0 no placar.

E agora?

Com o resultado, o Coritiba fica na terceira posição enquanto a Ponte Preta inicia na lanterna, na última colocação. Na próxima rodada, na sexta-feira, às 21h30, o Coritiba joga contra o Atlético-GO, na casa do adversário. Um dia antes, na quinta-feira, a Ponte Preta recebe o Criciúma no Moisés Lucarelli, às 21h.

Melhores momentos

Iago Almeida
Iago Almeida
Iago de Almeida Silva. Nasci em Seritinga, interior de Minas Gerais, e moro em Varginha, também em Minas. 26 anos. Formado em Jornalismo pelo Centro Universitário do Sul de Minas - UNIS. Quando pequeno, queria aparecer em câmeras; na faculdade, conheci as áreas que envolvem a profissão escolhida; formado, não recuso e não tenho medo de desafios; e, acima de tudo, amo as palavras e o amplo conhecimento por trás delas. Uma frase que me motiva: "O futuro não se encaixa nos contentores do passado" - Rishad Tobaccowala".

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