Cobrança injusta e teimosia – O caso Allianz Parque

A torcida do Palmeiras, ou parte dela travou nos últimos dias uma batalha árdua, em defesa de garantir que seu time dispute o maior numero de jogos possíveis dentro de seu próprio estádio. O Allianz Parque pertence à equipe alviverde, mas será administrada durante um período de 30 anos pela construtora Wtorre.

Nessa semana começou uma significativa manifestação nas redes sociais dos torcedores palestrinos contra a empresa de Walter Torre, pois o time teria que mandar seu jogo contra o América-MG, válida pela 10º rodada do campeonato brasileiro em outro estádio, já que existe programada a pré-estreia do filme: “Independence Day: O Ressurgimento”. O clube correu contra o tempo e solicitou a CBF mudança de data, que foi prontamente atendida pela entidade, à partida foi antecipada para o dia 21 e com isso será possível à realização da partida na Arena palmeirense. Torcedores prometiam manifestações com rojões e sinalizadores durante a realização da pré-estreia, o que com toda certeza deixaria os ânimos entre clube e construtora ainda mais acirrados.

O Allianz Parque vem sendo alvo de grandes polêmicas antes mesmo de sua inauguração em novembro de 2014. O presidente Paulo Nobre, nunca se mostrou satisfeito com os moldes acordados em meados de 2009, pelo então presidente do clube Luiz Gonzaga Belluzzo junto a Walter Torre, dona Wtorre e a Traffic, empresa que auxiliou no fechamento de contratos após a ideia sair do papel. O principal entrave nessa parceria, que inclusive correm em juízo é o numero de assentos que ambos tem direito durante as partidas do clube. Durante 30 anos, o Palmeiras será praticamente um inquilino em sua própria casa, por outro lado não investiu nenhuma quantia para ter uma das arenas mais modernas da América Latina ou para muitos, do mundo. Seria isso um beneficio ou não? Penso que sim.

Estimado em R$ 630 milhões de reais, o estádio Palmeirense gera um alto custo de manutenção, alem de funcionários, contas básicas e toda infraestrutura que envolve a arena, para custear tudo isso e ter lucro, inevitavelmente à construtora teria que usufruir em demasia deste espaço, lembrando que em dias de jogos, custos e lucros ficam todos por conta do clube. Nesses moldes seria injusto não dar a construtora poder maior de decisão na utilização de datas, porem a fatigante relação clube x construtora dificulta a harmonia nesse aspecto. Grandes clássicos e jogos decisivos deveriam ter suas datas protegidas, porem não há motivos para que o torcedor jogue contra a construtora nesses casos, afinal a “perda” técnica em alguns jogos não se compara ao “ganho” financeiro e patrimonial gerados ao clube. Alguns jogos ainda estão sobe o risco de saírem da casa palmeirense, Santos, São Paulo e Sport têm grandes chances de enfrentarem o Palmeiras, muito provavelmente no Pacaembu.

Os números são gigantescos, assim como os riscos e ganhos gerados por esse monumento localizado em área privilegiada na cidade de São Paulo, porem após quase dois anos da inauguração da arena, já passou da hora de Paulo Nobre e Walter Torre acertarem arestas, pois a galinha existe, mas precisa de bons e alinhados administrados para gerar os tais ovos de ouro.

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Murilo Ribeiro
Nascido em 1988, sou um apaixonado por historias do futebol, principalmente as ocorridas nos anos 90, período em que considero a “ÉPOCA DE OURO” desse esporte no Brasil. Formado em jornalismo pelas Faculdades Integradas Rio Branco, tenho como grande sonho ganhar a vida falando, escrevendo e narrando o maior esporte desse planeta, o Futebol. Sou fascinado pelo esporte e pelos meios de comunicação que fazem sua cobertura.

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