Clubes e FERJ definem regras para o retorno do Carioca

Após o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, liberar o futebol no Estado, sem a presença de público, os clubes se reuniram remotamente neste sábado (06) para decidirem o futuro do Campeonato Carioca. O arbitral teve a duração de, aproximadamente, 3h30 e contou com os representantes de Botafogo, Fluminense, Flamengo e Vasco. Os clubes foram representados por Nelson Mufarrej, Marcelo Penha, Bruno Spindel e Alexandre Campello, respectivamente.

Então, por entenderem que o Rio de Janeiro está no pico da pandemia de Covid-19 e que as  ligas dos outros países que já retornaram, só o fizeram porque as curvas da doença já estavam baixas, Botafogo e Fluminense mantiveram suas posições contra o retorno dos jogos neste momento.

Dessa forma, os clubes de menor expressão no cenário carioca, se juntam a Flamengo e Vasco a favor do retorno dos jogos. Segundo eles, o campeonato precisa ser concluído o quanto antes porque não há mais o que fazer em relação aos contratos e falta de dinheiro para pagar as contas. Além disso, na reunião ficou decidido que os estádios de preferência serão o Maracanã, Nilton Santos e São Januário. Porém, outros poderão ser utilizados desde que a equipe mandante comprove que toda a higienização do local está em dia.

Um novo arbitral definirá a data de retorno da competição, assim que o Governo do Rio de Janeiro provar o protocolo de Jogos. A data de retorno será definida por votação da maioria. Segundo Rubens Lopes, presidente da FERJ, não será aceito o argumento de que algum clube não treinou. Na opinião de Rubens todos tiveram o mesmo tempo para treinar igual aos demais.

Liminar

Entretanto, na tarde desta segunda-feira (08), uma liminar suspendeu trechos de decretos de Witzel e Crivella, que flexibilizaram o isolamento social no Rio de Janeiro. Com isto, por exemplo, o retorno do Campeonato Carioca estariam novamente proibidos no Estado.

A liminar foi do juiz Bruno Vinícius da Roas Bodart da Costa, da 7ª Vara de Fazenda Pública do TJ do Rio. Ele concordou com os argumentos apresentados pelo Ministério Público e a Defensoria Pública estaduais e suspendeu a eficácia dos decretos.

Dessa forma, foram suspensos trechos dos decretos 47.488 e 47.112. Assim, foram anuladas questões como o retorno das atividades desportivas, atividades culturais de qualquer natureza no modelo drive in, atividades esportivas de alto rendimento sem público, pontos turísticos e de atividades esportivas individuais ao ar livre. Quem descumprir a determinação estará sujeito a uma multa de R$ 50 mil.

Foto destaque: Reprodução/Instagram

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Celso Junior
Sou Celso Junior, carioca e moro em Rio das Ostras - RJ. Sou pai da Maria Sofia e amante do futebol, esporte o qual vivo desde criança. Sou professor, treinador, e estudo intensamente o futebol em suas diversas áreas.

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