Olá, fãs do maior jogador! Após dissertar sobre os desastres da minha seleção em mundias, O Gajo Conta, dessa vez, a história de um clube português que chegou a fechar as portas em 2011. Entretanto, confirmou sua volta ao esporte – do qual sou ícone -, em 2018. Sendo assim, na semana em que retomei os treinamentos pela Juventus, você vai conhecer mais sobre o Clube Desportivo Estrela, extinto Clube de Futebol Estrela da Amadora.

PRIMEIRAS PÁGINAS

O Estrela da Amadora foi criado no dia 22 de janeiro de 1932. Inclusive, o clube também surgiu após uma extinção. Desse modo, os gajos responsáveis pela criação do Estrela foram motivados pela falência do Lusitano da Amadora. Entretanto, as dificuldades financeiras continuaram na nova equipe. Sendo assim, diversos jogadores deixaram o elenco para jogarem pelo outro clube da região, Clube Futebol da Amadora.

A estreia do Estrela aconteceu em 25 de abril de 1932, diante do Palmense. Porém, por falta de capital, outro clube da vizinhança, Porcalhota Futebol Clube, emprestou o uniforme ao time. Em suma, a equipe venceu o Palmense por 2 x 1.

A partir disso, seus responsáveis ganharam ânimo e foram em busca de um uniforme próprio. Com isso, implantaram as camisas azuis com listras horizontais verdes, calções brancos e meiões verdes, em setembro do mesmo ano. Apesar disso, o Estrela só foi registrado oficialmente em 1940. Do mesmo modo, a primeira partida oficial aconteceu apenas na temporada 1943/44. Contudo, alguns futebolistas dizem que os meus conterrâneos estrearam em 1946.

Já no início da década de 1950, a inusitada história que responde o motivo das cores mais tradicionais do Estrela da Amadora. Juntamente com o Fluminense, do Rio de Janeiro, no meu querido Brasil, a equipe lusitana passou a entrar em campo com o uniforme tricolor (verde, branco e grená), pois, após alguns representantes dos cariocas visitarem o Estrela e serem muito bem recebidos, ao retornarem para o seu país, presentearam os portugueses com três conjuntos dos uniformes. Assim, os lusos trocaram as cores oficiais para homenagearem os brasileiros.

Logo depois, em 1954, o adversário do Estrela foi uma igreja, que queria iniciar uma construção onde o time mandava seus jogos. Sendo assim, o Amadora precisou buscar outra casa. Desse modo, ergueu o Estádio José Gomes. Entretanto, seu nome já foi Jota Pimenta. Porém, apenas em 1984 o estádio ganhou arquibancadas e camarotes. Além disso, a iluminação foi instalada três anos depois, para a batalha contra o Schalke 04, da Alemanha. A partida terminou 2 x 0 para os alemães, com dois gols de Olaf Thon.

Ingresso da partida que inaugurou o Estádio Jota Pimenta (Divulgação/Futebol de Ataque)

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A GLÓRIA

A reta final da década de 1980 e boa parte de 1990 foram as épocas de glória do Estrela da Amadora. Primeiramente, na temporada 1987/88, sob o comando do treinador lusitano Joaquim Meirim, chegou à Primeira Liga de forma inédita. Contudo, o ápice foi em 1989/90, com a conquista da Taça de Portugal, ao vencer o Sporting Clube Farense por 2 x 0. Os tentos da batalha histórica foram marcados por Ricardo e Paulo Bento, atual técnico da seleção sul-coreana, mas que já treinou o Cruzeiro, do Brasil.

Com isso, o clube ganhou vaga na Taça das Taças e Supertaça Cândido de Oliveira. Porém, foi eliminado precocemente para o RFC Liège, da Bélgica, e derrotado pelo Porto, respectivamente. Ainda na mesma temporada, regressou à Segunda Liga. Contudo, retornou em 1993/34, onde se manteve até 2000/01. Retornou em 2003/04, caiu novamente e subiu para a Liga NOS em 2005/06.

 Além do troféu, os adpetos do Estrela comemoraram os sucessos de seus jogadores, principalmente nos anos 90. O atacante Pedro Xavier, inclusive, fez parte da seleção portuguesa nessa época. Os jovens do clube também ganharam destaque no futebol, como Dimas, Paulo Bento, Abel Xavier, Miguel, Jorge Andrade, Calado, Paulo Ferreira, Chaínho e Bebé, que chegaram a Sporting, Porto ou Benfica após suas passagens pelo Estrela da Amadora. Ou seja, o clube ficou conhecido como ponte para os “Três Grandes”, principalmente.

Os treinadores do Tricolor também têm o seu espaço no mundo do futebol. João Alves foi o campeão da Taça de Portugal. Entretanto, o maior destaque fica por conta de Fernando Santos, que treinou os Leões, Dragões e Águias, além de ser o comandante da eterna conquista de Portugal, na Eurocopa 2016.

DAS PORTAS FECHADAS AO RESSURGIMENTO

Minha primeira bola de ouro foi conquistada em 2008. No entanto, foi nesse mesmo ano em que a maior crise financeira da história do Estrela se iniciou. Embora tenha permanecido na Primeira Liga 2008/09 com a sua pontuação, o Tricolor foi rebaixado por questões financeiras. Na época, o Sindicato dos Jogadores Profissionais apoiou com um mês de salário. Porém, não foi o suficiente. Além disso, o fato da queda levava o clube a 2ª Divisão, equivalente a 3ª, pois proibia a instituição futebolística de participar da Primeira e Segunda Liga.

O técnico António Veloso, pai do meia Miguel Veloso, que jogou comigo pela seleção, foi o comandante da temporada 2009/10. Contudo, logo foi substituído por Jorge Paixão, onde o Estrela eliminou o Mafra, pela Taça de Portugal. Entretanto, o clube não pagou as inscrições dos jogadores à Federação e perdeu a vaga. As dívidas ultrapassavam os 11 milhões de euros. Desse modo, em 29 de setembro de 2009, o Tribunal de Sintra declarou o clube insolvente.

Assim, no dia 2 de maio de 2010, a equipe fez sua despedida no futebol profissional, na partida que terminou 1 x 0 para o Real Massamá. Eis que, em 2011, um grupo de ex-sócios do Estrela criou o movimento “Sempre Tricolores”, para fundar o Clube Desportivo Estrela (CDE), tendo o seu principal objetivo o desenvolvimento da Escola de Futebol Tricolor, inaugurada em setembro de 2012. Além do futebol, é claro, tivemos outras modalidades, como tênis de mesa, esgrima, pesca desportiva, judô, ginástica e atletismo.

Já em abril de 2014, o CDE antigiu a marca de 500 sócios. Ainda assim, os velhos adeptos do Estrela tiveram que esperar até 2017 para enxergarem condições do Tricolor disputar um campeonato de futebol profissional. Enfim, em setembro de 2018, o Estrela estreou na competição distrital de Lisboa, onde encontra-se até os dias atuais. O fã de futebol sonha com um futuro promissor aos extintos Lusitano da Amadora, Clube de Futebol Estrela da Amadora, atual Clube Desportivo Estrela.

Foto Destaque: Divulgação/Jornal Record

Edson Guimarães
Edson Guimarães
Meu nome é Edson Guimarães, tenho 24 anos e sou estudante de Jornalismo. Minha paixão pelo futebol vem desde 2002, e com o tempo eu fui me apaixonando pelos meios de comunicação voltados ao esporte, até começar a fazer parte deles.

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