Claudio “Chiqui” Tapia é reeleito presidente da AFA

- Dirigente é mantido no cargo em votação unânime e terá mandato até 2025
Claudio Tapia

Nesta terça-feira, Claudio “Chiqui” Tapia foi reeleito presidente da Associação de Futebol Argentino (AFA). Concomitantemente, o apresentador, empresário e presidente do San Lorenzo, Marcelo Tinelli, foi eleito presidente da Liga Profissional de Futebol (LPF), que substituirá a Superliga Argentina de Futebol (SAF).

Em uma reunião realizada através de uma videoconferência, foi definida a prorrogação do mandato de Tapia. Assim, o mandatário, que está à frente da AFA desde de março de 2017, comandará a máxima entidade do futebol argentino até março de 2025, e não mais até março de 2021. Tapia é o primeiro presidente reeleito na AFA em 40 anos que não é Julio Grondona, mandatário da associação por 35 anos e que faleceu em 2014

Além disso, também foi aprovada a criação da Liga Profissional de Futebol. Essa, por sua vez, fará as vezes da Superliga Argentina, que foi dissolvida antes do encerramento da temporada 2019/2020. Sendo assim, uma primeira mudança prevê a eliminação dos rebaixados nos próximos dois anos. Logo, a próxima temporada do Campeonato Argentino terá 26, e não 24 equipes.

Outra mudança diz respeito à alteração do calendário. Dessa maneira, a LPF estabelecerá o período entre os meses de janeiro e dezembro como calendário. Portanto, o cronograma estará alinhado com os principais torneios da Conmebol: a Copa Libertadores e a Copa Sul-Americana.

Tapia irá contar com seis vice-presidentes, incluindo Tinelli, Jorge Amor Ameal, presidente do Boca Juniors, Hugo Moyano, presidente do Independiente e seu sogro, e Rodolfo D'Onofrio, presidente do River Plate. O River, vale lembrar, foi o único clube contrário ao dissolvimento da Superliga. Agora, após anos afastado do conselho de administração, volta a se aproximar da AFA.

“Tivemos que reconstruir a AFA. Todos sabiam em que condições encontramos esta casa, em uma situação econômica difícil, e quero agradecer a todos os membros do Comitê Executivo, a cada funcionário da AFA e a cada treinador dos selecionados”, ressaltou Claudio Tapia.

AFA NO CONTROLE

A nova Liga Profissional manterá os direitos e obrigações da Superliga. No entanto, não será mais uma entidade totalmente independente. Isso porque, para assinar um contrato ou ter uma despesa significativa, precisará da aprovação de Tapia ou do comitê executivo da AFA. Ou seja, na prática, a criação da Liga Profissional permite que Tapia aumente seu poder à frente da AFA, uma vez que os clubes estão novamente na órbita da entidade que governa o futebol argentino.

Imagem destacada: Amilcar Orfali/Getty Images

Pedro Ferri

Sobre Pedro Ferri

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Pedro Rodrigues Nigro Ferri, 19, nascido em Assis-SP. Jornalista em formação pela Faculdade da Cásper Líbero e um fiel devoto. Católico? Protestante? Não, corinthiano. Sou mais um integrante do bando de loucos e nunca me conheci sem essa doença. Frequentador de arquibancada, sou apaixonado por torcidas. Sabe aquela música do seu time? É, eu canto ela no chuveiro. Supersticioso ao extremo e disseminador da política "NÃO GRITA GOL ANTES DA BOLA ENTRAR!".

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