Clássico em Itaquera: recuperação e queda livre?

O Corinthians recebe o Santos em sua arena para o clássico paulista válido pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro. Mesmo estando o campeonato no início, o jogo de hoje é de suma importância para ambas as equipes no que se refere à continuidade da competição.
De um lado, o Corinthians, outrora criticado pelas eliminações no estadual e na Libertadores, agora convive com uma boa fase – exemplificada pelas vitórias por 3 a 0 em cima da Ponte Preta e por 2 a 0 contra o Sport, fora de casa – e dá sinais de que Tite, mais uma vez, encontrou um time ideal para o Timão.
Em contrapartida, o Santos de Dorival Júnior parou no tempo e não dá alegrias ao seu torcedor desde a conquista do título estadual. Na estreia, derrota para os reservas do Atlético-MG; na segunda rodada, o gol da vitória saiu aos 51 minutos e meio; na terceira partida, empate contra o fraquíssimo time do Figueirense; na última aparição, a série de jogos invictos na Vila Belmiro, que perdurou 10 meses, chegou ao fim contra o Internacional.
O técnico Tite perdeu o volante Elias para a Seleção brasileira e alterou o esquema tático de sua equipe. O 4-1-4-1 utilizado na campanha do título do Brasileirão do ano passado deu lugar ao 4-2-3-1. Com isso, Cristian ganhou uma oportunidade no time titular, Bruno Henrique passou a atuar mais recuado e a trinca de meias, composta por Giovanni Augusto, Guilherme e Marquinhos Gabriel, passou a se destacar.
Se Tite conseguiu armar um time competitivo mesmo com a saída de um jogador para a Seleção, o caso de Dorival Júnior é diametralmente oposto. O Alvinegro perdeu Lucas Lima e Gabriel para o time de Dunga, e Ricardo Oliveira, que se recupera de lesão nos dois joelhos, mas o principal fator que tem contribuído para a decadência do futebol apresentado pelo Santos é a falta de qualidade técnica do elenco. Dos onze possíveis titulares da partida de hoje, o miolo de zaga, composto por David Braz e Gustavo Henrique, não vai bem, a lateral esquerda, ofensivamente, não existe e Vitor Bueno fica sobrecarregado na armação, já que Ronaldo Mendes, que vive boa fase, é preterido por Dorival Júnior. No ataque, embora Joel seja participativo, muitas vezes desloca-se para fora da área, pois Paulinho nada mais faz do que volume.
Em clássicos, o pré-jogo pouco importa, pois a rivalidade fala mais alto e o jogo torna-se parelho. Mas em se tratando de momento, o Corinthians chega melhor para o jogo desta noite. O Timão jogará diante da sua torcida, mais de 30 mil ingressos foram vendidos e Tite arrumou a equipe. Do outro lado, Dorival tem a missão de escalar um time que deixe de lado a apatia que tornou-se característica do elenco santista.
André Siqueira Cardoso
André Siqueira Cardoso
Sou André Siqueira Cardoso, tenho 21 anos. Aluno de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atualmente trabalho em VEJA, com a cobertura do noticiário político. Apaixonado por esportes, jogador de futebol até hoje, tenho o sonho de cobrir uma Copa do Mundo.

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