Cidade Luz: o início da Women’s Champions League

- Na Rainhas da Bola dessa semana, descubra a história da Liga da Champions Feminina

A UEFA Champions League é uma dos campeonatos mais aclamados do mundo. Assim, a tradição da competição é extremamente marcante aos fanáticos pelo futebol. No entanto, a versão feminina da competição demorou muito tempo para ser aprovada e ganhar espaço. Agora, projetando novos formatos e cada vez mais visibilidade, conheça a história da Women's Champions League.

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A reunião em Paris

A realização de um sonho para o futebol feminino aconteceu em solos parisienses. A Cidade Luz, conhecida pela magia no ar, deixou o viés romântico de lado e retomou os ideais do movimento que deram seu apelido: o Iluminismo. Inspiração também para máxima ‘Liberté, Égalité, Fraternité' (Liberdade, Igualdade, Fraternidade) da Revolução Francesa, os ideais estiveram presentes na França em 23 de maio de 2000.

Nesse dia histórico, o Comitê Executivo da UEFA se reuniu para aprovar a proposta da criação de uma competição feminina europeia. Assim, surgiu a UEFA Women's Cup (Taça UEFA Feminina). Sua primeira edição (2001/02) contou com a presença de 33 clubes, e o grande vencedor foi o Frankfurt, da Alemanha. O título se deu após uma vitória emocionante de 2 x 0, contra o Umea, da Suécia.

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Frankfurt conquista primeira edição (Foto: Reprodução/UEFA/Getty)

Os anos seguintes viram a quantidade de clubes participantes aumentar cada vez mais, até chegar ao incrível recorde dos times na atual temporada. No entanto, a admissão do nome de Liga das Campeãs, foi admitido apenas em 2008, e começou a valer na temporada 2009/10. Era o início de uma nova era: a UEFA Women's Champions League.

Funcionamento e recorde

A temporada 2019/20 ficou marcada pela incrível quantidade de clubes participantes. A competição iniciou-se com 62 clubes, de 50 países diferentes. A primeira fase teve jogos de 10 grupos, com quatro clubes cada. Já na segunda fase, outros 22 clubes – que se classificaram de forma direta, de acordo com as competições de seus países – se juntam aos vencedores dos grupos da primeira fase. A partir daí, inicia-se as eliminatórias em formato mata-mata.

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Sorteio das quartas de finais da Women's Champions League (Foto: Reprodução/UEFA/Getty)

As quartas de finais, foram sorteadas em novembro de 2019. Os confrontos ficaram assim: Lyon x Bayern, Atlético de Madrid x Barcelona, Arsenal x PSG e Glasglow City x Wolfsburg. Assim, as partidas aconteceriam entre março e abril, e a grande final seria em maio, no Viola Park, em Viena. No entanto, os jogos foram adiados devido à crise da Covid-19 e, infelizmente, não tem previsão de retorno.

Títulos

O clube que soma o maior número de títulos é Lyon. As francesas somam uma incrível hegemonia de conquista, dominando seis títulos: 2010/11, 2011/12, 2015/16, 2016/17, 2017/18 e 2018/19. Juntamente a isso, ainda faturaram dois vice-campeonatos nas temporadas 2009/10 e 2012/13. Dos seis títulos conquistados, Wendie Renard, Eugénie Le Sommer e Sarah Bouhaddi são as maiores campeãs, porque fizeram parte de todas as campanhas.

Lyon conquista Champions na temporada 2018/19 (Foto: Reprodução/Bola Mulher)

O Frankfurt, primeiro a conquistar a competição, soma quatro títulos, e se iguala às francesas na quantidade de vice-campeonatos. Nessa sequência, Turbine Potsdam, Wolfsburg e Umea somam dois títulos cada. Por fim, Duisburg e Arsenal completam a lista de campeãs com um título.

Maiores Artilheiras

A Champions teve muitas mulheres brilhando ao longo de suas edições, mas o destaque é de Anja Mittag. Atuando por Turbine Potsdam, Rosengård, Paris Saint-Germain e Wolfsburg, a jogadora conseguiu somar incríveis 50 gols na competição. Atrás dela, vem Conny Pohlers, que possui uma marca de 48 gols em 45 jogos.

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O terceiro lugar do pódio das artilheiras é ocupado por ninguém menos que a nossa Marta. Na Liga dos Campões, a Rainha da Bola marcou 46 gols, atuando por  Umea, Tyreso e Rosengard, todos da Suécia.

A ameaça para esse recordes é Ada Hegerberg, de apenas 24 anos, além de se consagrar melhor do mundo, já conseguiu se igualar a quantidade de gols de Anja Mittag.

Novo formato para Champions 2021/22

Aproveitando o embalo do crescimento do futebol feminino desde 2019, durante a Copa da França, um novo formato foi pensado para a temporada 2021/22 da Women’s Champions League. Para isso, o Comitê Executivo da UEFA criou a ação #TimeForAction, com o intuito de aumentar o alcance, visibilidade e o valor da competição.

Dessa forma, será desenvolvida uma nova organização da fase de grupos: as oitavas de finais  serão substituídas por quatro grupos de quatro equipes, com jogos de ida e volta. Assim, os dois primeiros clubes de cada grupo seguem para as quartas de finais.

Taça da UEFA Women's Champions League (Foto: Reprodução/Observatório Racial Futebol)

Além disso, serão implantadas estratégias de marketing centralizado. No formato atual, apenas a partida final conta com marketing por parte da UEFA e as fases anteriores ficam por conta das próprias equipes. No entanto, nessa nova proposta, os direitos de mídia passam a ser centralizados na fase de grupos e a entidade fica responsável pela produção e transmissão televisiva e online dos jogos. Da mesma forma, os patrocínios também serão centralizados a partir da fase de grupos, com os parceiros da UEFA.

Assim como na competição masculina, a fase de grupos será precedida pelo “caminho das ligas” e “caminho dos campeões”, para garantir que 10 países estejam representados nos grupos. Outro fator importante para a visibilidade da Women's Champions League é o fato que os jogos serão agendados de forma que não coincidam com outras competições de futebol. Essas mudanças representam um aumento de 20% do volume dos jogos, o que garante mais qualidade e visibilidade à modalidade. O formato promete um novo padrão internacional, nunca visto antes no futebol feminino.

Foto Destaque: Reprodução/Observatório Racial Futebol 

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Emanuelly Cardoso
Emanuelly Cardoso
Emanuelly Cardoso, 18 anos. Estudante de jornalismo, apaixonada pelo mundo da comunicação. Gosto de levar a vida com alegria e leveza. Sempre tive interesse por esportes, cultura e questões sociais. O futebol foi o tema que meu coração escolheu para falar sobre meus interesses e dar voz ao que me conecta com o universo.

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