Cicinho tem espaço no Tricolor 2016?

Com a recém chegada do ídolo Diego Lugano ao São Paulo, cresceu a pedida por Cicinho, lateral campeão da Libertadores e do Mundo com o tricolor em 2005.

Os torcedores estão fazendo lobby para a volta do jogador, hoje no Sivasspor, da Turquia.

Cicinho saiu do São Paulo no auge da sua carreira e foi para o poderoso Real Madrid, da Espanha. Teve problemas com alcoolismo, o que o atrapalhou em certos momentos da carreira. Chegou a voltar ao São Paulo em 2010, por empréstimo junto à Roma, mas nem de longe foi aquele lateral-direito campeão do mundo pelo tricolor e considerado substituto natural de Cafu na Seleção Brasileira (foi à Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, como reserva de Cafu).

O torcedor ficou empolgado com a volta de Lugano, o “deus da raça”, mas o zagueiro foi reserva na maioria dos times dos últimos anos e sofreu com seguidas lesões e mesmo assim, a torcida pediu e o jogador voltou. E quanto a Cicinho? A desconfiança continua?

O lateral ex-tricolor veio para o Brasil, em 2012, para jogar pelo Sport, foi bem no time pernambucano, onde também teve especulada a sua volta ao time do Morumbi, sem sucesso. No início do ano seguinte, foi levado pelo jogador e técnico Roberto Carlos ao Sivasspor.

Na temporada 2013/2014, foi eleito o melhor lateral-direito do campeonato. Na última temporada, 2014/2015, repetiu o feito e foi eleito novamente. Além disso, foi também líder de assistências das mesmas temporadas. Pra quem pensa que o campeonato turco não tem grandes times, é aí que se engana. Tem três times badalados e com tradição como Fenerbahçe, Galatasaray e Besiktas. Dentre os três times grandes e com dinheiro, ele conseguiu ser o melhor lateral dos dois últimos campeonatos. Aí vem a pergunta: Teria Cicinho espaço no elenco tricolor de 2016?

Se você perguntar a qualquer torcedor consciente, ele vai dizer: “Com aqueles ‘lateraiszinhos' que temos, não custa dar uma chance”. – E eles tem razão. O São Paulo não tem um lateral pelo lado direito, convincente, desde que Cicinho foi embora, no início de 2006. Bruno, lateral titular em 2015, não convenceu. Auro, Hudson, Thiago Mendes, também já jogaram na posição e não agradaram. Afinal, porque não dar uma chance ao atleta que é ídolo do time e já disse que aceita voltar? O Cicinho tem 35 anos (mesma idade de Lugano), falou aos site UOL Esporte sobre o tricolor:

“É só falar ‘vem'. Quero vestir a camisa que eu amo e vibrar com a torcida que eu aprendi a amar. A minha volta seria um agradecimento. Não penso em voltar pra apagar imagem.”

O jogador ainda falou do início na Turquia e da ajuda do ex-técnico e companheiro R. Carlos:

“Nunca duvidei do meu potencial. Quando voltei em 2010 foi um momento conturbado da minha carreira, é essa história que todo mundo está careca de saber, que agora serve como testemunho pra quem está começando. Depois de um tempo que eu aprendi que não tinha mais que correr atrás do dinheiro. A partir disso parei de me escravizar e de olhar pro dinheiro, e comecei a me cuidar mais, respeitar mais treinador e viver o dom que Deus me deu. Quando comecei a ter mais humildade e ser menos ‘estrelinha', as coisas começaram a fluir. Cheguei no Sivasspor, Roberto Carlos era o treinador, amigo meu, e ele nunca me dava folga. Eu berrava com ele, “tenho 33 anos!”, e ele dava folga pra outros jogadores e pra mim não (risos).”

Cicinho conversou com Lugano um mês antes do jogo festivo da despedida de Rogério Ceni e o uruguaio disse que não sabia se estava preparado para voltar ao tricolor pela cobrança e comparações com o futebol da primeira passagem, já Cicinho, disse que estava preparado e pra competir em alto nível.

Quando perguntado sobre a ausência no jogo de despedida o lateral disse:

“O São Paulo mandou uma carta para a diretoria do Sivasspor, essa carta foi lida, o treinador disse que não teria problema, mas o problema é que o jogo no Brasil era na sexta, eu chegaria aqui no sábado à noite e o jogo nosso era domingo às 13h. O treinador disse: “Então não tenho condições de te liberar. Você é muito importante pro nosso time, nós vamos falar o que para os jogadores? Liberamos você pra um jogo festivo? O que falar pra torcida e pra imprensa?” Passei isso para o Rogério, falei pra ele: “Rogério, ainda há uma opção, eu tenho dois cartões, tem mais dois jogos, se eu tomar quatro cartões eu fico fora”. Ele falou: “boa sorte nos cartões”. Mas eu sou um cara muito difícil de tomar cartão, acabou que não deu certo. Rogério me ligou agradecendo. Essa vontade de colocar a camisa do São Paulo é tudo plano de Deus. Se eu tivesse voltado no Brasil, com Morumbi lotado, meu coração não estaria mais aqui fora do Brasil. Se eu voltasse com o Morumbi lotado e não desse certo, ficaria frustrado.”

Afinal, o São Paulo já deu chances a Breno e agora para Lugano. Porque não tentar Cicinho? Sua chance foi em 2010 e ele não correspondeu? Vivia problemas pessoais e não estava em alto nível como agora. E você torcedor, gostaria de ver Cicinho vestindo a 2, de novo? Acha que resolveria os problemas na lateral direita? Opine.

Eric Filardi

Sobre Eric Filardi

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Quando pequeno quis ser jogador. O sonho de criança passou. Uma vida nova se anseia. Bem-vindo ao melhor site de futebol. Bem-vindo ao Futebol na Veia. Sou Eric Filardi, paulistano de 27 anos, jornalista pós-graduado em Jornalismo Esportivo e apaixonado por futebol. Como todo jornalista amo escrever. Como todo brasileiro amo futebol. Tenho meu clube e minhas preferências, mas viso o profissionalismo e a imparcialidade, sem deixar de lado a criatividade. Sou Tricolor, Peixe, Palestra e Timão. Sou da Colina, Glorioso, Flu e Mengão. Sou brasileiro, hermano, francês e italiano. Sou Ghiggia, Paolo Rossi, Caniggia e Zidane. Sou Alemanha dos 7 x 1, mas que o povo não se engane. Também sou Ronaldo, Romário, Zico, Garrincha e Pelé. Sou Bundesliga, MLS, Eredivisie e Premier. Sou das várzeas e dos terrões. Sou Clássico das Multidões. Sou Sul, Nordeste, Amazônia e Pantanal. Sou Galo, Raposa, Bavi e Grenal. Sou Ásia e África. Sou Barça e Real. Sou as Américas, a Europa, sou o mundo em geral. Sou a festa nas arquibancadas, que o estádio incendeia: sou Futebol na Veia.

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