CBF, a artimanha jurídica e o vexame colorado

A CBF não é nenhuma instituição daquelas que inspira confiança. Credibilidade talvez também não faça parte do vocabulário da Confederação. A moral foi ofuscada pelos recentes escândalos. O presidente não pode sair do País. Mas após tantas bolas foras da ilustre entidade, um episódio recente merece ser destacado como positivo.

O Internacional vive momentos de drama e flerta com o primeiro rebaixamento de sua história. O time que liderou o Brasileirão por algumas rodadas despencou e já não depende somente de si para não manchar para sempre seu currículo. Dentro de campo, o time foi apático, medíocre. Fora dele, uma desordem: diretoria incompetente, técnicos pífios e ultrapassados, torcida fanática, agora ensandecida com o desfecho que bate à porta.

A insanidade no Beira Rio foi tamanha que Celso Roth foi mantido à frente de seu cargo até o clube entrar na UTI, em estado gravíssimo. Lisca Doido assumiu em seu lugar. Parece ficção, mas é verdade. O desespero tomou conta dos cartolas do time: apostar no milagreiro foi assinar o atestado de incompetência.

E como no ‘’all-in’’ do poker, articularam a última artimanha: influenciados pelo Flamengo de Guanambi, modesto time do campeonato baiano, Victor Ramos foi escolhido como bode expiatório. O Internacional alegou escalação irregular. Ou melhor, transação ilegal. O Vitória perderia 72 pontos por utilizar o jogador. Versão colorado do tapetão.

Mas a CBF, que costuma se omitir nestes casos, desta vez agiu corretamente. Checou informações, apurou, procurou a Fifa e se pronunciou: Victor Ramos reúne condições legais para atuar. Reynaldo Buzzoni, diretor de registros da CBF, se baseia em um documento enviado pela Fifa para determinar que não há ilegalidade.

Não haverá tapetão. Pelo menos até que se prove o contrário. O Inter terá que resolver dentro de campo. Vai ter que secar o Vitória. Não bastasse a campanha decepcionante, quiseram levar a decisão para os bastidores da bola. Antes estava feio. Agora ficou pior.

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André Siqueira Cardoso
André Siqueira Cardoso
Sou André Siqueira Cardoso, tenho 21 anos. Aluno de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atualmente trabalho em VEJA, com a cobertura do noticiário político. Apaixonado por esportes, jogador de futebol até hoje, tenho o sonho de cobrir uma Copa do Mundo.

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