Carlos Sanchez (Reprodução/Facebook/SANTOS)

Carlos Andrés Sánchez Arcosa, mais conhecido como Pato Sánchez, é meio-campista do Santos Futebol Clube. O uruguaio que joga na baixada há dois anos, é considerado por muitos torcedores como ídolo. No entanto, por que é visto como um ícone? Antes de tudo, tem que ser analisado sua história. Confira na Coluna Desclausurando o Uruguaio a trajetória e importância para o Peixe.

CARLOS ANTES DO SANTOS

Nascido em Montevidéu, Sánchez iniciou sua carreira no Liverpool Fútbol Club, time de sua cidade natal. Então, em 2003, porém no dia 31 de dezembro de 2009, o meia saiu da equipe, com 107 jogos e apenas dois gols. Posteriormente, assinou com o Godoy Cruz, onde ficou dois anos e meio, mas sendo titular indiscutível nesse período. Pelo clube, atuou em 54 jogos, marcando sete gols e dando 11 assistências.

No dia 20 de julho de 2011, o meia fechou com o River Plate, se tornou incontestável no time, porém foi emprestado ao clube mexicano, Puebla. O uruguaio jogou 27 partidas pela equipe mexicana, na qual balançou a rede seis vezes e deu o último passe para gol em três.

 

Em junho de 2014, Sánchez retornou ao solo argentino, conquistando o título da Copa Sul-Americana do ano. Logo após, em 2015, Pato foi campeão da Libertadores da América da temporada, sendo titular na equipe para a conquista.

Ademais, na mesma época, foi vice-campeão do Mundial de Clubes, perdendo para o Barcelona, do trio Messi, Neymar e Suarez, por 3 x 0. Além do mais, acabou sendo considerado o jogador Sul-Americano de Futebol do Ano. Saiu dos Millonarios com 121 atuações, 26 gols e 11 assistências.

Em novembro de 2015, Sánchez assinou com o Monterrey, do México, onde atuou por três temporadas, até 2018. No entanto, em sua passagem por lá, Pato realizou 107 jogos, com 23 tentos e 25 apoios. Enfim, o meio-campista conquistou apenas quatro títulos na carreira, ambos juntos ao River Plate.

NA SELEÇÃO URUGUAIA

Pela sua seleção, o meia atuou pela 1ª vez em novembro de 2014. Como resultado, jogou 38 partidas, movimentando 16 assistências e apenas um gol. Em sua passagem pela Copa do Mundo, participou de três jogos e produziu dois auxílios, média alta para poucas participações.

 

CARLOS SÁNCHEZ NO SANTOS

O uruguaio chegou ao Peixe em julho de 2018, o time estava em uma situação complicada, na qual se encontrava com risco de cair. No entanto, o meia salvou o clube de um possível primeiro rebaixamento. Realizou esse feito junto com a equipe, mas Sánchez deu vida à um meio de campo sem eficiência.

Já em 2019, teve sua melhor temporada com a camisa do Santos. Com a presença de Sampaoli, o elenco estava entrosado e com qualidade. No entanto, o clube terminou sem títulos, mas em 2º no Brasileirão 2019. Sánchez foi peça fundamental para o time, com 19 gols e 10 assistências.

Líder em participações em gols, o meia era líder dentro e fora de campo. Ele teve 29 participações diretas em redes balançadas, em 58 jogos, cerca de uma participação a cada dois jogos.

Infelizmente, em 2020, o jogador caiu de rendimento, somando dois gols e três assistências. Logo, sua média caiu. O atleta atua na mesma posição que com o técnico Jorge Sampaoli.

 

O meia uruguaio se lesionou na partida contra o Olimpia, válido pela Libertadores 2020, na qual sofreu uma entorse no joelho. Portanto, o jogador passará por cirurgia e perderá o restante desta temporada. O sonho de ver ele como maior artilheiro fica para depois, mas a torcida santista, com certeza, espera a volta de Pato para se tornar único e ídolo na história do clube.

Carlos Sánchez está próximo de se tornar o maior artilheiro gringo do Santos. Atrás apenas de Copete, que possui 26 gols. Por outro lado, o meia uruguaio tem 25. O torcedor do alvinegro praiano confia que seja apenas questão de tempo para que ele possa se tornar o maior.

DA TORCIDA PARA SÁNCHEZ

Ídolo por grande parte da torcida, Pato tem todo apoio para que possa retornar seu bom futebol. Mesmo sem estar em seu ápice, o mesmo segue como titular, pois continua sendo um dos líderes do grupo e com mais capacidade que outros atletas do elenco.

Em suma, Sánchez é ídolo e possui um carinho enorme dos torcedores. O Santos e a torcida são gratos por salvar o time do seu possível 1º rebaixamento e por nunca desonrar a camisa. Luta e se orgulha de carregar o símbolo no peito e a faixa de capitão no braço. Forças, Pato, os santistas aguardam o recorde ser batido e você se tornar único.

 

Foto Destaque: Reprodução/Santos

Gabriel Yudi Gati Isii
Sou aluno de Jornalismo da PUC-SP (3/8). Sou um grande fã de futebol e do Pelé. Meus sonhos são cobrir uma Copa do Mundo em loco e dar um espelho para que pessoas iguais a mim, asiáticos, tenham alguém para se inspirar.

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