Nesta segunda-feira (5), a coluna Parabéns ao Craque homenageia o melhor atacante brasileiro dos anos 80: Antônio de Oliveira Filho, o Careca. Habilidoso, rápido, inteligente e bom posicionamento na área. Assim, o centroavante balançou as redes dos estádios Brinco de Ouro, em Campinas, Morumbi, na capital paulista e San Paolo, em Nápoles, levando as torcidas ao delírio com títulos. Antes de encerrar a carreira, defendeu o Kashiwa Reysol, do Japão, e o Santos, clube de seu ídolo: Pelé.

INÍCIO

Natural de Araraquara, interior paulista, atuou por clubes amadores na cidade, demonstrando habilidade e faro de gol. Dessa forma, logo aos 17 anos, dirigido por Carlos Alberto Silva, ajudou o Guarani na conquista do único Brasileirão do clube, em 1978, sobre o Palmeiras. Com tudo para titular na Copa do Mundo de 1982, na Espanha, mas se contundiu em um treino. Recebeu a Bola de Prata, da Revista Placar, no Brasileirão de 1982.

AUGE

No início de 1983, estreou no São Paulo. Ademais, foi chamado por Carlos Alberto Parreira, disputou a Copa América e amargou o vice para a Seleção Uruguaia, do goleiro Rodolfo Rodríguez. Além disso, foi campeão e artilheiro do Paulistão com 23 gols, dois na primeira final contra a Portuguesa. A temporada seguinte foi sem dúvidas a melhor de sua carreira.

Telê Santana o chamou para a sua primeira Copa do Mundo, no México. Como resultado, só não marcou na estreia, contra a Espanha. Todavia, no Brasileirão, levou o Tricolor Paulista ao título, o segundo na história do clube, sendo eleito o craque do campeonato pela Revista Placar, com a Bola de Ouro, e o artilheiro, com 25 gols, deixando sua marca nas duas finais contra o Guarani, clube que o revelou.

Em 1987, após disputar a Copa América na Argentina, onde a Seleção amargou uma eliminação na primeira fase, foi contratado pelo Napoli. Dessa forma, teve dificuldade nos primeiros meses, de adaptação. Além disso, em 1989, entrosado com o ídolo argentino Maradona, levou o clube a um inédito título continental, a Copa da UEFA, onde Careca marcou nos dois confrontos da semifinal, contra o gigante Bayern de Munique, e da final, contra o Stuttgart, de Klinsmann. Em 1990, foi campeão italiano, marcando 10 gols. Por fim, na Copa do Mundo, marcou os dois gols na vitória contra a Suécia.

Foto Destaque: Reprodução/Confederação Brasileira de Futebol

Renan Silva
26 anos, natural de Osasco. Graduado em Jornalismo pelas Faculdades Integradas Rio Branco. Apaixonado por Esportes e Rock n Roll, durante a infância jogou Futebol de Salão e na adolescência praticou Artes Marciais. Sempre teve gosto pela leitura, sendo um fã assíduo das revistas TATAME e PLACAR (da qual possui coleção até hoje).

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