Com 40 títulos oficiais em apenas 49 anos de história, o Paris Saint-Germain é tema de debate nos principais centros e entre os amantes do futebol. Quem discorda de sua grandeza, alega que o sucesso do clube está diretamente associado ao atual presidente e empresário catariano Nasser Al-Khelaïfi. Enquanto isso, os apoiadores ressaltam que as conquistas em pouco tempo de existência já o coloca como um dos melhores em todo o mundo. Porém, ambos concordam no que diz respeito à importância dos jogadores brasileiros na ascensão do Rouge-et-Bleu. Nesta semana, a coluna Além dos Bleus traz a mudança de patamar e os oriundos da terra tupiniquim que contribuíram com a evolução. Confira:

RAÍ

Ao lembrarmos os maiores ídolos do PSG, o nome de Raí é unanimidade. Chegando às vésperas da Copa do Mundo de 1994, o ex-meia de Botafogo-SP, Ponte Preta e São Paulo demorou para engrenar em Paris. Na maioria dos jogos, o brasileiro oscilava entre boas e más atuações e chegou a figurar o banco de reservas em alguns jogos. Entretanto, em seu segundo ano, já deslanchou e fez valer os 4,6 milhões de dólares pagos ao Tricolor Paulista na ocasião. Foram seis temporadas na equipe, onde marcou 72 gols em 215 partidas e conquisto sete títulos. A postura de liderança e admiração faz o jogador ser lembrado até os dias atuais como um dos melhores jogadores ao vestir a camisa parisiense.

RICARDO GOMES

Na mesma época, dois nomes importantes foram contratados junto ao francês David Ginola e o liberiano George Weah. Para começar, vale destacar o grande xerife e zagueiro titular Ricardo Gomes. Similarmente, foi capitão do Brasil na Copa do Mundo de 1990, o jogador se doava e a sua elegância para jogar era admirável. Em 115 partidas, ele marcou 11 gols e conquistou três títulos nacionais. Além disso, também voltou como técnico assim que terminou sua carreira e recebe homenagens constantes por sua torcida.

VALDO

O outro grande nome brasileiro é o meio-campista Valdo. Após surgir no Grêmio e ser reconhecido por sua velocidade, o ex-jogador atingiu seu auge no clube francês por suas boas atuações. Foram 130 partidas e 13 gols em quatro temporadas, que lhe renderam o “hall of fame” do Paris. Também conquistou quatro títulos franceses durante sua passagem pelo clube.

LEONARDO

Bastou apenas 34 jogos e uma temporada para Leonardo escrever para sempre o nome na história do time. Sequer venceu algum título, mas o destaque instantâneo do lateral e meia com passagens por São Paulo e Flamengo também foi importante para o crescimento do clube francês. Em 1994, Leonardo foi vice-campeão da Recopa Europeia e Ligue 1. Além disso, também é o atual Diretor de Futebol do Paris Saint-Germain e é o braço-direito de Nasser Al-Khelaïfi.

RONALDINHO

Veloz, habilidoso e brasileiro da base gremista. Os torcedores parisienses acostumados com as principais características de Valdo ainda tiveram a oportunidade de ver um dos melhores jogadores da história do futebol posteriormente vestindo as cores da equipe. Assim, em transferência gratuita no ano de 2001, todos voltaram os olhares em Ronaldinho no Paris. Sua magia e “bruxaria” em 77 jogos e 25 gols foi a porta de entrada do jogador na Europa. Similarmente, Também pelos franceses, conquistou a Copa Intertoto da UEFA e foi campeão do mundo no ano seguinte.

NEYMAR

Uma relação de amor e ódio e a ambiguidade entre uma escultura de três metros em Paris e os protestos com pedidos de saída marcam a passagem de Neymar pelo Paris Saint-Germain. Porém, é impossível dizer que as marcas e conquistas nacionais foram maiores com sua chegada. Ainda assim, a sensação que falta é que basta um título internacional e a busca pela primeira Champions League da história para que o “acordo de paz” seja concedido e faça valer os € 222 milhões (aproximadamente R$ 821 milhões) investido na época. Por ora, são incríveis 76 partidas, 66 gols e 39 assistências.

Igor Ribeiro
Igor Ribeiro
Igor Ribeiro, 20 anos, é um apaixonado por futebol. Nascido no ano de 2000 em Campinas, interior de São Paulo, sempre mostrou grande afeição por esportes. Fez-se muito interessado pelas leituras em jornais e o interesse acerca do futebol foi a principal influência para sua escolha ao Jornalismo, área que desde cedo escolhera. Com essa paixão presente em sua vida, sempre é o primeiro no “vamos organizar um futebol” e totalmente contra gritar gol antes da hora!

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