Brasileirão da Massa

O campeonato brasileiro está de volta. Com ele regressam as tardes acirradas de domingo. A rixa infinita entre vizinhos. Torna o vasto território das chacotas e apostas. Tendo concluída a primeira de 38 rodadas já se pode constatar o óbvio: é impossível projetar um campeão. Por mais que tracemos uma lista repetitiva de favoritos, não dá. O que se pode fazer é acompanhar os desdobramentos ante a uma competição onde imprevisibilidade é tradição. Há também as velhas lástimas, como o calendário e as convocações. Tem equipe que vai penar um bocado devido às chamadas para a Seleção. Daqui a pouco abre-se nova janela e já tem quem perca o sono por causa do “pesadelo chinês”. Quem vai e quem fica? Sempre uma linha tênue entre a permanência e a despedida. A moeda fala alto no mundo da bola.

Grafite, ponta-de- lança no recém-chegado Santa Cruz. Meteu um golaço de valer ingresso no triunfo contra o Vitória. Os reservas de São Paulo e Atlético Mineiro fizeram o dever de casa. Ambas as equipes venceram Botafogo e Santos por 1 a 0, o que aquece ainda mais o jogo de volta quarta-feira (18) pela Libertadores. O porco sacolou o Atlético Paranaense, 4 a 0 para encher Cuca e a torcida de esperanças. Até o empate sem gols entre Corinthians e Grêmio teve lá seu lado interessante. Equipes bem postadas, toque de bola consciente, aquele jogo bacana sem chutão atoa. Tomara que isso seja um prelúdio de evolução técnica, um prelúdio que abrace todas as vinte equipes.

Lembremos, como bons brasileiros, que o nosso amado esporte retrata bem o que rola no país. Estamos no olho de um turbilhão político, acompanhando desfechos primordiais para o futuro da nação. Nosso futebol, bem como nossa política, também carece de reformulações urgentes. Clama pela tutela de gente bem- intencionada, gente que há muito já tem dado a cara à tapa em defesa do futebol. Pois todos sabemos que por traz do que rola nos gramados existe um profundo exercício de poderes e personagens. E é neste cenário administrativo que as coisas devem acontecer para que, depois, a bola role com graça artística nos pés daqueles que levam a alegria da massa em todo território nacional.

Que venham as 37 próximas rodadas.

Douglas Molgado

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Douglas Molgado Affonso. 1989. FIAM-FAAM. Twitter: @douglasmolgado)

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