Brasil 2002: da decepção ao topo do mundo

- A seleção que superou seus limites e conquistou o quinto título mundial de forma invicta

Após a imensa decepção advinda na final da Copa do Mundo de 1998, o Brasil se encontrava em um período de grande turbulência. Assim, com muitas trocas no comando técnico, com um time sem encaixe, a seleção brasileira teve muitas dificuldades até o ano de 2002. Porém, um ano antes, sob o comando de Luiz Felipe Scolari, o Brasil se fortaleceu como um grupo e conseguiu a classificação para o mundial. No entanto, o caminho até o Mundial da Coréia do Sul/Japão não foi fácil e a seleção canarinho chegava sem muita expectativa.

Mas da camisa verde-amarela não se pode duvidar e nem subestimar o potencial de seus craques. E assim começou a campanha brasileira. Com uma fase de grupos tranquila, apesar do jogo de estreia contra a Turquia ter sido muito difícil para o Brasil. Então, começaram os confrontos eliminatórios e grandes seleções como França e Argentina foram eliminadas na primeira fase. O Brasil não teve vida fácil nas oitavas contra a Bélgica, mas venceu com o talento de Rivaldo. Já nas quartas, a Inglaterra saiu na frente, contudo não conteve a espetacular atuação de Ronaldinho. O craque brasileiro fez a jogada do gol de empate e marcou o golaço de falta da intermediária, quando viu o goleiro inglês adiantado.

Na semifinal, o Brasil encararia novamente a Turquia e o jogo foi tratado como uma guerra, a despeito de tudo o que aconteceu no primeiro jogo da fase de grupos. Nesse sentido, o jogo foi muito disputado em termos físicos, mas a seleção brasileira contou com o talento de Ronaldo, que marcou o gol da vitória, levando o Brasil a mais uma final de Copa do Mundo. Na final contra a Alemanha, o jogo se apresentou equilibrado no primeiro tempo, todavia Ronaldo novamente desequilibrou e nas poucas oportunidades, selou a vitória por 2 a 0. Sendo assim, o Brasil conquistava o quinto título da história em mundiais e nenhuma outra seleção chegou a quinta conquista.

Time base: Marcos; Lúcio, Edmílson, Roque Júnior; Cafu, Gilberto Silva, Kléberson (Juninho), Ronaldinho (Edílson/Denílson), Rivaldo e Roberto Carlos; Ronaldo (Luizão). Técnico: Luiz Felipe Scolari.

DEFESA CONSISTENTE E EFICIENTE

A defesa sem dúvida é um aspecto a ser destacado nessa seleção. Ao longo dos treinamentos, Scolari pôde perceber que a chave para o encaixe da seleção seria dar consistência ao setor defensivo. Sendo assim, o treinador brasileiro se utiliza do esquema com três zagueiros, mas Edmílson atuava como um zagueiro, apesar de não ser sua posição de origem. E essa esquematização proposta por Felipão era útil em dois momentos.

Primeiro, os laterais poderiam estar mais a frente na busca do jogo apoiado em associações com os homens de frente. Além de deixar os zagueiros menos expostos em confrontos individuais, pois na maioria dos casos haveria alguém para uma eventual cobertura. Então, isso fazia com que o time se equilibrasse dentro das quatro linhas, sem correr muitos perigos lá atrás, como também liberar os seus grandes talentos jogando mais próximos do gol.

UM ATAQUE FENOMENAL

O Brasil sempre foi um grande formador de jogadores de muita técnica e habilidade com a bola nos pés. Nesse aspecto, essa seleção brasileira de 2002 não era diferente. Na parte ofensiva contava com jogadores reconhecidos por sua técnica apurada e um talento fora do comum. A partir do 3-5-2, o time brasileiro se armava para iniciar suas jogadas. Para a saída de bola contava com Gilberto Siva que tinha um passe refinado e também muito poder de marcação.

Também contávamos com as descidas de Kléberson como elemento surpresa e também com o apoio de laterais muito técnicos e associativos como Cafu e Roberto Carlos. Sem esquecer, é claro, do trio de frente espetacular, que tinha Ronaldinho jogando em alto nível, a inteligência e maestria de Rivaldo e o talento fenomenal de Ronaldo. Especificamente sobre o Fenômeno, ele entrou para a história ao marcar oito gols em sete jogos, feito que não acontecia desde 1974.

SUPERAÇÃO E LEGADO

Portanto, fica evidente a superação individual dos atletas e também como um grupo para alcançar o objetivo traçado que era a conquista do pentacampeonato mundial. E há também mérito ao treinador e comissão técnica em extrair o máximo dos atletas e unir o grupo em prol de um único objetivo, a conquista do título da Copa do Mundo. Além de deixar um legado do ponto de vista técnico ou tático, esse fator união e superação foi fundamental para o triunfo.

E como complemento ao texto dessa semana, um vídeo do canal do Rafael Oliveira sobre a final em Yokohama. Um jogo histórico e que ficou marcado na memória do brasileiro. Apesar de ter sido um jogo muito equilibrado por parte da Alemanha no quesito físico. Porém, nos mínimos espaços, a seleção brasileira criou chances e contou com o talento e a técnica excelente daquele elenco.

Foto Destaque: Reprodução / Juca Varella / Folhapress

Daniel Mendes

Sobre Daniel Mendes

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Desde criança me encantei com o futebol e mais tarde com esporte, de modo geral. Então, vi que no Jornalismo poderia ficar muito próximo de coberturas do esporte, o futebol, por exemplo. Além disso, eu me considero bastante comunicativo e as pessoas dizem que eu falo até demais. Assim, a ideia de cursar Jornalismo ficou martelando na minha cabeça e desde 2019 tenho a cada dia realizado esse sonho.

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