Em primeiro lugar, o fato das mulheres serem diferentes dos homens não é novidade para ninguém. Há quem diga que Deus fez primeiro o homem e depois a mulher porque, antes de uma grande obra, sempre tem um rascunho.

No caso do Botafogo, essa brincadeira se repete. Afinal, o time masculino do Botafogo está no 20° lugar na tabela do Brasileirão, é o lanterna da competição e já está na Série B. Foi o primeiro a cair. Nos últimos cinco jogos, perdeu quatro deles e empatou um. Atualmente, o clube busca nomes para ocupar o cargo como novo treinador, mesmo que as opções escolhidas possam estar fora da realidade financeira.

De acordo com o diretor de futebol do Botafogo, Eduardo Freeland, o objetivo é buscar alguém que tenha experiência na Série B. Contudo, que tenha capacidade de levar o time de volta à Série A.

As Gloriosas

A princípio, a equipe feminina do Botafogo para o Brasileirão A2 foi criada em 8 de março de 2019. A divulgação foi uma surpresa para o mundo do futebol, ainda mais por ter sido no Dia Internacional da Mulher. A dívida do futebol com as mulheres é histórica, e atitudes como essa podem configurar o início de uma reparação, porém, ainda falta muito.

Mas, afinal, o que de tão diferente as Gloriosas fizeram dos alvinegros? Simples, tudo.

A final do Brasileirão Feminino A2 teve vitória do Napoli/SC sob o Botafogo, por 2 x 1. Entretanto, isso não retira a glória das meninas. Elas possuem motivo para comemorar, já que as jogadoras seguiram o planejamento da temporada mesmo com os “trancos e barrancos” – principalmente os barrancos financeiros do clube.

Além disso, a maior das vitórias: chegou na Série A do campeonato. E, para finalizar, se comparado com o campeonato do ano passado, em que elas terminaram eliminadas na primeira fase, chegar a final é muita coisa.

https://twitter.com/BotafogoFem/status/1340824090790277121?s=20

Feminino x Masculino

Ao passo que o time masculino do Botafogo só tropeça, as meninas vêm dando um show de garra. O clube não tem bons investimentos financeiros para fazer nem na equipe masculina, a feminina, então, sofre ainda mais. Mesmo assim, entregou bons resultados com o que possuía.

Finalmente, com a entrada no A1, a representação carioca cresceu. Antes da classificação do Botafogo, apenas o Flamengo estava na corrida, e mesmo assim, não chegou nem às oitavas de final. Os clubes femininos do Rio de Janeiro ainda têm muito a crescer, mas estão no caminho correto.

Nos jogos do Campeonato Brasileiro A2, percebe-se o time organizado, com plano tático e entrega em campo. Enfim, elas vestem a camisa. A cada jogo, seja contra o Bahia, Ceará e na final contra o Napoli/SC, é nítido a força de querer alcançar um objetivo.

Em contrapartida, deve-se considerar que, o time masculino possui outros problemas. Esses, talvez por serem mais sérios, fique mais difícil de resolver. Essa busca por treinadores bons pra finalmente retornar à elite do futebol nacional, reforço para o elenco do time, atração de novos patrocinadores…

Enfim, cada lado possuía os seus problemas. Mas, as Gloriosas deram exemplo de como ter jogo de cintura deixa tudo mais fácil. Dessa maneira, é importante ter resiliência dentro do campo.

Avante, Botafogo!!!

Foto Destaque: Reprodução/Botafogo Futebol Feminino

Cler Santos
Cler Santos
Eu escolhi jornalismo pois além de muito faladeira, semrpe fui uma leitora voraz. Um belo dia vendo Globo Repórter, eu disse a minha mãe que queria viajar muito como a Glória Maria, e ela me disse " então tem que ser jornalista ". É meu objetivo desde então. Já tive experiência de escrever no jornal da escola, estive sempre entre os primeiros lugares nos campeonatos de texto. Em jornalismo mesmo, participei como redatora voluntária para o site " dicas de jornalismo " por cerca de 1 mês na editoria de cultura, em que escrevi sobre mulheres negras, público LGBTQIA+ e veganismo negro. Além disso, já entrevistei e escrevi sobre o radialista de esportes Emerson Pancieri, E a jornalista do MGTV, Cláudia Mourão. Produzi 2 podcasts em grupo, um sobre um time de rugby paraolímpico, e outro sobre semiótica, jornalismo e o caso de Mariana Ferrer. Por fim, participei de uma propaganda sobre a importância do jornalismo para a comunidade com a âncora do MGTV Aline Aguiar.