Botafogo acumula prejuízo na volta do público

No último domingo (26), o Botafogo enfrentou o Sampaio Corrêa no Estádio Nilton Santos. Contudo, foi uma partida diferente, já que houve a presença de público no estádio. Em suma, foram 736 pagantes, além de 762 torcedores presentes no Nilton Santos, de um total de 4.999 ingressos colocados a venda. Entretanto, o Botafogo declarou que houve prejuízo na volta de seu torcedor ao estádio. Inclusive, mais prejuízo do que traz o Nilton Santos em jogos com os portões fechados.

Em suma, a partida foi tratado como evento-teste, por isso, os torcedores tiveram que fazer exames de COVID (pagos pelos próprios torcedores). Além disso, o preço médio do ingresso foi de R$ 50,48. Todavia, os preços para a partida do Botafogo variavam entre R$ 160 (inteira do setor Norte) e R$ 20 (determinados planos de sócios-torcedores).

Assim, as principais despesas do Botafogo, são com despesa operacional do estádio (R$ 37.437,73), arbitragem (R$ 18.570,00), despesa operacional (R$ 12.000,00), confecção e venda de ingressos (R$ 10.750,00) e segurança privada (R$ 10.050,00). Então, o total de gastos foi de R$ 118.709,96. E já subtraindo ao dinheiro que entrou nos cofres do Botafogo, o prejuízo fica em torno de R$ 78.687,85.

O valor do prejuízo é maior do que constatado em outras partidas, sem o público. Assim, a média do prejuízo em outras partidas em casa (nove no Nilton Santos e duas no estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda) é de R$ 65.171,00 por partida.

Desafios do Botafogo com o estádio Nilton Santos

Em suma, o estádio Nilton Santos é um dos principais desafios do Botafogo, no sentido de reduzir gastos e aumentar a receita do clube. Já que a casa do Glorioso é a principal fonte de prejuízo do clube carioca. Assim, o CEO Jorge Braga busca, de forma urgente, uma solução para o estádio localizado no bairro de Engenho de Dentro, zona norte do Rio de Janeiro. A principal solução discutida é a de vender os naming rights do estádio para uma empresa. Isto é, quando um patrocinador dá seu nome ao estádio em troca de recursos, como acontece na Neo Química Arena, por exemplo.

Contudo, o Botafogo teria que estender a concessão do estádio junto a Prefeitura do Rio, e estas conversas já acontecem. Em 2019, o Alvinegro estendeu esta concessão até 2031, porém, este prazo não seria suficiente para atrair empresas para investir no estádio, segundo Jorge Braga. Por fim, ainda não existem conversas abertas com uma empresa específica interessada, entretanto, a diretoria e o CEO do Botafogo estão animados. Vale lembrar que já há um acordo com uma empresa para a instalação de testeiras de LED (que nada mais são do que espaços, de LED, reservados a publicidade nas arquibancadas) e um novo e moderno telão no Estádio Nilton Santos, dependendo de aprovação no Conselho Deliberativo.

Foto Destaque: Divulgação/Thiago Ribeiro/Botafogo

João Victor Freire
Alagoano, porém criado no Rio De Janeiro. 20 anos. Tenho pra mim que o Jornalismo é uma das profissões mais belas que existem, e é o que eu sei e gosto de fazer desde pequeno. E aliado a isso, tenho uma paixão por esportes.