Baile no Morumbi

O São Paulo recebeu o Toluca-MEX, no Morumbi, na noite de ontem, quinta-feira (28), para o confronto de ida da Taça Libertadores da América e reinou em cima do time mexicano, mostrando o valor da sua camisa, que realmente “entorta o varal”, com direito a recorde de público.

A torcida foi gigante e fez um excelente papel na vitória. Por volta das 20h, o ônibus do Toluca chegou ao Morumbi sobre escolta da Polícia Militar, ao som das vaias da torcida tricolor. 10 minutos depois, chegou o ônibus da delegação são-paulina, ao tremor de fogos e rojões, bandeirões, gritos, cantos de amor ao clube, uma verdadeira festa, ainda fora do estádio, algo de arrepiar até torcida adversária (sem clubismo).

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O jogo começou às 21h45 (horário de Brasília), com um Toluca todo recuado, sua proposta defensiva era clara, visto que, tinham 6 desfalques, dentre eles Triverio, artilheiro do time. O São Paulo tinha os desfalques de Dênis, Calleri e João Schmidt (suspensos). O reserva imediato para a vaga de Calleri, artilheiro do clube na Libertadores, seria Alan Kardec, mas o mesmo sentiu-se mal na quarta e se tornou dúvida. Centurión ganhou a vaga de titular e Kardec ficou como opção no banco. Detalhe: Se Calleri pudesse jogar, Kardec seria o reserva e Centurión nem pro banco de reservas iria.

“Se tudo corresse normalmente, é provável que ele ficasse fora do banco de reservas. Quando se está com os atletas todos os dias, é possível conhecê-los apenas vendo caminhar. E eu não vi o Kardec bem para começar. Esperei chegarmos ao estádio para dizer que ele não começaria porque eu não o vi bem. Centurión treinou com muita gana, rápido e intuitivo. São escolhas que às vezes saem bem, outras não. Por sorte para o São Paulo essa saiu bem.” – contou Edgardo Bauza, técnico do São Paulo.

O time da casa deu conta do recado, fazendo um show à parte, um baile no time mexicano e os torcedores presentes, mais de 53 mil, eram os cantores, que não pararam um segundo se quer, mesmo no frio de 16º.

Após cobrança de lateral feita da direita por Bruno dentro da área, ninguém do ataque desviou, a zaga não cortou e após a bola encobrir o zagueiro no quicar, Michel Bastos arrematou do meio da grande área pro fundo das redes para abrir o placar no Morumbi, 1 a 0.

Michel corria na esquerda, apoiado por Mena, fazendo a dobradinha muito bem. Do outro lado, Kelvin era incisivo e Bruno apoiava muito bem também. Kelvin chegou a acertar a trave duas vezes durante o jogo. Centurión, acostumado a jogar pelas pontas, foi centralizado na função de Calleri. Mas fez gol jogando pelos lados. No final da primeira etapa, cortou da esquerda para o meio e chutou no ângulo esquerdo para ampliar a partida, um golaço, 2×0, com direito a dancinha.

 

“Dancei a cumbia porque minha namorada pediu. É a alegria. Foi para a Melody (namorada) e minha família. Foi o gol mais bonito da carreira. Não foi o mais importante porque já dei um titulo ao Racing com um gol. Bauza sabe bem o que posso oferecer.” – explicou o atacante.

Orquestrado por Paulo Henrique “Ganso”, o melhor jogador da partida, o São Paulo voltou para o segundo tempo e permaneceu com supremacia. A cada dois toques na bola, um era de Ganso (metaforicamente falando). O camisa 10 ditava o ritmo do jogo. Fazia sinal de calma aos jogadores para que tocassem a bola mais cadenciadamente e puxava o time à frente para acelerar o ataque. Fez diversas tabelas no meio-campo, dentre elas uma com Thiago Mendes. O volante tocou para Ganso e passou à frente. Ganso devolveu de primeira pra Thiago, que driblou o zagueiro dentro da área e mandou pro fundo do véu da noiva, 3×0, fora o baile.

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A zaga não teve trabalho nenhum, Renan Ribeiro (substituto de Dênis) não fez nenhuma defesa e só trabalhava com os pés nas bolas recuadas. Maicon e Rodrigo Caio deram um bote ou outro, sem muito perigo, meros coadjuvantes. A dupla de volantes estava segura, defendendo bem (quando era necessário) e apoiando bem, como Thiago Mendes no gol. Hudson foi capitão no lugar de Dênis, sendo um xerife no meio.

Em uma bola alçada na área, a zaga se atrapalhou junto com Centurión, que conseguiu se recuperar e fez o gol, mostrando oportunismo de centroavante matador, fazendo o 4 gol tricolor e dando números finais à partida.

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O Tricolor poderia ter feito mais… 5, 6, 7, mas acabou optando por tirar o pé. Sai Kelvin, entra Kardec. Sai Centurión, entra Wesley. Sai Ganso, entra Lucas Fernandes. Bauza foi gastando o tempo, a torcida gritando ‘olé' e pedindo mais gols, mas ficou por isso mesmo.

São Paulo e Toluca voltam a se enfrentar na próxima quarta-feira (4), no México, às 19h15, horário de Brasília. O time mexicano precisa fazer 5 gols para se classificar ou pelo menos 4 para levar aos pênaltis. Missão difícil, mas Bauza trata com cautela:

“A Libertadores é uma história diferente a cada partida. Os jogadores estavam festejando no vestiário, mas eu já disse a eles para não festejarem nada porque não ganhamos nada. Faltam 90 minutos e vamos lutar para conseguir a classificação. Se quisermos ficar entre os oito melhores da América, teremos de correr muito. As dificuldades serão cada vez maiores, em Toluca teremos 2.800 metros de altura. Conheço o técnico deles, ele fará de tudo para dar a volta por cima” – afirmou o Patón.

Eric Filardi

Sobre Eric Filardi

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Quando pequeno quis ser jogador. O sonho de criança passou. Uma vida nova se anseia. Bem-vindo ao melhor site de futebol. Bem-vindo ao Futebol na Veia. Sou Eric Filardi, paulistano de 27 anos, jornalista pós-graduado em Jornalismo Esportivo e apaixonado por futebol. Como todo jornalista amo escrever. Como todo brasileiro amo futebol. Tenho meu clube e minhas preferências, mas viso o profissionalismo e a imparcialidade, sem deixar de lado a criatividade. Sou Tricolor, Peixe, Palestra e Timão. Sou da Colina, Glorioso, Flu e Mengão. Sou brasileiro, hermano, francês e italiano. Sou Ghiggia, Paolo Rossi, Caniggia e Zidane. Sou Alemanha dos 7 x 1, mas que o povo não se engane. Também sou Ronaldo, Romário, Zico, Garrincha e Pelé. Sou Bundesliga, MLS, Eredivisie e Premier. Sou das várzeas e dos terrões. Sou Clássico das Multidões. Sou Sul, Nordeste, Amazônia e Pantanal. Sou Galo, Raposa, Bavi e Grenal. Sou Ásia e África. Sou Barça e Real. Sou as Américas, a Europa, sou o mundo em geral. Sou a festa nas arquibancadas, que o estádio incendeia: sou Futebol na Veia.

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