O “dia do fico” está cada vez mais próximo para o Bahia. O time venceu a Ponte Preta por 2 a 0 na Fonte Nova e subiu para 10º lugar no Brasileirão. Com 42 pontos, o Esquadrão de Aço fica muito próximo de garantir a permanência na Séria A. Os gols foram marcados por Mendoza e Edigar Junio.

A rodada não foi boa para a Ponte Preta. Estacionada com 35 pontos, o time campineiro continua na zona de rebaixamento. Para piorar, a Macaca ainda viu alguns adversários diretos pontuarem e se afastarem das últimas posições.

1º Tempo

Jogando em casa, o técnico Paulo César Carpegiani optou por uma escalação mais ofensiva no meio-de-campo. Mas com a bola rolando os primeiros minutos de jogo não empolgaram a torcida. O Bahia esbarrou na marcação da Ponte e não conseguia levar perigo ao gol de Aranha. A Macaca também não conseguiu ameaçar a meta de Jean.

A primeira jogada de perigo do Bahia só aconteceu aos 21 minutos. Em cobrança de falta, Mendoza mandou com efeito para dentro da área, mas Tiago não alcançou e a bola acabou saindo pela linha de fundo.

Bahia tentou ditar o ritmo do jogo, mas teve dificuldades contra a retranca da Ponte Preta (Crédito: Marcelo Malaquias / EC Bahia)

Mas cinco minutos depois o colombiano abriu o placar para o Bahia. Em velocidade, o Esquadrão de Aço achou o espaço que precisava na defesa da Ponte. Allione descolou um passe primoroso para Mendoza, que ganhou na corrida dos defensores e bateu entre as pernas de Aranha, que saía para tentar a defesa.

O gol pareceu dar novo gás para o Bahia. No minuto seguinte Edigar Junio quase ampliou após um passe preciso de Zé Rafael. Mas depois do lance o joogo voltou a esfriar. A torcida só voltou a se levantar no fim do primeiro tempo. Aos 44 minutos, em escanteio cobrado por Maranhão, Jean tentou a defesa e quase cometeu um erro bizarro. O goleiro do Bahia saiu mal e socou a bola nos pés de Yago, que tentou emendar de voleio e acabou mandando para fora.

A Macaca ainda desperdiçou outra chance de empatar. No minuto seguinte Nino Paraíba em velocidade carregou até a linha de fundo e cruzou certeiro para Claudinho. O atacante pegou de primeira mas acabou mandando para fora.

2º Tempo

Depois de um primeiro tempo morno e sem muitas chances reais de gol, os dois times voltaram diferentes do intervalo. Eduardo Baptista trocou Jadson por Léo Artur e Maranhão por John Kleber. Já Carpegiani sacou Vinícius para a entrada de Juninho.

O Bahia começou melhor na etapa complementar. O Esquadrão de Aço veio com mais volume de jogo e criou as melhores oportunidades. Mas, na hora de concluir a jogada, quando não esbarrou nos próprios erros, os anfitriões viram Aranha salvar a Macaca com ótimas defesas.

Conforme o tempo ia passando, o Bahia ia recuando pouco a pouco, apostando mais no contra-ataque. A Ponte Preta, por sua vez, só conseguia chegar ao ataque em cobranças de falta e no famoso “chuveirinho“, que pouco ameaçavam o gol de Jean. As melhores chances de gol continuaram sendo do tricolor.

Esquadrão de Aço teve dificuldades, mas venceu a Macaca por 2 a 0 na Fonte Nova (Crédito: Marcelo Malaquias / EC Bahia)

Na reta final um lance polêmico foi motivo de muita reclamação por parte dos jogadores do Bahia. Edigar Junio recebeu um passe de Régis dentro da área e caiu, reclamando um pênalti. O árbitro, no entanto, mandou o jogo seguir e advertiu o atacante com um cartão amarelo por simulação.

Antes do apito final, quando o jogo já estava decidido, o Bahia ainda conseguiu ampliar. Aos 49 minutos Edigar Junio recebeu uma assistência perfeita de Mendoza e, sem marcação, chutou firme direto para o gol, sem chances para Aranha.

Mais do mesmo

O último jogo do Bahia na Fonte Nova foi o clássico contra o Vitória. Na ocasião, o tricolor venceu por 2 a 1 com gols de Mendoza e Edigar Junior. De volta ao estádio, a dupla voltou a marcar para ajudar o Esquadrão de Aço a derrotar a Ponte Preta. O resultado levou o Bahia a figurar no TOP 10 do Brasileirão 2017.

O artilheiro do time no brasileiro é Mendoza. O colombiano, que fez seu sétimo gol na competição, já está pensando alto. “Ganhamos um jogo e precisamos seguir firmes assim para chegar, quem sabe, em uma Libertadores. É preciso continuar vencendo”, afirmou.

O técnico Paulo César Carpegiani já esperava a forte marcação imposta pela Ponte Preta. No entanto, ele ficou satisfeito com o resultado, que considerou justo em virtude do que os dois times apresentaram em campo. “Nós poderíamos ter tornado a partida um pouco mais tranquila, o que não aconteceu. A gente, quando chegou na frente, erramos o último passe. Também, em alguns lances, faltou pontaria. Foi um resultado justo. O time que mais procurou e criou, venceu”, analisou o treinador.

Fazendo as contas

A situação da Ponte Preta na luta contra o rebaixamento vai ficando cada vez mais complicada. A Macaca é dona da pior campanha como visitante no Brasileirão.

Ponte Preta segue firme na luta contra o rebaixamento (Crédito: Fábio Leoni / Ponte Press)

Para escapar da degola, a Ponte Preta precisa vencer quatro dos últimos seis jogos que restam no Campeonato Brasileiro. Com um retrospecto de uma vitória e três derrotas nos últimos quatro jogos, Eduardo Baptista terá muito trabalho pela frente.

Ficha Técnica

Bahia 2 – 0 Ponte Preta

Local: Arena Fonte Nova, Salvador (BA)
Data: 05 de novembro de 2017 (domingo), às 18h
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães (FIFA-RJ)
Assistentes: Rodrigo Henrique Correa (Fifa-RJ) e Thiago Henrique Neto Correa Farinha (CBF-RJ)
Público: 20.539
Renda: R$ 492.033,50
Cartões amarelos: Yago (Ponte Preta); Edigar Junio (Bahia)
Cartões vermelhos: não houve

Gols
Bahia: Mendoza, aos 26′ do 1º tempo; Edigar Junio, aos 49′ do 2º tempo

  • Bahia: Jean; Eduardo, Tiago, Lucas Fonseca (Thiago Martins) e Juninho Capixaba; Renê Junior, Zé Rafael, Vinícius (Juninho) e Allione (Régis); Edigar Junio e Mendoza. Técnico: Paulo César Carpegiani
  • Ponte Preta: Aranha; Nino Paraíba, Yago, Rodrigo e Jefereson; Fernando Bob, Elton, Jadson (Léo Artur) e Claudinho; Lucca e Maranhão (John Kleber) (Emerson). Técnico: Eduardo Baptista
Johnny Katayama
Johnny Katayama
Johnny Katayama é jornalista, locutor e apaixonado por esportes – de futebol e basquete até hipismo e xadrez. Entusiasta dos eSports e jogador amador de League of Legends. Narrador e repórter nas transmissões da TV MundoVôlei. Autor do livro: “Galo Guerreiro – os últimos campeões estaduais da história do futebol profissional de Maringá” (2012).

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