Atlético de Madrid supera Bayern de Munique e está na final da Liga dos Campeões

O estádio estava lotado e a torcida apoiava. O árbitro turco, Cüneyt Çakir, apitou e o Bayern de Munique fez o que era esperado: foi para cima dos rivais espanhóis desde o primeiro minuto, encurralou a equipe comandada por Diego Simeone no campo de defesa e, como um rolo compressor, bombardeou o gol do goleiro esloveno Oblak com 13 finalizações. 
 
Aos dez minutos do primeiro tempo, as estatísticas marcavam 60% da posse de bola para o time alemão. O Bayern, claramente, entrou em campo buscando igualar o placar nos minutos iniciais. E o objetivo só não foi alcançado graças ao goleiro Oblak, que garantiu a vitória dos espanhóis na partida de ida, mas também foi primordial para conter o ímpeto ofensivo dos bávaros, empurrados por seu torcedor. 
 
Aos 19, após boa trama do ataque alemão, Muller ajeitou para Lewandowski acertar o peito do goleiro esloveno, que agigantou-se na frente do atacante polonês. 
Aos 29, Alaba tentou uma jogada individual na intermediária ofensiva e foi derrubado. A falta estava marcada e Xabi Alonso pegou a bola. Sua missão era furar a muralha armada por Oblak. O juiz apitou e o espanhol correu para a bola, que desviou no zagueiro Giménez, enganou o goleiro esloveno e morreu no fundo das redes. Após 30 minutos de massacre, o placar agregado estava igualado. Mas o Bayern queria mais. 
 
O time alemão quase liquidou a fatura três minutos depois. A bola era alçada na área do Atlético de Madrid quando Giménez agarrou Javi Martínez e cometeu pênalti. Muller foi para a cobrança do pênalti e bateu no canto direito, à meia altura. Oblak agigantou-se e defendeu. A noite de Giménez transformar-se-ia em pesadelo se não fosse o excelente goleiro esloveno. Com a defesa, o jogo continuava indo para a prorrogação. 
 
O pênalti perdido, claramente, frustrou o Bayern, que diminuiu o ritmo. 
 
O jogo acalmou-se e a primeira etapa acabou com uma posse de bola de 70% para os donos da casa, mas a invencível muralha de Simeone ainda resistia e levava o jogo para a prorrogação. 
 
Na volta para o segundo tempo, Simeone tirou Augusto Fernández e colocou Ferreira Carrasco. O time espanhol tornava-se uma equipe mais ofensiva, a fim de conter o ímpeto dos alemães e ter maior saída de bola. 
 
Simeone acertou em cheio. Sua equipe ganhou mais desenvoltura no ataque. E no melhor estilo Atlético de Madrid, no primeiro contra-ataque puxado pela dupla Torres e Griezmann, o espanhol deu lindo passe e deixou o francês cara a cara com Neuer. O camisa sete dos colchoneros deu um tapa na saída do goleiro alemão e empatou o jogo. 
 
A classificação só não estava totalmente encaminhada, pois o rival era o Bayern de Munique, que embora tenha sentido o golpe, não abdicou de seu estilo. Guardiola mandou chamar Thiago Alcântara e Coman, mas o jovem garoto francês entrou primeiro, no lugar de Douglas Costa, apontado como válvula de escape para furar a retranca de Simeone, mas que nada fez senão volume. 
 
Aos 28 da etapa final, o Bayern – que passou boa parte do jogo insistindo nos chuveirinhos voltados para a área do Atlético – encaixou uma jogada mortal. Alaba cruzou e achou Vidal, que ganhou de Filipe Luís e escorou para o meio da área, encontrando Lewandowski. O polonês empurrou para as redes e colocou fogo no jogo. O Bayern teria 17 minutos para reverter a situação. 
 
O time alemão veio com tudo para cima do Atlético de Madrid, que se fechou como ninguém no campo defensivo. Simeone tirou o herói Griezmann e colocou Partey, para compor o meio de campo e segurar as subidas de Alaba. 
 
E quando o momento parecia todo propício aos alemães, Fernando Torres escapou pela direita, adiantou a bola e recebeu o toque de Javi Martínez. O atacante espanhol estava fora da área, mas Cüneyt Çakir, em interpretação equivocada, deu o pênalti. O estádio se calou por um momento. Torres pegou a bola, correu em direção a ela, bateu no canto direito de Neuer. O goleiro alemão foi buscar e evitou o empate. A Allianz Arena explodiu. O Bayern estava vivo. 
 
Aos 42, Oblak foi gigante mais uma vez. A bola sobrou para Alaba na intermediária e o austríaco emendou um forte chute de canhota. Mais uma vez, a bola desviou, mas nesta oportunidade, Oblak voou, operou milagre e salvou os colchoneros. 
 
O árbitro deu cinco minutos de acréscimos, para o delírio dos espanhóis. Restava ao time de Simeone fechar-se na defesa. O zagueiro montenegrino Savic veio para campo no lugar de Koke. 
 
Era ataque contra defesa. O melhor ataque contra a melhor defesa. Dez homens de vermelho atacando oito defensores espanhóis e um goleiro esloveno. O Bayern tentava, mas parava na invencível esquadra de Simeone. 
 
O juiz apitou e Guardiola despediu-se da Liga dos Campeões como treinador do Bayern. Desde sua chegada, em 2013, o treinador ambicionou a conquista de um título europeu, mas pela terceira vez seguida, o time alemão foi eliminado por um time espanhol.  Os colchoneros, por outro lado, nada tinham a ver com isso e comemoraram – e muito – a classificação para a final, que será realizada no dia 28 deste mês. 
 
Após duas partidas impecáveis, a melhor defesa triunfou diante do melhor ataque. Em 180 minutos, o Atlético soube segurar a blitz alemã em busca do gol. Oblak foi brilhante, a zaga não se desfez, o meio de campo foi consistente e o ataque formado por Torres e Griezmann, matador. 
 
Amanhã, os colchoneros estarão reunidos para descobrirem quem será seu rival na final. Daqui 25 dias, o Atlético de Madrid estará em Milão. Em menos de um mês, Simeone tentará conduzir sua equipe ao inédito título de Liga dos Campeões.
André Siqueira Cardoso

Sobre André Siqueira Cardoso

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Sou André Siqueira Cardoso, tenho 21 anos. Aluno de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atualmente trabalho em VEJA, com a cobertura do noticiário político. Apaixonado por esportes, jogador de futebol até hoje, tenho o sonho de cobrir uma Copa do Mundo.

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Sou André Siqueira Cardoso, tenho 21 anos. Aluno de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atualmente trabalho em VEJA, com a cobertura do noticiário político. Apaixonado por esportes, jogador de futebol até hoje, tenho o sonho de cobrir uma Copa do Mundo.

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