As melhores campanhas do México na Copa América

- Seleção filiada à Concacaf participou de 10 edições do torneio sul-americano e foi duas vezes vice-campeã

A Coluna Papo Azteca dessa semana conta como foram algumas das melhores participações da seleção mexicana na Copa América. Antes de tudo, é importante ressaltar que a Copa América é uma competição organizada pela Conmebol e que abrange os países da América do Sul. No entanto, apenas 10 seleções são filiadas à entidade organizadora e esse número dificulta o chaveamento do torneio. Dessa forma, desde 1993 que países de fora do continente são convidados a participarem e preencherem as vagas restantes, sendo o México o mais presente deles.

VICE-CAMPEÃO (EQUADOR – 1993)

Primeira fase

A primeira participação do esquadrão mexicano na Copa América foi em 1993, na 36ª edição do torneio que foi sediada pelo Equador. E como estreantes não fizeram feio, foram vice-campeões. Mas a trajetória na competição iniciou-se com derrota para a Colômbia pelo placar de 2 x 1. Contudo, o atacante Zaguinho foi o autor do primeiro gol do México na história da Copa América. Nas duas partidas seguintes pela primeira fase, dois empates: 1 x 1 e 0 x 0 contra Argentina e Bolívia respectivamente. Como resultado, terceira colocação no Grupo C e classificação assegurada para a próxima fase como um dos melhores terceiros colocados.

Quartas de final

O adversário das quartas de final foi o Peru, que havia se classificado em primeiro no grupo do Brasil. Ao contrário da fase anterior, a primeira vitória mexicana na Copa América veio no momento certo. Aliás, que belíssima vitória por 4 x 2 com doblete do meia Garcia Aspe, um gol de David Patiño e mais um gol de Zaguinho.

Semifinal

O confronto da semifinal foi contra o anfitrião Equador. Hugo Sánchez e Ramón Ramírez foram os responsáveis por marcarem os gols mexicanos na vitória por 2 x 0, para um público de 45 mil pessoas no Estádio Olímpico Atahualpa, em Quito. Surpreendentemente o México não foi ameaçado em momento algum da partida, o que mostrou que naquele momento a equipe vinha em crescimento dentro da competição.

Final

A grande decisão aconteceu em Guayaquil, no Estádio Monumental, contra a Argentina. 40 mil espectadores nas arquibancadas presenciaram um jogo aberto, com chances para ambas as equipes. De tal forma, o primeiro gol saiu apenas na etapa final. Num contra-ataque argentino Batistuta recebeu uma bola enfiada, arrancou, ganhou com o corpo do marcador e chutou forte no canto do goleiro Jorge Campos. Em seguida, após boa troca de passes do ataque mexicano, a arbitragem assinalou pênalti contra a Argentina. O goleiro argentino Goycochea vinha de duas disputas de pênaltis como herói mas não defendeu o pênalti de Galindo. Por fim, a seleção argentina conseguiu fazer o segundo gol após cobrança de lateral rápida. Semelhantemente Batistuta recebe, limpa a marcação e chuta forte. Argentina 2 x 1 México.

VICE-CAMPEÃO (COLÔMBIA – 2001)

Primeira fase

Em 2001, a 40ª edição da Copa América teve a Colômbia como país sede e mais um vice-campeonato para os mexicanos. Surpreendentemente a campanha começou já com uma vitória de 1 x 0 sobre o Brasil, com gol de Borgetti. Em seguida, empate sem gols com o Paraguai e derrota para o Peru também por 1 x 0. Assim, foram quatro pontos em três jogos, apenas um gol marcado, um gol sofrido e classificação confirmada com a segunda colocação do Grupo B.

Quartas de final

Igualmente como em 1993, a equipe mexicana passou a evoluir na competição durante a fase final. Já que eliminou com autoridade a seleção do Chile por 2 x 0 nas quartas de final. Arellano e Osorno fizeram os gols do México contra a equipe chilena em uma partida que foi apitada pelo árbitro brasileiro Carlos Eugênio Simon.

Semifinal

A seleção mexicana chegou com a defesa menos vazada para enfrentar o Uruguai na semifinal, que naquele momento tinha média de um gol por partida. Todavia quem abriu o placar do jogo foi Borgetti, para os mexicanos. Os uruguaios até empataram com Morales, mas García Aspe marcou de pênalti no segundo tempo e decretou a classificação do México para a final.

Final

O local escolhido para a final foi o Estádio El Campín, na cidade de Bogotá e o adversário foi a anfitriã Colômbia. Por causa de seu atacante Aristizábal, que já havia marcado seis gols no torneio e também pela sua torcida, os colombianos chegaram como favoritos. Assim sendo, a zaga mexicana já começou a partida sendo infernizada pelo artilheiro que assustou com uma bola na trave do goleiro Pérez. Inesperadamente aos 31′ Aristizábal sentiu uma lesão e foi substituído por Castillo. Poderia ter sido um bom sinal para o México, mas o único gol da partida foi marcado pelo zagueiro colombiano Iván Córdoba, de cabeça, aos 65′. Dessa maneira encerrou-se a segunda participação mexicana em finais de Copa América.

3° LUGAR (VENEZUELA – 2007)

Primeira fase

A sétima participação do México aconteceu em 2007 e foi também a última vez que a seleção chegou a uma semifinal de Copa América. O torneio aconteceu na Venezuela e mais uma vez a estreia dos mexicanos foi contra o Brasil. Da mesma forma como em 2001, vitória dos mexicanos. Só que agora por 2 x 0 e gols de Castillo e Morales. Na sequência mais uma vitória, 2 x 1 contra o Equador, e por último um 0 x 0 com o Chile. Não apenas a classificação garantida, como o primeiro lugar do Grupo B.

Quartas de final

6 x 0. Esse foi o placar da goleada mexicana pra cima do Paraguai nas quartas de final. Decerto que a expulsão do goleiro Bobadilla logo aos 2′, após fazer pênalti em Castillo foi crucial. Mas o próprio Castillo cobrou, fez o gol e deu início ao massacre. Posteriormente ele ainda marcou outro gol. Isto posto, os gols restantes foram marcados por Torrado, Arce, Bravo e Blanco.

Semifinal

Disputando uma vaga na final pela terceira vez na história, o México chegou com moral após goleada no Paraguai. No entanto, o confronto da semifinal era contra a poderosa Argentina de Zanetti, Riquelme, Verón e Messi, e que tinha marcado 13 gols nas últimas 4 partidas. Em suma, não deu outra, México eliminado após 90 minutos e 3 x 0 no placar. O zagueiro Heinze abriu o placar e em seguida Messi e Riquelme marcaram para os hermanos.

Disputa do 3° lugar

Na disputa do 3° lugar da Copa América de 2007, o México enfrentou o Uruguai, que também tinha um bom time na época. Lugano, Rodríguez, Forlán e Abreu eram comandados pelo técnico Óscar Tabárez. Logo que a bola rolou, o Uruguai abriu o placar de cabeça com Loco Abreu. Entretanto, outra expulsão seguida de pênalti mudou a história da partida a favor do México. Aos 36′ Lugano foi expulso após agressão dentro da área. Blanco cobrou e empatou a partida. Em conclusão, Bravo e Guardado, com chutes de fora da área, marcaram e garantiram a vitória e o 3° lugar para os mexicanos.

Curiosidade

Também em 2007 foi lançado o primeiro álbum oficial da Copa América. No entanto, a Panini não conseguiu acordo por direitos de imagem com o México. Sendo assim, as figurinhas dos jogadores mexicanos não foram comercializadas e não foi possível completar o álbum de figurinhas daquele ano.

DIAS ATUAIS

Em 2019 o México ficou fora da Copa América realizada no Brasil. Sobretudo por conta do impasse entre a Conmebol e a Concacaf para o calendário da Copa América e Copa Ouro, competição entre as seleções das Américas do Norte e Central. Inegavelmente a ausência da seleção mexicana na competição sul-americana reduz o nível de competitividade, principalmente quando os convidados são da Ásia e/ou Oceania. Do mesmo modo, os mexicanos preferem a Copa América pois alegam que o nível técnico é superior ao da Copa Ouro. Para a edição de 2021, as seleções convidadas foram Austrália e Catar.

Com a finalidade de voltar a participar do torneio, o presidente da Federação Mexicana de Futebol, Yon Luisa, pensa em uma negociação entre a Conmebol e a Concacaf para 2024:

“Temos que apoiar a nossa confederação para que ela faça bem as coisas e que consiga, no caso específico da Copa América, uma negociação que seja benéfica para ambas as partes, tanto para a Conmebol como para a Concacaf.”

Foto destaque: Reprodução/Medio Tempo

Lincoln Oriaj

Sobre Lincoln Oriaj

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Lincoln Oriaj é natural de Salvador/BA e estuda Jornalismo na UNIFACS. Gosta de escrever sobre futebol alternativo, goleiros e mercado da bola. Além disso, acompanha a Fórmula 1, curte games de futebol (do Brasfoot ao Cartola) e não perde a oportunidade de contar uma piada sem graça.

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