A arbitragem brasileira e seus dilemas

Eis aqui um tema que dá calafrios em muitos a ser comentado, a arbitragem brasileira, tal receio é justificado quando nos aprofundamos melhor no conceito dos árbitros e assistentes de futebol, suas profissões, que na realidade são consideradas nada mais do que “hobbies” são de extrema pressão, risco, desconforto e algo mais de ruim que você possa pensar aí lendo este texto, porém, quem o faz, faz com muito afinco e sempre tenta dar o seu melhor. Obviamente há casos onde não há como defender como em 2005, onde Edilson Pereira de Carvalho e Márcio Rezende de Freitas mancharam o que poderia ter sido um dos mais competitivos Campeonatos Brasileiros da era moderna, o primeiro por um tenebroso esquema de agenciamento e manipulação de resultados e o segundo, por um erro grosseiro, clamoroso e que até hoje enoja a todos os colorados. Resultado: imagem da categoria manchada. Fora outros incidentes, não tão recentes, como em 1998 o vexame de Castrille pró Corinthians em confronto versus a Lusa de Desportos pelo Paulistão, mas a grande questão que aqui fica é: O que mudou de lá pra cá? Há apoio?

A resposta é amarga e dolorosa: NÃO. Nem se quer há uma profissionalização de arbitragem no Brasil, algo que já é feito na Premier League há tempos, por exemplo. Exigir o mais alto nível de rendimento de alguém sem lhe dar uma preparação é de certa forma cruel, mas o tema não é de tão fácil resolução assim. Hoje o numero de árbitros de futebol no Brasil é grande, mas e a estrutura para treiná-los? Nossa entidade máxima do futebol mais os despreza do que apoia, existe uma Comissão de Arbitragem onde o comando é polarizado há anos, não se investe em treinamentos modernos e condições de trabalho para os árbitros. É inaceitável. Pelo tamanho do campeonato em que eles apitam, pelo tamanho da entidade, pelo tamanho do país!

Para se ter ideia de tamanha negligencia, o “grande passo” dessa tal comissão, presidida a época por Sergio Correa foi instituir a “Cruzada do Respeito” nos Campeonatos Brasileiros, atitude mal presidida, mal elaborada e que tinha sua prerrogativa como uma ação limitadora e educacional mas que só resultou no aumento da empáfia e arrogância de certos apitadores. Ou seja, piorou ainda mais relação arbitro x torcida x jogadores. Uma confusão sem tamanho.

Enquanto nossas “autoridades” do futebol continuarem com a evolução em passos de tartaruga, o nível deplorável da arbitragem, infelizmente continuará.

Claro que temos exceções, bons profissionais, que dividem seu tempo fora dos campos com outras ocupações extra campo, mas mesmo assim conseguem grandes atuações apitando, merecem sim nossos aplausos e compreensão.

E infelizmente para o desespero de nós torcedores e admiradores do futebol, nos resta depender da boa vontade de um bando de acomodados.

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Matheus Antunes
Matheus Antunes
Matheus Antunes, 20 anos, caiçara e estudante de Jornalismo. Torcedor e apaixonado pelo São Paulo Futebol Clube, admirador do Real Madrid, mas antes disso fissurado, maluco, doido por futebol.

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