Time inglês abandonou partida após racismo vindo da torcida adversária

Em menos de uma semana da partida da Inglaterra contra a Bulgária, marcada por ofensas racistas, o país da rainha viu os atos acontecerem novamente. Dessa vez, foi em jogo válido pela quarta fase da Copa da Liga Inglesa. Na ocasião, a equipe abandonou os gramados. O time da casa, o Haringey Borough, deixou o campo em protestos contra o racismo vindo da torcida do Yeovil Town. As ofensas foram direcionada ao goleiro mandante, Valery Pajetat, e ao zagueiro Coby Rowe.

De acordo com os jogadores anfitriões, antes de uma cobrança de pênalti, a torcida visitante começou com as ofensas. Dessa maneira, aos 19 minutos do segundo tempo, os torcedores começaram a jogar objetos no campo. Além disso, cantaram músicas racistas, onde acabaram ofendendo os jogadores. Rhys Murphy converteu a penalidade. Na sequência, os atletas do time da 7ª divisão abandonaram o jogo.

Tentando conter o acontecimento, a equipe do Yeovil, da 5ª divisão da Inglaterra, pediram para os seus torcedores pararem com os atos. O árbitro do confronto também tentou impedir os ataques. No entanto, ambas as tentativas foram sem sucesso. Após 35 minutos de paralisação, o juiz da partida confirmou que os mandantes haviam decidido abandonar o duelo.

O que disse a equipe do Henrigey

Para a BBC, o técnico do Heringey, Tom Loizou, denunciou os xingamentos e agressões. Enquanto o zagueiro Coby Rowe foi alvo de ofensas, Valery Pajetat foi atingido com cuspes. Além disso, objetos foram atirados pela torcida em direção ao goleiro. “O abuso que meus jogadores sofreram foi nojento”, disse. Ainda, continuou falando que a decisão de deixar o jogo partiu dele e que não quer que o Yeovil seja punido. “Se nós formos expulsos do campeonato e eles avançarem, não haverá ressentimentos.”, finalizou.

Pelo Twitter, o perfil do Heringey Borough afirmou que 99,9% dos torcedores do Yeovil também se sentiram ofendidos com que ocorreu com o clube adversário. O treinador Darren Sarll, da equipe visitante, afirmou que se solidarizou com o time. “Os jogadores e eu decidimos apoiá-los e nos posicionar junto deles, para sermos mais fortes unidos. Ninguém deve sofrer discriminação ao vir a campo jogar futebol. Nós fazemos de tudo para vencer mas há certos níveis e limites que não podemos ultrapassar”, afirmou Sarll.

Casos de racismo na Europa

Os casos de racismo no país tem acontecido com uma certa frequência. Em dezembro de 2018, um torcedor do Tottenham atirou uma casca de banana em direção ao gabonês Aubameyang. O mesmo foi suspenso do estádio por quatro anos. Uma semana depois, Sterling, atacante do Manchester City, sofreu ataques racistas da torcida do Chelsea. O clube londrino identificou os torcedores, banindo um deles do estádio permanentemente.

Em seu primeiro jogo pelo Zenit, ouviu gritos de macaco da torcida do Cagliari antes da cobrança de pênalti. Na ocasião, Ultras da Inter pediram para que o atleta entendesse as manifestações.

Na última semana, a Inglaterra enfrentou a Bulgária pelas Eliminatórias da Eurocopa 2020. Sendo assim, torcedores búlgaros fizeram saudações nazistas e imitaram macacos. Ainda, alguns usaram camisetas escritas “no respect” (sem respeito, em inglês). Assim também, a mesma continha a logo da UEFA. A medida foi uma ironia para a campanha “respect” (respeito), em uma medida para erradicar o racismo dos estádios.

Foto Destaque: Reprodução / Twitter / YTFC

Lauren Berger
Lauren Berger, gaúcha e apaixonada por futebol. Cresci vendo grandes nomes do Brasil em campo e um sentimento especial cresceu em mim. Vi Ronaldinho Gaúcho, Fernandão, Cristiano Ronaldo, Iniesta e foi amor à primeira partida. Estudo na Universidade Luterana do Brasil-RS.

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