Como foram os anos do Corinthians com Andrés Sanchez de presidente

Como foram os anos do Corinthians com Andrés Sanchez de presidente

Após sete anos, Andrés Sanchez é eleito presidente do Timão para o triênio 2018-2020

O torcedor corintiano não pode dizer que tem uma cara nova como comandante geral do time. Na tarde do último sábado, 03 de fevereiro, o sócios elegeram como presidente do clube o Deputado Federal, Andrés Sanchez. No entanto, a eleição da chapa não foi muito bem recebida por parte dos aficionados.

Você agora vai conferir como foram os anos do Corinthians, quando o agora recém eleito estava por lá como gestor.

2007 e o rebaixamento

Um pouco antes de cair para segunda divisão, Andrés Sanchez assumiu a presidência do Corinthians. Na época, o clube passava por um escândalo envolvendo o já não mais parceiro de negócios MSI. Como o time já estava montado, o gestor nada pode fazer para evitar o maior vexame da história do time paulista. A queda em 2007 foi o resultado de um trabalho com mistura de momentos conturbado e de êxito.

O jogo fatídico foi contra o Grêmio no estádio Olímpico. A soma de resultados impossibilitou o Corinthians de escapar do seu rebaixamento. No mesmo dia, ainda no Sul, o recém eleito presidente afirmou que “Quem brincou com o Corinthians aproveita, pois agora não vai brincar mais”.

Ainda no mesmo ano, o presidente se mexeu para contratar um novo treinador. Foi quando observou o mesmo técnico que comandou o revés do clube no último jogo da Série A daquele ano. Mano Menezes assumiu o time um pouco antes do Natal. Essa foi a primeira cartada que Sanchez deu como presidente.

Corinthians empata com o Grêmio e é rebaixado para segunda divisão - 2007

Série B 2008 e poucos recursos financeiros

Ano novo e vida nova. Esse provérbio em parte fazia sentido ao Rubro Negro. A outra metade não fazia sentido, porque, por conta da má administração da diretoria anterior, o Corinthians passava por questões complicadas de rendimento financeiro.

Sem saída, Andrés teve que trabalhar com peças remanescentes da temporada anterior e contratar jogadores corriqueiramente chamados de “Bom e barato”. A primeiro momento, a iniciativa do presidente deu um certo resultado. No Campeonato Paulista de 2008, o clube não se classificou para fase eliminatória, mas também não deu vexame. Naquele momento, não envergonhar ainda mais a torcida era tarefa principal para o gestor.

Veio a série B. Em paralelo a competição, o Corinthians ainda jogava a Copa do Brasil que, de grão em grão, foi avançando na competição. Enquanto isso, na segunda divisão, Mano Menezes montava um projeto de time. Já sabendo dos poucos recursos financeiros, o treinador tentava adaptar o seu estilo de jogo de acordo com que Andrés conseguia pagar. Nessa de pensar em custo-benefício, o Timão trouxe grandes nomes que hoje já estão consolidados no futebol nacional. É o caso de Elias, Douglas, André Santos, Cristian, Chicão (aposentado), entre outros.

Final da Copa do Brasil e pequena crise

Desfilando na liderança da segundona, o clube paulista chegou à final da Copa do Brasil. O adversário foi o Sport Recife. O que era para ser um título inesperado, porém muito bem vindo, gerou um certo desgaste da torcida e uma pequena crise. Após perder no jogo de ida por 3 a 1, o Sport conseguiu reverter o resultado na partida de volta, sagrando-se campeão da competição nacional de 2008.

Apesar da baixa, o time paulista seguiu firme na saga de voltar à elite do futebol brasileiro. “Não basta apenas subir de divisão. Devemos ser campeões com folga”, foi o que falou o presidente quando já estavam prestes a subir de divsão. Não demorou muito para que a volta acontecesse. Foi em um jogo contra o Ceará, algumas rodadas antes do campeonato acabar.

Corinthians é campeão da série B - 2008

2009 fenomenal

Fim de 2008 chegou e o pensamento de Andrés foi montar um time com nomes um pouco mais conhecidos, mas não deixando de lado os que já deram certo. O presidente levou a sério a história trazer jogadores diferenciados. Em janeiro de 2009, o clube anunciou o atleta que mudaria para sempre a sua história. Ronaldo Fenômeno chegou no Parque São Jorge em baixo de festa, tornando, até então, a maior contratação do Corinthians.

A vinda do jogador foi a maior “jogada” do gestor corintiano. A desconfiança era evidente, porém ela foi passando conforme o atacante foi mostrando suas jogadas diferenciadas.

O time de Mano já estava bem montado e se encaixou ainda mais com o galático camisa 9. Com isso, os títulos viriam em questão de tempo. Só no primeiro semestre de 2009 foram dois: Paulista (invicto) e Copa do Brasil. O fenômeno se destacou nas duas competições, marcando golaços decisivos. O que a princípio parecia apenas uma jogada de marketing do clube, virou uma grande peça dentro das quatro linhas.

Não havia dúvidas de que a parceria do trio Andrés Sanchez, Mano Menezes e Ronaldo foi perfeita. Ambos eram unânimes entre sócios e torcedores.

Já no segundo semestre de 2009 o clube pensava no sonho de conquistar a Libertadores no ano seguinte, ano este que o time do Parque São Jorge completava 100 anos de história.

Ronaldo Fenômeno é apresentado ao Corinthians

O galático 2010 e o fracasso nos campeonatos

Não bastava apenas um jogador em destaque. Andrés queria mais e conseguiu. No início daquela temporada veio a contratação para consolidar a equipe como a favorita de tudo no ano do centenário. Roberto Carlos chegou e os títulos, como em 2009, pareciam tarefa fácil. Na teoria, sim. Na prática, não.

Paralelo ao Paulistão, o clube fazia boas partidas na fase de grupos da competição continental. No estadual, porém, chegou a última rodada precisando de outros times para ficar entre os quatro que iriam para semifinal. Por fim, não conseguiu. Inesperado, sim, mas desesperador, ainda não.

Classificado às oitavas de final da Libertadores como melhor primeiro colocado, o time corintiano pegou o Flamengo de Adriano Imperador. Resultado: eliminado em pleno Pacaembú lotado. Agora sim, desesperador.

Tchau, Mano Menezes

Todo investimento de Andrés na temporada foi praticamente desperdiçado. Restava apenas o Brasileirão, o que seria a única esperança de títulos do ano no Timão. Na metade daquele ano, Mano Menezes foi para Seleção Brasileira, deixando o Corinthians em segundo lugar no Campeonato Brasileiro.

Para o comando técnico, Adilson Baptista, que teve boa passagem pelo Cruzeiro, assumiu o time. No entanto, não conseguiu impor sua tática e não conseguiu aproveitar muito bem o atacante Ronaldo, que passo boa parte de 2010 no DM. Após a derrota contra o Atlético-GO por 4 a 3, no Pacaembú, Adilson foi demitido.

Às vésperas do centenário, Andrés deixou todos os corintianos felizes: anunciou a contratação do tão sonhado estádio. Menos de quatro anos depois, o local sediou a abertura da Copa do Mundo.

Faltando 7 rodadas para terminar o Campeonato Brasileiro, o Andrés tomou uma decisão que traria resultado a longo prazo. A contratação do Tite não trouxe o Brasileirão daquele ano, mas traria, mais tarde, sucesso em todos os sentidos.

A temporada terminou e o Corinthians ficou em terceiro na competição nacional. Resultado este que classificou a equipe apenas para pré-libertadores.

Corinthians é eliminado pelo Flamengo na Libertadores de 2010
Corinthians é eliminado pelo Flamengo na Libertadores de 2010

2011: o começo ruim, o final feliz e o fim da era Andrés Sanchez

A pré-libertadores definitivamente não foi um bom negócio para o Timão. Entre janeiro e fevereiro de 2011, com o Tite ainda entrosando a equipe, o clube enfrentou o Tolima. No primeiro jogo no Pacaembú, o empate em 0 a 0 deixou a torcida corinthiana com a pulta atrás da orelha. A partida foi marcada pelo fim da passagem do lateral-esquerdo Roberto Carlos, antes mesmo da partida de volta na Colômbia. O resultado de 2 a 0 para o Tolima eliminou o time do Parque São Jorge antes mesmo de entrar na fase de grupos do torneio continental.

A derrota ocasionou no fim da paciência do torcedor, no fim da carreira do Ronaldo e, até então, o que já se previa, na pequena passagem de Tite. No entanto, Andrés deu mais uma tacada certeira: permanecer o treinador no cargo. No começo, a decisão não foi muito bem vista, porém os resultados no Paulistão estavam curando aos poucos a ferida.

Derrota na final do Paulista, nova crise e chegada de Adriano Imperador

Após um bom Paulistão, o Corinthians chegou na final contra o Santos de Neymar. O Peixe era o favorito e confirmou isso dentro de campo. Depois da derrota, a equipe do Parque São Jorge passava por sua segunda crise no ano.

Nesse meio tempo, Andrés Sanchez negociou a contratação de Adriano Imperador para a disputa do Brasileirão daquela temporada. Porém, o camisa 10 não conseguiu manter um bom ritmo muito por conta das suas lesões.

Título Brasileiro

O presidente corintiano encerrou sua primeira passagem conquistando o Título do Campeonato Brasileiro de 2011. A manutenção do treinador foi fundamental não só para aquele ano, mas também para os anos seguintes. O pentacampeonato, após um começo de ano tão desesperador, desafogou o fim do mandato de Andrés, que poderia ser um fiasco.

Corinthians é pentacampeão brasileiro de futebol - 2011

Andrés Sanchez está de volta e promete fazer algumas mudanças em alguns cargos no Corinthians. A começar pelo diretor de futebol e ex-jogador, Alessandro.

Há quem diga que sem o começo do bom trabalho de Andrés em 2007, os títulos de 2012 – Libertadores e Mundial – não iriam chegar na galeria de troféus da equipe. Você concorda com isso?

 

 

 

Sergio Vitor

Sobre Sergio Vitor

Sergio Vitor já escreveu 152 posts nesse site..

Jornalista com 22 anos de idade, atua, há três, como repórter, redator e social media para uma revista especializada do setor de seguros, economia e negócios. Em 2016, ainda na graduação, começou a dedicar seu tempo escrevendo matérias no Futebol na Veia. Atualmente, é responsável pela análise de SEO do FNV, além de participar de programas esportivos na rádio, todos alinhados ao site.

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