Análise: a derrocada de um time estagnado

- O investimento expressivo do PSG não se traduz em glória; reformular é preciso
PSG Eliminação

Em pleno Parc des Princes, vitória do maior clube do mundo, na mais pura acepção das palavras. Os merengues, donos da Europa, não se intimidaram com uma atmosfera enlouquecedora, e fizeram festa na terra de Napoleão. O apito final do árbitro Felix Brych simbolizou a derrocada de um time milionário e ambicioso, mas estagnado, que sucumbiu às expectativas mais uma vez, com golpes cada vez mais letais ao seu torcedor.

A missão era extremamente complicada e ingrata. Isto é fato. Com ou sem Neymar, impor a um time como o Real Madrid uma sonora diferença de dois gols não é nada fácil. Essa empreitada, contudo, torna-se ainda mais complicada se, no campo, desfilam jogadores apáticos, sem gana nem tesão pela vitória.

Sim, caro leitor, esta foi a postura do PSG do péssimo Unai Emery, que teve seu futuro sacramentado com mais um revés.

Neymar se lesionou e, então, o jogo coletivo foi apontado como a solução para os franceses alcançarem a improvável remontada. Porém, quando a bola rolou, o que se viu foi um amontoado de jogadores em ritmo de treino: o já decadente Daniel Alves foi uma avenida; o meio-campo inexistiu e, por conseguinte, os atacantes apenas assistiram a bola rodar de um lado para o outro.

Isto posto, não tinha como ser diferente. O time que tenta comprar a glória morreu na praia, mais uma vez. De nada adiantaram os mais de 3 bilhões de reais injetados pelo milionário Nasser Al-Khelaifi desde que adquiriu 70% das ações do PSG, em 2011. Os parisienses almejam integrar o primeiro escalão do futebol mundial, mas, ainda hoje, é um time composto por um gênio e um bando de coadjuvantes.

Por isso, o time do Parc des Princes terá de se contentar com os títulos nacionais. Mais do que isso, chegou a hora de nova reformulação. Os veículos franceses não pouparam críticas a diversos jogadores. E o técnico não tem condição de se manter à frente do cargo. Unai Emery é fraco e omisso. Para completar, há a expectativa de que Neymar não volte a Paris após a Copa, na Rússia.

O PSG precisa repensar seu elenco e, sobretudo, sua filosofia. Está provado: gastos em proporções nababescas não formam um time vitorioso.

André Siqueira Cardoso

Sobre André Siqueira Cardoso

André Siqueira Cardoso já escreveu 313 posts nesse site..

Sou André Siqueira Cardoso, tenho 21 anos. Aluno de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atualmente trabalho em VEJA, com a cobertura do noticiário político. Apaixonado por esportes, jogador de futebol até hoje, tenho o sonho de cobrir uma Copa do Mundo.

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Sou André Siqueira Cardoso, tenho 21 anos. Aluno de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atualmente trabalho em VEJA, com a cobertura do noticiário político. Apaixonado por esportes, jogador de futebol até hoje, tenho o sonho de cobrir uma Copa do Mundo.

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