Análise da Premiação de Melhores do Ano da FIFA 2016

Finalmente chegou o dia de sabermos quem foram os melhores do ano escolhidos pela FIFA, feito por votação de jornalistas especializados, treinadores e capitães das Seleções. Vamos aos premiados:

SELEÇÃO DO MUNDO: Neuer (Bayern de Munique), Daniel Alves (Barcelona/Juventus), Piqué (Barcelona), Sérgio Ramos (Real Madrid) e Marcelo (Real Madrid); Modric (Real Madrid), Kroos (Real Madrid) e Iniesta (Barcelona); Suárez (Barcelona), Messi (Barcelona) e Cristiano Ronaldo (Real Madrid).

Análise: A maioria dos escolhidos para a seleção dos melhores jogadores do ano fazem total sentindo, são excelentes jogadores, realmente tiveram um bom ano, alguns ainda melhor que outros, mas vale alguma ressalva. Pepe poderia ter uma vaga neste time, visto que, assim como Cristiano Ronaldo, também foi campeão da Champions League, Eurocopa e Mundial de Clubes, podendo entrar no lugar do espanhol Piqué, que fez sim uma boa temporada, com três títulos espanhóis pelo Barcelona (La Liga, Copa do Rey e Supercopa da Espanha). Luis Suárez fez muitos gols pelo Barça, artilheiro do Campeonato Espanhol (La Liga) e da Copa do Rey, além de ser o artilheiro do ano das principais ligas européias o que lhe rendeu o prêmio de Chuteira de Ouro pela segunda vez, uma temporada de tirar o chapéu para um atacante. Sem contar as eliminação na Champions League para o Atlético de Madrid, a temporada foi digna de uma Seleção do Mundo para Suárez que teve ao seu lado os incontestáveis Cristiano Ronaldo e Messi. Mas quem deveria estar em seu lugar nesta seleção é o francês Antoine Griezmann. O francês foi o 5º melhor marcador e melhor jogador do Campeonato Espanhol, artilheiro, melhor jogador da Eurocopa e ainda foi para a Seleção da Euro e ficou com 2 vice-campeonatos, um na Champions League e outro na Eurocopa, perdendo ambos para os times do gajo Cristiano Ronaldo, além de ficar em 3º no espanhol com o Atlético de Madrid, também atrás do Real Madrid de CR7, segundo colocado. Indicado ao prêmio de melhor do mundo, junto a Cristiano e Messi, deveria no mínimo, estar na Seleção do Mundo foi considerado um dos três melhores jogadores do mundo. Vai entender. Na premiação os jogadores do Barcelona não compareceram, alegando estarem se preparando para seus jogos.

Momento in memoriam, com homanagens a Carlos Alberto Torres e Johan Cruyff, ícones do futebol nos anos 1970 e que morreram em 2016.

Prêmio aos torcedores: Os vencedores foram a dupla Liverpool e Borussia Dortmund, pelo mostrado nas arquibancadas em encontro na semifinal da Liga Europa 2015/16. As torcidas de ambos os clubes honraram as vítimas da tragédia de Hillsborough, que matou 96 pessoas, cantando ‘You'll never walk alone', canção do grupo  Gerry & The Pacemakers, que quer dizer ‘você nunca andará sozinho'.

Análise: De fato foi lindo, algo que viralizou na internet e fez todos os amantes de futebol do mundo pararem para ver que futebol é muito mais que 22 jogadores e uma bola. Linda homenagem. Porém, ao meu ver, o prêmio deveria ser dado também a torcida do Atlético Nacional da Colômbia por todas as homenagens que fizeram a Chapecoense, acidente que aconteceu no ano, que parou e chocou o mundo, fazendo render homenagens de todos os amantes de esporte pelo mundo e não apenas do futebol. Tivemos astro da NBA e muitos do futebol prestando solidariedade a Chape, mas o que torcida do Atlético fez foi sensacional, lotaram o estádio Atanasio Girardot, vestidos de branco, com velas e faixas de luto a Chapecoense no dia em que ocorreria o jogo. Foi SENSACIONAL. Não digo que tenha sido um erro o prêmio as torcidas de Liverpool e Borussia, mas talvez mal pensando.

MELHOR TREINADORA: A alemã Silvia Neid (Seleção Alemã) venceu o prêmio disputado com a sueca Pia Sundhage (Seleção Sueca) e a inglesa Jill Ellis (Seleção Americana).

Análise: Nada menos que o esperado. Jill Ellis vem fazendo um excelente trabalho com a Seleção dos Estados Unidos, mas foram eliminados logo de cara nas quartas de final para a Seleção Sueca, de Pia Sundhage, que poderia muito bem levar o prêmio de melhor treinadora ao fazer a limitada Seleção Sueca chegar a final eliminando o Brasil no pênaltis na semifinal (lembrando que já haviam perdido do mesmo Brasil na fase de grupos por 5 a 1 e se classificaram apenas em 3 do grupo como segunda melhor terceira colocada), mas perdeu a final para a Seleção Alemã, da agora 3 vezes melhor treinadora do mundo, Silvia Neid, que com o título das Olimpíadas, teve todo o mérito ao receber o prêmio.

PRÊMIO FAIR PLAY: Atlético Nacional, representado pelo presidente Juan Carlos de la Cuesta, vence o prêmio Fair Play de 2016, pela solidariedade prestada à Chapecoense.

Análise: Agora está explicado o “não prêmio” de melhor torcida ao Atlético Nacional, mas mesmo assim poderia ganhar os dois, mas uma boa forma de dividir. Prêmio Fair Play Incontestável.

MELHOR TÉCNICO: Na disputa estavam o italiano Claudio Ranieri (Leicester City), o francês Zinedine Zidane (Real Madrid) e o português Fernando Santos (Seleção Portuguesa). Zidane tinha a vantagem de ter o título do torneio europeu mais importante de clubes, a Champions League e de quebra um  Mundial de Clubes, já Ranieri e Fernando Santos a vantagem de terem conquistados títulos inéditos e improváveis com o título do Campeonato Inglês e Eurocopa, respectivamente. Cláudio Ranieri venceu o prêmio de melhor treinador de 2016.

Análise: Com a histórica conquista do modesto Leicester City, no campeonato que é considerado o mais difícil do mundo, o inglês, frente aos mais ricos e badalados times como Chelsea, Manchester City, Manchester United, Arsenal, Liverpool e Tottenham, Cláudio Ranieri tinha méritos para ser eleito o melhor técnico de 2016, pois tal feito não se repetirá tão cedo, a não ser que venham algum Xeque louco das Arábias aí, e compre o Leicester, pois mesmo que tenha se classificado em primeira em seu grupo da Champions e com apenas uma derrota e quando já estava classificado, “impossivelmente”, e tomara que eu queime minha língua, vencerá a Champions League. Já no campeonato inglês, é apenas o 15ª posição.

Andriy Shevchenko subiu ao palco para anunciar uma homenagem ao brasileiro Falcão, que disputou seu último mundial de futsal em 2016.

Falcão: “Como o Dani (Alves) falou, quando passa dos 30 a gente não sabe se pode mais. Estou com 39 anos sabendo que tudo que eu fiz durante a carreira valeu a pena. Estou aqui recebendo um prêmio , representando meu país. Recebendo respeito de jogadores, ex-jogadores. O futebol está aqui hoje. O mais bacana: tudo aos olhos dos meus filhos. Como brasileiro, agradecer toda solidariedade à Chapecoense. Recebo o prêmio em uma festa como a de hoje e posso olhar para trás e dizer que tudo valeu a pena”.

PRÊMIO PUSKÁS: O brasileiro Marlone (Corinthians) com um gol de voleio, disputava o prêmio de gol mais bonito do ano com o malaio Mohd Faiz Subri (Penang), que fez um gol de falta com um belíssimo efeito e a venezuelana Daniuska Rodríguez (Seleção Venezuelana), que fez fila na defesa paraguaia antes de marcar seu gol. O malaio Mohd Faiz Subri foi o vencedor.

Análise: Não deu para o brasileiro Marlone. O malaio fez realmente o melhor gol em minha opinião, pelo fato de que um gol de falta com aquele efeito não acontece todo dia. Já voleios vemos sempre. Para mim o gol de Neymar dando chapéu de costas ainda deveria estar entre os três mais bonitos.

MELHORA JOGADORA: Marta (Seleção Brasileira), Carli Lloyd (Seleção dos Estados Unidos) e Melanie Behringer (Seleção Alemã) disputavam o prêmio. Behringer era a favorita a vencer pelo título das Olimpíadas, mas o prêmio ficou o Lloyd. A alemã foi segunda e a brasileira terceira.

Análise: Não há explicações para o prêmio ser dado a Lloyd. É uma excelente jogadora, mas seu clube foi apenas 8º no campeonato nacional e sua seleção parou nas quartas diante da suécia. A alemã era favorita e deveria ter vencido, sendo que ainda foi a artilheira da competição com 5 gols e seu clube (Bayern de Munique) ainda foi campeão da Bundesliga de 2015/2016, então, erro da FIFA ao meu ver.

MELHOR JOGADOR DO MUNDO: O português Cristiano Ronaldo é o favorito e tem como adversários o francês Antoine Griezmann e o argentino Lionel Messi, que aparentemente já havia sido notificado de que não venceria o prêmio, nem compareceu, alegando que estava em preparação para os jogos do Barcelona, uma verdadeira desculpinha esfarrapada de quem não aceita perder. CR7 já foi várias vezes vice de Messi e compareceu em todas. Falta de Fair Play do argentino? Cristiano Ronaldo foi eleito o melhor do mundo, Messi segundo e Griezmann terceiro.

Análise: Deu o esperado. Cristiano Ronaldo já havia vencido os prêmios de melhor jogador da Europa e melhor jogador do mundo pela revista France Football, cujo ano passado ainda era junto a FIFA. Agora separados, Cristiano ganhou também o novo prêmio da FIFA, denominado The Best. Agora 4 vezes melhor do mundo, o português está a um prêmio de Lionel Messi, com 5. Ronaldo venceu muito pelos títulos da Champions League, da qual foi artilheiro, e da Eurocopa conquistada com Portugal de forma inédita. Ao meu ver todos os méritos ao craque que agradeceu muito a quem vive ao seu redor ao receber o prêmio.

“Esse prêmio eu ainda não tinha. Tinha muitas coisas para dizer mas agora bloqueei. Agradecer em primeiro lugar os companheiros de seleção e real. O treinador que eu achava que tivesse ganho. À minha família, todo meu staff que está sempre presente nos bons e maus momentos. 2016 foi o melhor ano da minha carreira. Havia muitas dúvidas. Mas um troféu demonstrou que as pessoas não são cegas, veem os jogos”, declarou o português.

“Depois daquilo que ganhei na seleção e clube eu não tinha de dúvidas que ia ganhar esse prêmio. Ano magnífico a nível pessoal e coletivo. Jamais posso esquecer desse ano maravilhoso. Todos que votaram em mim, muito obrigado. Não tenho mais nada a dizer. Os prêmios falam por si mesmos. Queria que o Messi e os jogadores do Barça estivessem aqui”, completou o português.

Recapitulando, Cristiano Ronaldo foi o melhor jogador e Carli Lloyd a melhor jogadora; Claudio Ranieri o melhor técnico e Silvia Neid a melhor treinadora. O time do ano foi Neuer; Daniel Alves, Sergio Ramos, Piqué e Marcelo; Modric, Kroos e Iniesta; Messi, Suárez e Cristiano Ronaldo. O prêmio Puskas foi para o malasiano Mohd Faiz Subri; o prêmio Fair Play para o Atlético Nacional; o prêmio das torcidas foi para um ato conjunto de torcedores do Liverpool e Borussia Dortmund. O único brasileiro premiado foi Falcão, que conquistou um prêmio pelo conjunto da obra de sua carreira no futsal.

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Eric Filardi
Eric Filardi
Quando pequeno quis ser jogador. O sonho de criança passou. Uma vida nova se anseia. Bem-vindo ao melhor site de futebol. Bem-vindo ao Futebol na Veia. Sou Eric Filardi, paulistano de 27 anos, criado em Taboão da Serra, jornalista pós-graduado em Jornalismo Esportivo e apaixonado por futebol. Como todo jornalista amo escrever. Como todo brasileiro amo futebol. Tenho meu clube e minhas preferências, mas viso o profissionalismo e a imparcialidade, sem deixar de lado a criatividade. Sou Tricolor, Peixe, Palestra e Timão. Sou da Colina, Glorioso, Flu e Mengão. Sou brasileiro, hermano, francês e italiano. Sou Ghiggia, Paolo Rossi, Caniggia e Zidane. Sou Alemanha dos 7 x 1, mas que o povo não se engane. Também sou Ronaldo, Romário, Zico, Garrincha e Pelé. Sou Bundesliga, MLS, Eredivisie e Premier. Sou das várzeas e dos terrões. Sou Clássico das Multidões. Sou Sul, Nordeste, Amazônia e Pantanal. Sou Galo, Raposa, Bavi e Grenal. Sou Ásia e África. Sou Barça e Real. Sou as Américas, a Europa, sou o mundo em geral. Sou a festa nas arquibancadas que o estádio incendeia: sou Futebol na Veia.
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