Aline Pellegrino: sucesso dentro e fora de campo

- Conheça a história da ex-capitã da Seleção Brasileira que tem mudado o futebol feminino brasileiro
Coordenadora de competições femininas da CBF Aline Pellegrino

Na coluna Rainhas da Bola dessa semana, contaremos a trajetória da Aline Pellegrino dentro do futebol feminino no Brasil. A ex-capitã da Seleção Brasileira traz em seu currículo profissional conquistas históricas ao longo dos seus 16 anos no esporte. Dentro e fora de campo a ex-zagueira brilha. Atualmente, a Pelle foi reconhecida novamente pelo o seu trabalho. Sendo assim, convidada a se tornar a nova Coordenadora de competições femininas da CBF.

O COMEÇO DE TUDO A SELEÇÃO BRASILEIRA

Aline Pellegrino nasceu em São Paulo dia 06 de julho de 1982. Sua prática esportiva começou aos seis anos. A princípio, praticou handebol, ginástica, atletismo e vôlei. Mas, não desperdiçava as oportunidades de jogar futebol com os seus colegas de vizinhança. O que muitos talvez não saibam, é que o sonho de Aline era ser professora de Educação Física. Todavia, o destino reservava outros rumos para a atleta.

Assim, aos quinze anos de idade, iniciou a sua carreira profissional como jogadora. Aumentando o seu amor pelo esporte. Contudo, no malabarismo com os seus compromissos da época, teve que abrir mão do futebol. Entretanto, não da sua paixão pela modalidade.

A vida seguiu e Aline regressou para o futebol. Entre os anos na modalidade, teve passagens pelos clubes: São Paulo FC, equipe que em sua primeira competição foi campeã do Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino de 1997. Pelo Juventus, atuou apenas nove meses. Pelo time da faculdade que estudava, entrou no São Bento de Sorocaba, onde conquistou a medalha de ouro dos Jogos Mundiais Universitários (Universíade) de Pequim. Durante seis meses integrou O-hara Nagano, do Japão. No Santos, conquistou as Copas do Brasil de 2008 e 2009 e a Copa Libertadores da América de 2010. Também passou pelo clube russo WFC Rossiyanka. Mas, como não se adaptou ao idioma do país, voltou ao Brasil e finalizou a sua carreira no Juventus/São Caetano em 2013.

Pela Seleção Brasileira Feminina defendeu a camisa verde e amarela durante nove anos, muito deles como capitã. Sua passagem pela equipe foi de 2004 a 2013. As suas principais conquistas como jogadora ficaram por conta da medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007. Além de, vice-campeã na Copa do Mundo de 2007 e medalha de prata nos Jogos Olímpicos de 2004.

FORA DE CAMPO: NOVO CAMINHO COM A FPF

Começando pelo o final do seu tempo fora de campo, a ex-atleta teve quatro anos de muito aprendizado e evolução no futebol feminino brasileiro. Dessa forma, as conquistas mesmo depois da sua saída da Seleção Brasileira continuaram a todo vapor.

Em junho de 2016, a Pelle mudou a história da modalidade no estado de São Paulo. Ou seja, Aline Pellegrino, conquistou o cargo de Diretora de futebol feminino da Federação Paulista de Futebol, em SP. Junto com a entidade e seus coparticipantes, a ex-atleta transformou o  olhar e cuidado pelo o esporte na cidade.

Durante a sua gestão, o futebol feminino paulista virou exemplo para outras federações. Ou seja, com muita dedicação e coletividade, Aline construiu um legado de sucesso para todas no esporte de São Paulo.

Segundo ela, essa transformação na estrutura ocasionou graças ao olhar individual para cada clube do estado. Dessa maneira, se entendia qual era as limitações e objetivos de cada um e, se criava processo próprios realçando os pontos fortes segundo a história deles. Sendo assim, era reconhecido o que poderia ser feito a longo, curto e médio prazo.

Nesse sentido, a Federação ficou marcada pela trajetória de consistência e de bons resultados de Aline Pellegrino. O que por sua vez, a levou a um novo destino.

“Hoje é um até breve… vou continuar próxima daqui. Tenho certeza que a gente já é muito forte, então o que precisamos é nos conectar”, disse Aline Pellegrino durante entrevista para a CBF sobre a sua saída do cargo na FPF.

A chegada ao novo desafio em sua carreira partiu da sua excelente atuação, como citado no texto acima. Então, neste ano (2020), Aline Pellegrino se despediu do seu cargo dentro da Federação Paulista de Futebol de São Paulo. Assim, chegou à Confederação Brasileira de Futebol Feminino.

NOVO DESAFIO

Aline iniciou nesse novo cargo, criado a partir de sua contratação, com objetivos, desafios e planos bem definidos. Nessa nova pasta, ela irá mapear todas as possibilidades positivas e negativas para as competições femininas. Dessa forma, tendo um cuidado maior pelo o futebol feminino e consequentemente aumentando a sua visibilidade.

Em sua fala, um dos objetivos nesse novo momento é construir junto com as federações e os clubes, em um período curto, um calendário que seja mais próximo do ideal para todos.

Durante a coletiva de posse ao novo cargo, Aline Pellegrino ainda discorreu sobre as suas expectativas e maiores obstáculos dentro dessa nova posição junto a CBF. Bem como, o seu otimismo para o início dessa fase com o Futebol Feminino Brasileiro, agora, em uma amplitude maior.

“A gente avançou muito nos últimos anos. É a mesma casa, com muitas pessoas que eu convivi lá no passado. Então é muito bom também reencontrar essas pessoas. Mas, apesar de tudo, é uma casa nova, uma casa reformulada, com outra visão de futebol brasileiro. E as mulheres fazem parte desse futebol brasileiro. Isso passa uma confiança muito grande para mim, sem dúvida nenhuma. É a mesma casa, mas está totalmente diferente, totalmente renovada, com outro ar, com outro espírito e é muito perceptível isso nessa minha chegada, depois de tantos anos. Eu fico muito feliz que eu tenha chegado nesse momento”,  finaliza Aline Pellegrino em coletiva.

A nova Coordenadora ficará responsável pelos Campeonatos Brasileiros femininos sub-18 e sub-16. Além das divisões nacionais adultas das Séries A1 e A2.

 

 

Foto Destaque: Reprodução/Greg Baker/AP

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Amanda Scarlatt
Amanda Scarlatt
Cristã, paulistana, jornalista e palmeirense. Amo poder ter o jornalismo como a minha maneira de expressão. Sou apaixonada pelo meio digital e tudo que podemos construir nele por meio da comunicação. Acredito fielmente na essência de uma boa matéria jornalística -a investigação-, isso, independente da editoria e meio. Enfim, viva o jornalismo! E, respeitemos a profissão e os profissionais.

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