Alfredo Di Stéfano, a Flecha Loira, completaria 94 anos

- Um dos melhores e maiores jogadores de futebol de todos os tempos faria aniversário hoje

Neste sábado (4), a coluna Parabéns ao Craque homenageia um dos maiores atacantes de todos os tempos. O argentino Alfredo Di Stéfano completaria 94 anos. Ele é ídolo do Real Madrid, River Plate e Millionarios. Nascido em Buenos Aires, na Argentina, o ex-atacante era um matador, obcecado pelo gol. Além de goleador, era muito veloz. Devido aos cabelos loiros, recebeu o apelido de Flecha Loira.

RIVER PLATE

No ano de 1943, o jovem jogador estreava pelo River Plate. Logo aos 15 segundos de partida mostrou toda sua fome de gol, quando marcou seu primeiro tento. Este gol foi um recorde que durou por muitos anos na Argentina. Apesar de uma estreia esplendida, o atacante teve uma breve passagem pelo Huracan por empréstimo. Logo na sua volta o jogador mostrava cada vez mais sua habilidade e seus gols.

Foto: Reprodução/Goal

Ganhou logo os corações dos torcedores que cantavam para ele “Socorro, socorro, aí vem a Flecha com sua propulsão a jato”. Foram muitos gols e cada vez mais aumentava sua idolatria no clube. As atuações e gols levaram o atacante para Seleção Argentina. Por fim, após uma greve dos jogadores argentinos, Di Stéfano decidiu se transferir para o Millionarios, da Colômbia.

LIGA PIRATA

Na década de 40, a Colômbia resolveu criar uma Liga para trazer os maiores jogadores do mundo para seu campeonato. E isso não poderia ser diferente com o matador argentino.

Di Stéfano foi um dos vários grandes nomes a desembarcar no novo Eldorado do futebol. A Flecha Loira assinou contrato com o Millionarios. Sua transferência não rendeu qualquer valor para o River, uma vez que a nova Liga da Colômbia não era filiada a FIFA.

Di Stéfano e Pelé. Foto: Reprodução/Marca Colômbia

Na Colômbia rendeu elogios do companheiro de clube, Miguel Muñoz:

“Di Stéfano foi extraordinário. Apareceu na defesa, no meio campo, no ataque. Ele deixou três de nós sentados. Quando ele pegou a bola, você não conseguia pega-la, apenas reze para que ele a passe”.

Foram poucos anos no campeonato, mas seus gols e jogadas geniais ajudaram o clube a conquistar títulos e se tornando um dos maiores jogadores da história do clube. O atacante chamou tanto atenção que foi convocado para seleção colombiana, porem para poucos jogos.

Em março de 1962, Di Stéfano foi à Espanha participar de um torneio de futebol, curiosamente jogando pelo River Plate. O artilheiro acabou chamando a atenção de Real Madrid e Barcelona.

REAL MADRID

Então no dia 22 de setembro de 1963, o Real Madrid anunciava a contração de Di Stéfano, que futuramente seria considerado um dos maiores jogadores da história do clube. Além disso, no seu primeiro clássico contra o Barcelona o jogador fez logo uma triplete. Ele rendeu elogios do ex-jogador do Real Madrid Emiliano Butragueño:

“A história do Real Madrid começa de fato com a vinda de Di Stéfano”.

O atacante chegou para abrilhantar o futebol do clube e era um gênio dentro de campo. Logo conquistou todos os torcedores merengues. Os gols e jogadas espetaculares ajudaram o clube conquistar oito títulos espanhóis em 11 anos.

Foto: Reprodução/Veja

Aos que pensaram que os títulos foram apenas em âmbito nacional, a Flecha Loira ajudou o clube a conquistar a Europa. Estas conquistas ajudaram o clube a ser considerado o melhor time do continente.

Ademais, a cada temporada que passava, o atacante marcava mais e mais gols, transformando-se no maior jogador de futebol do país. Pelo Real Madrid, tornou-se o maior artilheiro da história do clube, até o ano de 2009, quando foi ultrapassado por Raul e depois Cristiano Ronaldo.

Os adversários não tinham palavras para descrever como era enfrentar Di Stéfano. O ex-jogador do Atlético de Madrid, Joaquín Peiró, afirmou:

“Para min, o número 1 é Di Stéfano. Aqueles que o viram, viram. Os que não o viram, perderam”.

Ademais, outro adversário que rasgou elogios ao jogador, foi o ex-técnico do Barcelona, Helenio Herrera, comentou:

“Se Pelé foi o violista principal, Di Stéfano foi a orquestra inteira”.

NA HISTÓRIA DO REAL

Suas partidas e belíssimas jogadas fizeram com que fosse até mesmo convocado para defender a seleção da Espanha. Tornando-se, assim, a terceira seleção que o atleta defendeu.

Foram 11 anos de Real Madrid. Neste período o atacante foi coroado por duas vezes com o Ballon d’Or. Chegaria inclusive a quase ganhar pela terceira, mas era possível votar em jogar que já tivesse ganhando em outras duas oportunidades.

O ex-presidente do Real Madrid, Ramón Calderón, afirmou que:

“Ele fez a Espanha torcer pelo Real Madrid. E também foi ele que levou o clube além das fronteiras”.

Foto: Divulgação/Real Madrid

Sua carreira no clube merengue foi algo inexplicável, já que o atleta era um gênio dentro de campo. Sua idolatria é tão grande que o Estádio que existe dentre do centro de treinamento do clube leva o nome de Di Stéfano. Além disso, o argentino é Presidente de Honra do clube.

Ademais, as brilhantes jogadas fizeram com que grandes craques não deixassem de rasgar elogios ao jogador.

“Alfredo Di Stéfano é talvez o melhor jogador que já vi” – Bobby Charlton

“As pessoas discutem entre Pelé e Maradona. Di Stéfano é o melhor, muito mais completo” – Pelé

“O jogador de futebol mais completo do mundo” – Franz Beckenbauer

Após a idolatria no Real Madrid, o atacante trocou de clube na Espanha, mas ainda tinha como maior inimigo o Barcelona. Em 1964 foi contrato pelo Espanyol, onde foram apenas duas temporadas, marcando sua história no clube.

COPA DO MUNDO

Mesmo abrilhantando os campos da Argentina, Colômbia e Espanha, fazendo que todos os grandes nomes do futebol mundial o referenciem, Di Stéfano não conseguiu levar suas jogadas e seus gols à uma Copa do Mundo. Primeiramente, na Copa de 1950, que foi realizada no Brasil, além seleção Argentina que resolveu não disputar a competição, em um ato de greve.

Foto: Reprodução/IG

O jogador não poderia jogar por fazer parte da Liga Pirata da Colômbia, uma vez que como a FIFA não reconhecia a competição, nenhum jogador que disputasse a competição poderia disputar um mundial.

Logo depois, na Copa de 1954, o jogador estava no processo de se naturalizar espanhol, porém a documentação não chegou a tempo e isso fez com que não disputasse o mundial. Na edição de 58 a Espanha não se classificou e em 1962 o jogador estava machucado. Apesar de não ter disputado um Mundial, quem saiu perdendo nesta história foi a Copa do Mundo, por não ter um dos maiores jogadores da história no torneio.

TREINADOR

Após pendurar as chuteiras, o ex-atacante tornou-se treinador de futebol. Ele trabalhou em vários clubes, como o River Plate, time que foi revelado, mas também dirigiu o maior rival Boca Juniors.

Por fim, o ex-jogador ainda dirigiu o Real Madrid por duas oportunidades e levantando um caneco. Porém foi no Valencia que obteve o maior sucesso conquistando um total de três títulos.

Foto destaque: Divulgação/Real Madrid

Eddie Toschi

Sobre Eddie Toschi

Eddie Toschi já escreveu 79 posts nesse site..

Edwaldo Toschi, bacharel em Direito e especialista em Jornalista esportivo através de cursos ministrados por jornalistas renomados como Alexandre Praetzel, Celso Unzelte, Mário Marra dentro outros. Sou um apaixonado por futebol. Apresentador do canal Sai Que é Sua no YouTube.

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