Alan Cariús, o jogador brasileiro que atualmente atua na Turquia

- Antes na Áustria, ele falou um pouco sobre sua trajetória e como foi chegar no país desconhecido
Alan Cariús

Poucos jogadores conseguem se tornar profissional”. Em suma, uma frase que traduz a realidade vivida por muitos jovens que tentam a carreira no futebol. Sendo assim, conversamos com Alan Cariús, que nos contou um pouco de sua trajetória e dificuldades que encontrou até se tornar profissional. Além disso, contou um pouco da experiência na Áustria e quais os planos pro futuro. Confira, esse bate papo na Coluna Lado B do Futebol.

PING-PONG COM ALAN CARIÚS

Você tem passagens por várias equipes de formação no no Brasil. Fale um pouco da sua trajetória.

“A princípio, minha trajetória começou no C.R Vasco da Gama onde cheguei com 10 anos. Passei por um teste e fui aprovado. Assim, fiquei no Vasco por quatro anos. No meu segundo ano de infantil eu fui liberado. Logo após, apareceu uma oportunidade para eu ir jogar em São Paulo, no Ituano F.C. Fui pra São Paulo e fiquei cerca de um mês e meio. Contudo, por ser muito longe da minha casa e eu ter pouco idade, nunca tinha ficado tão longe, quis voltar pra casa. Logo, em seguida apareceu a oportunidade de eu fazer um teste no Volta Redonda F.C, fiz um único treino e fui aprovado.”

Como foi a sua passagem por outros clubes?

“Joguei na base do Volta Redonda por três anos, onde pulei etapas e jogando sempre categorias acima, e no ano de 2015 fui promovido ao profissional. Assim, joguei o Campeonato Carioca do mesmo ano, onde me destaquei pelos jogos e pela pouca idade. Dessa forma, três grandes clubes brasileiros tiveram interesse em mim. Flamengo, Palmeiras e Atlético Paranaense. Contudo, decidi ir para o Flamengo, por seu no meu estado e por ser o Flamengo. Logo, Fiquei por um ano e oito meses, ganhei a Copa São Paulo 2016 e depois retornei ao Volta Redonda. Posteriormente, no meio de 2017, apareceu a chance de me transferir pra Europa, onde estou até hoje.”

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Muito se fala da dificuldade em virar profissional no Brasil. Conte, como foi para você ? Pensou em desistir?

“A dificuldade é muito grande, tem muita concorrência, muitos poucos jogadores consegue se tornar profissional. Um grande exemplo é que joguei no sub-17 do Volta Redonda em 2014, onde fomos semifinalista do Carioca, fomos eliminados nos pênaltis para o Fluminense e daquele time só eu e mais um nos tornamos profissionais. Porém, costumo falar que todo mundo sempre vê o sucesso, nunca se vê o que realmente precisamos passar para chegar ao profissional. Afinal, para mim não foi diferente. Tive que correr muito atrás, abdicar de muitas coisas. Entretanto, valeu a pena. Porém, nunca passou na minha cabeça em desistir, sempre tive meu objetivo e sabia onde queria chegar.”

Pretende voltar a atuar no futebol brasileiro em algum momento ?

“Com certeza pretendo sim voltar a jogar no Brasil. Tenho muita vontade de atuar nos clubes onde passei pela base. No Volta Redonda já tive essa experiência mas quero voltar novamente, nos outros clubes não tive. Sendo assim, um dos meus sonhos é poder voltar e atuar nesses clubes.”

Como foi chegar em um país completamente desconhecido? Como foi a adaptação?

“Quando eu cheguei foi um choque pra mim, idioma, futebol, comida. Tudo novo, sempre difícil. Em uma semana de treinamento, já fiz meu primeiro amistoso. E aqui a intensidade é totalmente diferente do Brasil. Eu nem via a bola, eu corria pro ataque ela já estava na defesa, eu ia pra defesa ela já estava no ataque. Fiquei perdido. Logo depois, fui entendendo a filosofia, tive a sorte de ter um outro brasileiro no clube e que me ajudou muito. Simultaneamente, nos seis meses iniciais, eu não entendia nada do alemão foi bastante difícil.”

Tem alguma história curiosa que aconteceu na Áustria?

“Não sei se é uma história curiosa, mas aqui eles têm um uma mania de fazer algumas coisas juntos com o time. Assim também, já fui atirar com arco e flecha, paintball. Escalar, jogar futebol, golfe, entre outras coisas.”

Para finalizar, quais são as pretensões do Alan Cariús pro futuro ?

“Antes de mais nada, minhas pretensões são crescer cada vez mais, evoluir a cada dia. Além disso, ir pra uma liga mundialmente conhecida, um time de grande expressão e ter sucesso na minha carreira”.

Foto destaque: Reprodução/Arquivo Pessoal

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Sobre Gilvan Junior

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Gilvan Junior, 20 anos, natural de Feira de Santana, estudante de jornalismo pela FAT. Desde pequeno, meu principal assunto era o esporte. Sempre acompanhado programas, sites, etc. Decidir, partir pra área que me dará a oportunidade de viver daquilo que mais amo. O futebol.

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