A trajetória da Seleção Feminina dos Estados Unidos

- A equipe tetracampeã mundial lidera o ranking da FIFA
Seleção Feminina conquista o tetracampeonato

A Seleção Feminina dos Estados Unidos é gerida pela Federação dos Estados Unidos e compete na Concacaf. Aliás, é o time mais bem sucedido no futebol feminino mundial. Já que venceu quatro Copas do Mundo, incluindo a primeira, em 1991, e possui quatro medalhas de ouro olímpicas, oito Copas Ouro Feminina e dez Algarve Cups. Inclusive, a equipe ocupa a primeira colocação no ranking da FIFA.

INÍCIO

A primeira partida disputada pela seleção americana foi em 18 de agosto de 1985, no Mundialito. A saber, eram dirigidas pelo técnico Mie Ryan e foram derrotadas por 1 x 0 para a seleção italiana. Ao passo que a primeira grande vitória foi no Campeonato Mundial de 1991. Assim, as americanas golearam nas quartas de final e nas semifinais. Já na final, bateram a seleção da Noruega por 2 x 1. A artilheira do time foi Michelle Akers, com 10 gols anotados, inclusive os dois da final. Além disso, Carin Jennings foi eleita a melhor jogadora da competição.

Foi com a vitória na Copa do Mundo de 1999 que a seleção americana ficou conhecida no cenário mundial. Salvo que a final contou com o público de mais de 90 mil pessoas no estádio Rose Bowl, em Pasadena. Na ocasião, venceram a seleção da China nos pênaltis por 5 x 4, após empate sem gols no tempo normal e na prorrogação.  A goleira Briana Scurry defendeu a última penalidade das chinesas.

CONQUISTAS IMPORTANTES

Em 2011, pelas quartas de final do mundial, derrotaram a seleção brasileira nos pênaltis. Posto que o gol de Abby Wambach, marcado aos 47 minutos do segundo tempo da prorrogação, foi eleito o mais importante na história do futebol norte-americano e o mais importante na historia da Copa do Mundo de Futebol Feminino. No entanto, na final, foram derrotadas pelas japonesas, novamente nos pênaltis, após empate em 2 x 2. Hope Solo foi eleita a melhor goleira do torneio e Wambach foi eleita a segunda melhor jogadora da Copa atrás apenas de Homare Sawa, do Japão.

No ano seguinte, a seleção americana conquistou seu quarto ouro em cinco torneios ao derrotar o Japão na final por 2 x 1. Inclusive, a decisão teve o público de 80 mil torcedores no Estádio Wembley, o maior publico para uma partida de futebol feminino em toda a história das olimpíadas. O torneio marcou a primeira vez que a seleção americana venceu todos os jogos no caminho até a medalha de ouro. As americanas estabeleceram também o recorde de maior número de gols marcados num torneio olímpico de futebol feminino: 16.

LIGA FEMININA PROFISSIONAL AMERICANA

Com o surgimento da Liga Feminina Profissional Americana (NWSL), em 2013, surgiram oportunidades e jogos profissionais para diversas jogadoras de futebol. E foi nessa época que a seleção ficou 43 jogos sem perder. A sequência começou em 2012, na Algarve Cup, e foi até a edição de 2014 do torneio, quando foram derrotadas pela Suécia por 1 x 0. Na final da Copa do mundo de 2015, venceram a seleção do Japão por 5 x 2 na final e se tornaram a primeira seleção de futebol feminino do mundo tricampeão mundial. Assim como a partida também registrou o hat-trick mais rápido de toda a história das Copas do Mundo. Visto que aos 16 minutos de jogo, a meio campista Carli Lloyd já havia marcado três gols.

Após a derrota nas Olimpíadas de 2016, a seleção americana amargou três derrotas em casa. Já em 11 de junho de 2019 aplicaram a incrível de goleada de 13 x 0 sobre a Seleção Tailandesa na fase de grupos da Copa do Mundo, tornando este placar a maior goleada da história própria e também de todas as Copas do Mundo, sejam masculinas ou femininas.

DIFERENÇAS ENTRE SALÁRIOS DA EQUIPE FEMININA E DA MASCULINA

Ao vencer a edição de 2019 da Copa do Mundo Feminina, ficou evidente a diferença de valores no quesito premiação. O “bicho” recebido pelo futebol masculino por ter jogado a última Copa foi de US$ 407 mil, enquanto as mulheres levaram apenas US$ 75 mil. Além disso, o bônus máximo por atleta também vale ser destacado. O maior valor que um jogador poderia receber era de US$ 1,14 milhão, enquanto para uma atleta, o máximo seria de US$ 260,8 mil. Em contrapartida, a seleção feminina, anteriormente comandada por Jill Ellis, arrecadou US$ 50,8 milhões, quase um milhão a mais que os homens, com US$ 49,9 milhões. A seleção feminina ainda dá quase o dobro do lucro da masculina: US$ 17,6 milhões contra US$ 9 milhões.

As categorias de base são um dos pilares da hegemonia. Além disso, o investimento na categoria permite que sempre ocorra uma renovação de qualidade, permitindo que o futebol permaneça de alto nível. O diferencial do país é que desde muito cedo as meninas têm a possibilidade de praticar o esporte e, quando mais velhas, têm a possibilidade de utilizá-lo como uma forma de conseguir uma bolsa na universidade.

RECONHECIMENTO E PROTESTOS NA CAMPANHA DE 2019

Com a conquista do tetracampeonato da Copa do Mundo, na França, a seleção feminina, liderada por Megan Rapinoe, foi escolhida pela revista americana Time a Atleta do Ano. Além do título, houve também um discurso social em favor da valorização das mulheres no esporte. Além disso, na comemoração, as atletas reivindicaram pagamentos iguais aos recebidos pelos homens.

Capitã da equipe, Megan Rapinoe, foi eleita a melhor do mundo pela FIFA neste ano. E em nenhuma das partidas cantou o hino nacional ou colocou a mão no peito como protesto contra a federação e contra a desigualdade entre homens e mulheres. A equipe também não fez a tradicional visita dos campeões americanos à Casa Branca, na capital Washington, em consequência de farpas trocadas entre o presidente Donald Trump e Rapinoe durante o Mundial.

https://twitter.com/FIFAcom/status/1176226174017703948

Foto destaque: Bernadett Szabo/Reuters.

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Jéssica Albuquerque
Jéssica Albuquerque
Sou formada em Letras e atualmente curso Jornalismo. Sempre gostei de ler e de escrever, o que me levou a seguir nessas áreas.

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