Final

A Coluna Papo Azteca dessa semana traz a história de uma das maiores decisões da historia do futebol mexicano. Por certo, o dia 10 de junho de 1984 é uma data histórica para o futebol mexicano, pois foi o dia da decisão de título mais lembrada nos 77 anos de história do Campeonato Mexicano, tanto que é conhecida como A Final do Século XX Mexicano. Dessa forma, na ocasião, o certame foi decidido entre dois dos times mais populares do México. América e Chivas Guadalajara fizeram o Super Clássico, com Las Aguillas levando a melhor em dois jogos históricos.

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A COMPETIÇÃO

A primeira divisão mexicana de 1983-1984 era disputada com uma fórmula diferente da atual. Além Disso, ainda não existia o sistema de Apertura e Clausura. Nesse sentido o campeonato tinha 20 participantes divididos em 4 grupos de 5 times no sistema de turno e returno.

Os dois primeiros de cada grupo se classificavam para as Quartas-de-Final. Desse modo, as equipes participantes eram América, Atlante, Atlas, Atlético Morelia, Atlético Potosino, Cruz Azul, Chivas Guadalajara, Léon, Monterrey, Necaxa, Neza, Oaxtepec, Puebla, Tampico Madero, Tecos UAG, Tigres UANL, Toluca, União de Curtidores, Universidadad de Guadalajara e UNAM. Roberto Outes do Necaxa foi o artilheiro com 28 gols.

CAMPANHA DO AMÉRICA

Os Americanistas estavam no grupo 1, com Monterrey, Necaxa, Atlas e Atlético Potosino. Após 38 partidas, foram 18 vitórias, 15 empates e 5 derrotas. Na época a vitória valia 2 pontos, empate 1 ponto e derrota. Por consequência, ficaram com a primeira colocação e avançaram para a fase seguinte.

Nas quartas de final o adversário foi o Monterrey. No primeiro duelo, no Estádio Técnológico, em Monterrey, as duas equipes terminaram empatadas em 1 x 1, Francisco Cruz marcou para os Albiazules. Eduardo Bacas empatou para o América. Posteriormente, no jogo de volta, realizado no Estádio Azteca, Las Aguillas venceram por 1 x 0, gol de Bacas novamente.

Logo depois, nas semifinais, o desafio era Clássico Jovem contra o Cruz Azul. Na primeira partida, os Americanistas venceram por 2 x 0, gols de Juan Antônio Luna e Daniel Brailovsky. Na volta, empate sem gols. Assim o América chegava a final.

CAMPANHA DO CHIVAS

Por outro lado, El Rebaño Sagrado ficou no grupo 3, acompanhado de Atlante, Neza, Toluca e Tanners Union. Ao final das 38 rodadas da fase classificatória, a equipe de Guadalajara somou 46 pontos ganhos, com 15 triunfos, 16 empates e 7 derrotas, 1 ponto a menos que primeiro colocado Atlante. Como resultado, o segundo lugar deu a classificação para as quartas.

Em seguida na fase seguinte, o Chivas enfrentou o Tecos UAG, clube da cidade de Zapopan. No primeiro confronto, a vitória foi dos Tecoletes pela vantagem mínima no marcador. Quem anotou foi Rafael Luna. Na volta, no Estádio Jalisco, o Campeonissímo, devolveu o placar da Ida e levou a Decisão para as penalidades máximas. Após uma longa disputa de penais, o time da casa venceu por 9 x 8 e assim avançou de fase.

Por conseguinte, nas semifinais, o duelo foi contra a UNAM (atual Pumas). No primeiro jogo, em Jalisco, vitória do Chivas por 2 x 1, gols marcados por Ricardo Pérez e Eduardo da Torre. A UNAM diminuiu com Luis Flores. Posteriormente, no Olímpico Universitário, a UNAM devolveu derrota na ida, com Ricardo Ferreti e Manuel Negrete marcando para o time da casa e Eduardo Cisneros descontando. Como resultado, mais uma disputa por pênaltis. A equipe de Guadalajara venceu por 5 x 3. Assim sendo, a vaga na final estava garntida.

CHIVAS 2 X 2 AMÉRICA- 1º JOGO DA FINAL

O primeiro duelo da decisão do título aconteceu no dia 7 de junho de 1984, no Estádio Jalisco em Guadalajara, com um público de 56.713 pessoas. O placar foi inaugurado aos 9 minutos da primeira etapa, pelo América, com Carlos Hermossilio, que aproveitou o rebote do goleiro Celestino Morales.

Posteriormente, já no segundo tempo, aos 17 minutos, Mário Trejo recebeu um cruzamento na grande área completamente livre de marcação e ampliou a vantagem. Aos 34’, após confusão na área do América, Eduardo da Torre diminuiu. 3 minutos depois de outra confusão na área Americanista, Ninho da Torre aproveitou a sobra e deixou tudo igual. A decisão ficaria mesmo para o Estádio Azteca.

 AMÉRICA 3 X 1 CHIVAS- 2º JOGO DA FINAL

Dia 10 de Junho de 1984, a partida estava marcada para começar ao meio-dia, no Estádio Azteca, tomado por cerca de 114.600 torcedores. Na primeira etapa o América teve um jogador expulso. Aos 26 minutos, Armando Manzo foi expulso, depois de uma entrada por trás no jogador do Chivas. Após pressão da equipe de Guadalajara, aos 43’, o goleiro Americanista, Miguel Zelada cometeu pênalti em Eduardo Cisneros. Desse maneira, o guarda-meta Zelada defendeu a cobrança.

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Na etapa derradeira, o América saiu na frente, após um chute cruzado de Eduardo Bacas, aos 11 minutos, inaugurando o marcador. 9 minutos depois, cruzamento do lado esquerdo e Alfredo Tena fez o segundo. Anteriormente, Eduardo Cisneros havia perdido uma grande chance.

O Chivas foi em busca da reação, com isso, conseguiu um pênalti após o árbitro interpretar que Mario Trejo, salvou com a mão a cabeçada de Demetrio Madero. Fernando Quirante converteu o Pênalti aos 38’ do segundo tempo, deixando a final ainda mais dramática. Porém, já nos acréscimos, Javier Aguirre invadiu a área e chutou no canto esquerdo goleiro Celestino Morales, que chegou a tocar na bola. Desse modo, Aguirre deu a vitória e o 4º título mexicano da história do América.

Foto Destacada: Reprodução/AS México

Amaury Ferreira
Escolhi o Jornalismo como profissão, porque desde a minha infância sempre fui fascinado pelos âncoras de telejornais e pelas transmissões esportivas no rádio e na televisão, a relação com meu time do coração também influenciou na minha escolha. Sou uma pessoa bem tranquila, mas que quando acredito em alguma coisa, sempre tento buscar correr atrás.

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