camisa

No futebol existem diversas teorias que não se sabe como surgiu, mas que muitas pessoas acreditam. Todo torcedor tem as suas superstições e crenças para serem feitas, como um ritual. No entanto, não existe nada que comprove que se você fazer sempre as mesma coisas, seu time vai vencer. Além disso, ainda existe um mito da camisa “pesa”. Alguns amantes do esporte acreditam que alguns clubes crescem em duelo decisivos por conta de sua história. Se isso sempre acontecesse, não existiria “zebras” no mundo da bola. A Coluna Rasgando o verbo vai falar sobre essa polêmica.

A CAMISA REALMENTE FAZ A DIFERENÇA?

A verdade é que isso é apenas um mito. A camisa não pesa em um duelo, mas o fato de um clube grande ser mais cobrado que o outro faz muita a diferença. Um atleta que atua no Real Madrid sofre mais pressão que um do Osasuna. Portanto, as equipes mais exigidas lidam melhor com os momentos delicados.

Em uma partida de mata-mata, exige que os grandes jogadores chamem a responsabilidade. Na maioria dos casos, os melhores estão nos times maiores e mais fortes. Então é de se esperar que quando “o calo apertar”, equipes como o Real Madrid, Bayern de Munique e Liverpool se comportem melhor sobre a pressão. Entretanto, nem sempre saem vencedores do confronto.

Se a camisa pesasse mesmo, o Mônaco nunca teria eliminado o Galácticos de Ronaldo e Zidane. O Chelsea não venceria o Bayern na final da Champions League, em plena Allianz Arena. A Premier League nunca teria sido conquistada pelo Leicester em 2016. O Santos André jamais venceria o Flamengo em uma final de Copa do Brasil e o Once Caldas perderia a final para o Boca Juniors na Libertadores de 2004. Como resultado, o passado não entra em campo.

O QUE RESOLVE SÃO OS JOGADORES DECISIVOS

Os torcedores dizerem que a camisa “pesa” em um jogo do Barcelona com o trio MSN em grande fase é muita hipocrisia. Um jogo que mostra muito bem isso foi Barcelona x PSG em 2017. A partida do dia 8 de março foi simplesmente inacreditável. Lionel Messi e Neymar colocaram a bola em baixo dos braços e conseguiram uma classificação histórica. Entretanto, muitos utilizaram o argumento de que o fato do Barça ter uma história maior, fez a diferença na decisão. Utilizar isso como argumento é até desrespeito com os atletas, porque quem correu pela vitória foram os atletas e não os feitos do passado.

Nas quartas de finais da Champions League de 2017, o confronto entre Real e Bayern também pode ser modelo para a nossa análise. A partida juntava duas das maiores equipes da Europa. Além disso, tinha em campo um duelo particular entre Cristiano Ronaldo e Robert Lewandowski. Os madridistas foram superiores no duelo, com um destaque para o jogo de volta que foi resolvido na prorrogação. O Gajo foi fundamental na vitória por 4 x 2, marcando três gol, sendo dois deles na prorrogação. O fato dele ter sido decisivo não foi a camisa que vestia, mas sim o espírito de vencedor que tem.

Com esses exemplos, fica claro que na hora de “separar os meninos dos homens”, quem tem que crescer são os jogadores. Normalmente, times tradicionais buscam ter nomes fortes que aguentam a pressão de defender as cores de um gigante. Portanto, é natural que esses atletas reagem bem em grandes momentos da temporada. Cada duelo decisivo tem a sua história e o seu roteiro dramático, no entanto não foi nenhum pano que fez a diferença nisso e sim a determinação dos envolvidos.

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Foto Destaque: Divulgação/ Twitter/ Real Madrid Mill Grau

Leonardo Pinheiro
Escolhi jornalismo porque para mim é prazeroso informar as pessoas, e além disso, a paixão pelo futebol me encorajou a seguir essa carreira. Meu principalmente objetivo na profissão é trabalhar com esportes, principalmente o futebol.

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