dinamáquina

Na década de 80 mais especificamente, em 1986, tivemos uma das equipes mais emblemáticas daquele mundial, a Dinamarca. Com uma primeira fase perfeita vencendo a Alemanha e goleando o Uruguai. Sendo assim, a equipe ficou conhecida como Dinamáquina, depois dessas atuações de encher os olhos.

Porém, nas oitavas de final foi goleada pela Espanha do craque Butrageño, por 5 x 1 e o atacante marcou 4 gols na partida. Desse modo, o time colecionou fracassos seguidos, o pior deles foi não ir a Copa de 1990, que levou a demissão de Sepp Piontek, e o cargo foi ocupado por seu auxiliar, Richard Nielsen.

A partir da mudança no comando técnico, a reformulação no elenco foi bem profunda e positiva. Visando a Eurocopa de 1992, a Dinamarca se preparou bem e chegou forte na competição. Com apenas uma derrota no torneio, a equipe ficou atrás da Iugoslávia, contudo devido à guerra que assolava o país, a UEFA declarou os dinamarqueses classificados para a fase final.

Contando com o talento de Brian Laudrup, irmão do craque Michael Laudrup que não participou da Euro pois se desentendeu com Nielsen. Então, a Dinamarca chegou na semifinal diante da forte Holanda, venceu e encaminhou a final contra a Alemanha. Derrotando, os campeões mundiais de 90, se sagraram campeões da Euro 1992.

Time base: Schmeichel; Olsen, Piechnik, Kent Nielsen; Sivebaek, Jensen (Michael Laudrup), Larsen, Vilfort, Christofte; Brian Laudrup, Povlsen (Rasmussen). 

Técnico: Richard Nielsen.

DEFESA FORTE

Seguindo certa tendência do período, a Dinamarca se organizava taticamente no 5-3-2, um pouco semelhante a Alemanha de 90. No entanto, essa solidez defensiva não foi tão comentada devido a um ataque que era muito vistoso, tanto que ficou conhecido como uma máquina, algo preciso, cirúrgico. E essa defesa bem organizada que sem a bola se defendia com cinco, além dos meio-campistas que ajudavam na marcação, possibilitou vitórias contra adversários tidos como favoritos.

Ademais, contava com um grande goleiro chamado Peter Schmeichel, fez história pelo Manchester United, com cinco títulos da recém formada Premier League (a era moderna do Campeonato Inglês que inicia em 1992), título de Champions League e Mundial de Clubes em 1999. Também conta com 129 aparições pela seleção da Dinamarca, sendo o recordista de partidas oficiais. Realmente um destaque dessa geração.

ATAQUE PRECISO

Mas não pense que a Dinamarca tinha organização sem a posse da bola. Pelo contrário, a autêntica Dinamáquina (muito pelos títulos que conquistou, o que não foi o caso da seleção de 86) tinha muita qualidade e organização ofensiva. Desse modo, os laterais Sivabaek e Christofte eram de muita qualidade técnica e ajudavam a construir o jogo, juntamente com Vilfort, Larsen e Jensen que armavam as jogadas com excelentes trocas de passe e alimentavam os atacantes Brian Laudrup e Povlsen.

Também se faz necessário destacar os irmãos Michael e Brian Laudrup, grandes jogadores dessa geração. Michael, por desentendimentos em relação as ideias de Nielsen, não participou da grande conquista da Euro em 1992, mas foi muito importante em 1995, no título da Copa da Confederações sobre a Argentina na final. Considerado o maior da história da Dinamarca por sua imensa habilidade. E também protagonizou uma dupla excelente nos tempos de Barcelona, com o búlgaro Stoichkov.

Portanto, essa Dinamarca apesar de muitos fracassos, conseguiu a redenção e marcou uma geração de grandes jogadores em diversas posições. Assim, mostra que algumas vezes as derrotas ensinam muito mais que vitórias e também o sabor de conquistar títulos fica muito melhor depois de decepções. Com certeza, uma das grandes seleções que imprimiu conceitos táticos interessante aplicados a realidade do elenco que o comando técnico tinha a disposição. Ou seja, a organização privilegia o talento e pode conquistar grandes títulos.

Foto Destaque: Reprodução/Internet

Daniel Mendes
Desde criança me encantei com o futebol e mais tarde com esporte, de modo geral. Então, vi que no Jornalismo poderia ficar muito próximo de coberturas do esporte, o futebol, por exemplo. Além disso, eu me considero bastante comunicativo e as pessoas dizem que eu falo até demais. Assim, a ideia de cursar Jornalismo ficou martelando na minha cabeça e desde 2019 tenho a cada dia realizado esse sonho.

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