Neymar x taça do Mundo. Será possível?

Começando com Preguinho, o primeiro capitão brasileiro em 1930, passando por nomes como Bellini, o primeiro a ergue uma taça do mundo para nosso país em 1958, Carlos Alberto Torres, o grande “capita” do tri em 70 no México, alem de Dunga e suas ofensas a grande parte da mídia no momento de erguer a taça nos Estados Unidos em 94 e a Cafu, um sujeito que ganhou o respeito de todos, por ser um “bom menino” e claro, por suas grandes qualidades com a bola no pé. Agora é a vez de Neymar, será ele capaz?

Talvez de todos os citados, o menino da vila seja o mais qualificado tecnicamente, o que mais conseguiu atrair fãs pelo mundo. Seus números com apenas 24 são impressionantes, campeão de quase todos os grandes títulos possíveis que um jogador profissional possa ganhar, chegou ao posto de 5º maior artilheiro da seleção, apenas atrás dos maiores ícones desse esporte em nosso país como Pelé, Ronaldo, Zico e Romário. Tecnicamente falando, são raros os que desdenham ou duvidem de suas qualidades e potencial, porem sua liderança técnica seria suficiente para liderar psicologamente uma equipe ao título mundial? Para muitos não.

Ao analisar os grandes líderes brasileiros campeões mundiais, nenhum deles era o principal protagonista técnico, ou seja, não carregavam duas funções com tamanha importância. Bellini tinha entre seus comandados Pelé e Garrincha, no México Carlos Alberto era o grande “chefe” do maior jogador de futebol de todos os tempos, já Dunga e Cafu, foram tecnicamente liderados por Romário e Ronaldo, o que sem dúvida facilitou muito para que hoje sejam lembrados como capitães de um time pentacampeão mundial. Neymar representa o novo, representa sim o futebol moderno, alguém capaz de ser um monstro dentro e fora das quatro linhas, tendo que ser quase que onipresente, estando em diversos lugares em questão de horas. Para muitos, a estrela não tem perfil de líder, lhe faltaria personalidade, maturidade e até mesmo humildade, mesmo sendo de longe a grande estrela, talvez até a única dentro da seleção, não merecesse a tão desejada braçadeira. Senão ele, quem?

Encontrar nomes em uma geração tão cheia de cabelos, selfies, cores e pouca inspiração técnica, não é fácil. Daniel Alves, Ricardo Oliveira, Thiago Silva e agora Kaká talvez fossem os únicos, mas difícil preparar alguém que não sabemos se estará presente na Rússia em 2018, seja por questões físicas ou por birra de Dunga. Nesse contexto, caso não mude em dois anos e meio caberá a Neymar e somente a ele essas duas funções, evidente que terá que amadurecer como líder através de muita pancada e não somente ás dentro de campo, mas principalmente ás de fora dos gramados, críticas da população e da grande mídia, sendo necessário para isso mudar algumas de suas atitudes, alterações essas que são apenas adotadas por grandes líderes, afinal com a bola nos pés sabemos que dribles e gols são capazes de transformar “água em vinho” ou ódio em amor.

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Murilo Ribeiro
Nascido em 1988, sou um apaixonado por historias do futebol, principalmente as ocorridas nos anos 90, período em que considero a “ÉPOCA DE OURO” desse esporte no Brasil. Formado em jornalismo pelas Faculdades Integradas Rio Branco, tenho como grande sonho ganhar a vida falando, escrevendo e narrando o maior esporte desse planeta, o Futebol. Sou fascinado pelo esporte e pelos meios de comunicação que fazem sua cobertura.

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