Adeus à Roberto Perfumo

Mais um se vai: Cruzeiro perde um dos seus maiores ídolos, Roberto Perfumo morre aos 73 anos

Comentarista, ex-jogador da seleção da Argentina e ex-técnico Roberto Perfumo morreu nesta quinta-feira (10) aos 73 anos, o ídolo da raposa foi vítima de um acidente cardiovascular (AVC) intensificado por uma fratura craniana sofrida após cair de uma escada num restaurante de Buenos Aires.

Perfumo, tinha grande referencia no mundo do futebol, o ex-jogador representou a seleção argentina nas Copas do Mundo de 1966 e 1974 e foi um dos grandes ídolos da história do Cruzeiro. Com a camisa da Raposa, o ex-zagueiro, conhecido como “O Marechal”, venceu o Campeonato Mineiro em 1972, 1973 e 1974, além da Taça Minas Gerais de 1973.

Foi contratado pelo Cruzeiro em 1971, onde ficou por quatro anos, até voltar para a Argentina em 75 para defender o River Plate. Com os ‘Millonarios', o zagueiro conquistou o tricampeonato nacional (1975, 1976 e 1977).

Fora isso, ele jogou 37 partidas com a seleção do país, disputando as Copas do Mundo de 1966, na Inglaterra e a de 1974, na Alemanha, em que a Argentina caiu ainda na primeira fase.

“Os momentos da vida passei no campo, jogando futebol. Eu vivia para o futebol, me cuidava e comia só saladas. Não bebi uma gota de álcool nem fumei nesses 25 anos”, afirmou na época o jogador, que se aposentou em 1978, aos 36 anos.

Proclamado pelo futebol argentino como um dos melhores zagueiros da história do país, Perfumo nasceu em Sarandí, na província de Buenos Aires, em 3 de outubro de 1942. Estreou sua carreira no Racing em 1964 e disputou no mesmo ano, os Jogos Olímpicos de Tóquio com a Argentina.

“Quando tinha 9 anos, minha vida era fazer álbuns de figurinhas com os jogadores do Racing. Depois, ainda muito menino, comecei a ir no estádio ver o time, porque nessa época as crianças entravam de graça”, contou Perfumo em uma entrevista.

Com a ‘Academia', Perfumo disputou 232 partidas e fez 14 gols. Tornou-se um dos maiores ídolos do clube ao vencer a Taça Libertadores de 1967 e a Copa Intercontinental num ano só. O astro também conquistou o Campeonato Argentino de 1966.

Mesmo aposentado, Perfumo não ficou longe dos gramados e em 1981 assumiu o cargo de técnico do Sarmiento de Junín, onde não conquistou bons resultados. Já em 1991, comandou o Racing e terminou o Campeonato Argentino na quarta posição.

Em 1992 foi o ano de brilhar, o ex-jogador comandou o Olímpia, do Paraguai, e venceu de forma invicta o Torneio da República. No ano seguinte, regressou à Argentina para dirigir o Gimnasia La Plata e levantar a taça da Copa Centenário, um torneio organizado pelos cem anos da Associação do Futebol Argentino (AFA).

Nos últimos anos, Perfumo se dedicou aos trabalhos como comentarista do Campeonato Argentino para a “ESPN” e colaborava com vários jornais locais.

Carolina Keyko

Sobre Carolina Keyko

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Sou Carolina Keyko Rodrigues, 21 anos, estudante de jornalismo, apaixonada por esportes, música, teatro, gastronomia e fotografia. Já trabalhei como estagiária para a Arquidiocese de São Paulo como gestora de mídias sociais, Estagiária para os Doutores da Web com SEO. Gosto de áreas que me desafiem a escrever, como o futebol, que esta em constantes mudanças, costumo assistir os jogos do Santos com a fanática da minha irmã e acompanho meu pai nos jogos da Portuguesa, pois é, faz parte.

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